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Data: 9/3/2010

Brasil inicia retaliação aos EUA
O Brasil iniciou ontem o processo de retaliação às importações de produtos dos Estados Unidos. A sanção foi autorizada em 2009 pela Organização Mundial de Comércio (OMC) diante da recusa americana de retirar os subsídios concedidos à produção e exportação de algodão. Uma lista com 102 produtos, que terão o imposto de importação elevado dentro de 30 dias, foi publicada no Diário Oficial da União.

O governo dos Estados Unidos se declarou "decepcionado" com as autoridades brasileiras, por darem início à retaliação. O governo brasileiro espera, ao indicar a disposição de retaliar, receber proposta concreta dos Estados Unidos para eliminar os subsídios. Hoje, o conselheiro-adjunto de Segurança Nacional para Assuntos Econômicos Internacionais da Casa Branca, Michael Froman, deve apresentar uma primeira proposta de compensações comerciais ao Itamaraty, segundo apurou o Estado. Froman acompanha o secretário de Comércio americano, Gary Locke, em visita oficial a Brasília.

A maioria dos produtos é de bens de consumo, para evitar danos à indústria nacional que depende de insumos, máquinas e equipamentos importados dos EUA. Foram incluídos veículos, alimentos, produtos agrícolas, aparelhos eletrônicos, cosméticos, têxteis e confecções. O maior impacto será nas importações de trigo, que somaram US$ 318 milhões em 2008, ano usado como base para o cálculo.

O impacto comercial é relativamente pequeno, o mais importante é o sinal político. O diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, Carlos Márcio Cozendey, disse que a lista de bens deve ter um impacto comercial de US$ 591 milhões. O valor é estimado com base no efeito que o aumento do imposto terá sobre o valor final do produto e na redução do consumo. No entanto, a medida com maior impacto ainda está por vir. O Brasil pode ainda estender a represália às áreas de propriedade intelectual e serviços, pontos mais sensíveis para os EUA.

Pela decisão da OMC, o Brasil tem de aplicar retaliações na área de bens em pelo menos US$ 560 milhões do total autorizado de US$ 829 milhões. O resto pode ser em propriedade intelectual e serviços. O governo fechou a lista acima do piso fixado pela OMC e decidiu que US$ 238 milhões serão usados na retaliação na área de propriedade intelectual. O valor da retaliação é o segundo maior da história da OMC.

Cozendey informou que, até o momento, houve várias indicações dos EUA para negociar, mas nenhuma proposta concreta. "Após oito anos de litígio, e na ausência de oferta de opções concretas para uma solução para o contencioso, resta ao Brasil fazer valer seu direito", afirmou a secretária executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lytha Spíndola.

Fonte : O Estado de S. Paulo/Renata Veríssimo





 

Data: 9/3/2010

Anfavea diz que sobretaxa a automóveis dos EUA é preocupante
A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) afirmou nesta segunda-feira que é preocupante o fato de o governo brasileiro ter incluído automóveis na lista de produtos norte-americanos que serão sobretaxados em retaliação aos subsídios empregados pelos Estados Unidos na produção de algodão. A lista foi divulgada hoje e deverá entrar em vigor em 30 dias.

"A priori, a inclusão dos automóveis na lista preocupa. A Anfavea defende soluções sem reflexos negativos para o setor automotivo", afirma a associação, em nota.

De acordo com a Anfavea, a expectativa é que, no prazo que a lista tem para entrar em vigor, os dois países entrem em acordo.

"Há um prazo de 30 dias para o início da retaliação e nesse período espera-se que possam ocorrer negociações que venham a alterar essa situação, viabilizando outras soluções possíveis, minimizando o impacto no comércio bilateral", completa a nota.

A Camex incluiu na lista de retaliação automóveis de cinco tipos diferente, que vão desde carros 1.0 até 3.0, aumentando a tarifa vigente de 35% para 50%. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, em 2008, o Brasil importou dos EUA US$ 104 milhões relativos aos automóveis que constam na lista.

A lista completa de produtos que poderão ser retaliados tem 102 itens, a maioria alimentos. Entre os produtos estão frutas, embutidos, trigo, óleos, ketchup, complementos alimentares, gomas de mascar, paracetamol, hormônios, perfumes, maquiagem, xampus, desodorantes, sabonetes, pneus, algodão, tecidos, tapetes, roupas, cortinas, jóias, lâminas de barbear, congeladores, cortadores de grama, celulares, fogões, câmeras, barcos, óculos de sol e escovas de dentes.

Fonte : Folha de S. Paulo/Lorena Rodrigues





 

Data: 9/3/2010

Setor de máquinas e equipamentos perde espaço no mercado mundial
Sem condições de competir em pé de igualdade com os chineses, fabricantes de máquinas e equipamentos deixam de produzir no Brasil e passam a importar e revender produtos asiáticos no mercado doméstico com o carimbo da sua marca. Cada vez mais empresas tradicionais como a Kone, fabricante de máquinas-ferramenta (tornos, furadeiras e fresadoras) de Limeira (SP), são obrigadas a substituir a produção local por importações da China e Taiwan para não ter de fechar as portas.

Sob o ponto de vista técnico, os equipamentos nacionais são competitivos. Do ponto de vista financeiro, no entanto, a competitividade fica comprometida devido a fatores alheios ao controle dos fabricantes, como a taxa de câmbio.

Os fabricantes de máquinas sofrem impacto do chamado Custo Brasil maior que a indústria brasileira como um todo. De acordo com a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o conjunto de custos internos que só existem no País onera em 43,85% a produção nacional de bens de capital comparada com a fabricação na Alemanha e Estados Unidos.

A desvantagem comparativa com a China não foi medida, mas a organização estima que esteja perto dos 100%. Para o conjunto das indústrias brasileiras, o acréscimo é de 36,27%.

"Já deixamos de fabricar a maioria dos nossos equipamentos e, dentro de seis meses, vamos avaliar se passamos a ser exclusivamente importadores, coisa que não gostaríamos", diz o presidente da Kone, Marcelo Cruañe.

Ele afirma que o processo de substituição começou há cerca de três anos. Na época, a mudança enfrentou a oposição do seu pai, Enock Cruañe, presidente do Conselho de Administração da empresa.

"Meu pai, que tem hoje 78 anos, foi capitão de empresa por quase 60 anos e demorou para se convencer de que se não importássemos máquinas da China a empresa quebraria", conta o executivo. "Compramos 10 máquinas chinesas, vendemos em uma semana; compramos mais 20 e vendemos em 15 dias. Só assim meu pai deu o braço a torcer."

Desde então, a empresa vem de vento em popa. De 50 a 60 máquinas, passou a vender 270 a 320 por mês. O quadro de pessoal, que nos tempos áureos chegou a mais de 400 funcionários, hoje não passa de 100. Contudo, a lucratividade triplicou. "O preço de uma máquina chinesa não paga sequer a matéria-prima no Brasil. O quilo do ferro fundido aqui custa cerca de US$ 3 e eu compro máquina chinesa pronta por R$ 2,5 a R$ 3 o quilo."

Desindustrialiação

O caso da Krone não é um exemplo isolado. "Está havendo um processo de desindustrialização no Brasil", diz o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto. Ele lembra que o País já foi o quinto maior produtor de máquinas do mundo há alguns anos e hoje ocupa a 15ª posição.

Um dos segmentos mais prejudicados é o de válvulas industriais, equipamentos usados em obras de saneamento básico, indústrias de açúcar e álcool e petróleo, entre outros. A participação de mercado dos equipamentos nacionais, que era de 60% há quatro anos, hoje não passa de 20%, diz o presidente da SMV Válvulas Industriais, Erfrides Bortolazzo Soares.

De acordo com ele, a maioria dos fabricantes brasileiros deixou de produzir totalmente ou determinadas linhas no País e passou a trazer produtos de fora, principalmente da China. A própria SMV importa um complemento de linha originário do país asiático.

Para a Abimaq, ainda que indispensáveis para a sobrevivência das indústrias nacionais, os esforços para melhorar a produtividade acabam compensando apenas pequena parte da desvantagem brasileira. "Só investir em equipamentos, processos, tecnologia e inovação não basta diante do peso do Custo Brasil", afirma Aubert Neto.

Nos últimos três anos, a fabricante de guindastes Madal Palfinger, de Caxias do Sul (RS), investiu para aumentar a produtividade em 30%. Ainda assim não consegue concorrer com o preço baixo chinês no segmento de guindastes telescópicos. O gerente da linha de produtos para a América do Sul, Silvio Gatelli, diz que os equipamentos chineses custam cerca de 50% menos que os brasileiros. "O preço de um guindaste telescópico nosso de 30 toneladas de capacidade máxima, junto com um caminhão, sai em torno de R$ 1 milhão. Por esse mesmo valor, os chineses colocam na porta do cliente uma máquina de 70 toneladas, mais que o dobro da capacidade da nossa", informa Gatelli.

Como se não bastasse a enorme vantagem comparativa, representantes dos produtos chineses no Brasil ainda se deram ao luxo de promover uma liquidação de guindastes no fim de 2009, com oferta de descontos de até R$ 300 mil.

"Para desovar o estoque de máquinas ano 2009 e começar 2010 com maquinário do ano, o preço dessas máquinas foi reduzido de R$ 1 milhão para R$ 700 mil", diz o executivo. Segundo ele, os chineses já dominam 95% do mercado brasileiro de guindastes telescópicos. Existem cinco fabricantes no País. "Continuamos competitivos no segmento de guindastes articulados, mas nossos concorrentes que não fabricam essa linha terão sérios problemas."

Fonte : O Estado de S. Paulo/Marcelo Rehder





 

Data: 9/3/2010

Preços em SP desaceleram, mas sobem 0,61% na 1ª prévia de março
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) no município de São Paulo registrou alta de 0,61% na primeira quadrissemana de março - 30 dias até 07/03 -, abaixo do 0,74% registrado no dado fechado de fevereiro. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

Entre os sete grupos que compõem o índice, cinco apresentaram desaceleração entre o dado de fevereiro e a primeira prévia deste mês e dois avançaram.

Os grupos que apresentaram desaceleração ao longo da última semana foram Habitação (de 0,77% para 0,6%), Transporte (de 1,14% para 0,44%), Saúde (de 0,51% para 0,46%), Vestuário (de -0,13% para -0,25%) e Educação (de 0,21% para 0,16%).

Na outra ponta, os grupos Alimentação (de 1% para 1,2%) e Despesas Pessoais (de 0,34% para 0,37%) foram os que avançaram entre as duas leituras. Na contribuição para a formação do índice, o grupo Alimentação respondeu sozinho por quase 45%.

A Fipe deve divulgar a segunda prévia deste mês - com a variação acumulada em 30 dias até 15 de março - na próxima terça-feira (16/03). O IPC mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos.

Fonte : Folha de S. Paulo





 

Data: 9/3/2010

Gastos com carro superam inflação, afirma FGV
O motorista gastou mais que a inflação para manter seu carro nos últimos 12 meses até fevereiro, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). Os gastos com veículos registraram alta de 5,03% no período, contra 4,72% do IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor de Mercado). Trata-se da maior elevação dos últimos três anos.

De acordo com a pesquisa, a compra e a manutenção do veículo comprometem, em média, 7% do orçamento familiar. Esse percentual pode variar bastante dependendo do número de veículos que a família tem e de outros aspectos, como distância percorrida por dia e hábitos de dirigir.

Entre os destaques de alta, estão: álcool combustível (29,48%), seguro facultativo (14,34%) e lavagem e lubrificação (10,93%). A gasolina subiu 3,90%, a aula de direção, 3,29%, o amortecedor, 4,05% e o estacionamento, 7,60%. Na ponta oposta, ficaram mais baratos: gás natural veicular (-8,77%), automóvel usado (-8,54%), óleo diesel (-5,04%), pneu (-3,61%) e automóvel novo (-0,36%).

Fonte : Diário do Grande ABC





 

Data: 9/3/2010

Brasil se torna o 3º maior exportador agrícola
O Brasil ultrapassou o Canadá e se tornou o terceiro maior exportador de produtos agrícolas do mundo. Na última década, o País já havia deixado para trás Austrália e China. Hoje, apenas Estados Unidos e União Europeia vendem mais alimentos no planeta que os agricultores e pecuaristas brasileiros.

Dados da Organização Mundial de Comércio (OMC), divulgados este ano, apontam que o Brasil exportou US$ 61,4 bilhões em produtos agropecuários em 2008, comparado com US$ 54 bilhões do Canadá. Em 2007, os canadenses mantinham estreita vantagem, com vendas de US$ 48,7 bilhões, ante US$ 48,3 bilhões do Brasil.

O ritmo de crescimento da produção brasileira de alimentos já deixava claro que a virada estava prestes a ocorrer. Entre 2000 e 2008, as exportações agrícolas do Brasil cresceram 18,6%, em média, por ano, acima dos 6,3% do Canadá, 6% da Austrália, 8,4% dos Estados Unidos e 11,4% da União Europeia. Em 2000, o País ocupava o sexto lugar no ranking dos exportadores agrícolas.

Uma série de fatores garantiu o avanço da agricultura brasileira nos últimos anos: recursos naturais (solo, água e luz) abundantes, diversidade de produtos, um câmbio relativamente favorável até 2006 (depois a valorização do real prejudicou a rentabilidade), o aumento da demanda dos países asiáticos e o crescimento da produtividade das lavouras.

"Houve uma mudança nas vantagens comparativas em favor do Brasil, que teve um custo de produção baixo para vários produtos nesse período graças aos seus recursos naturais e ao câmbio", disse o analista sênior da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Garry Smith.

Para o sócio-diretor da MB Agro, Alexandre Mendonça de Barros, "o Brasil é hoje a única grande agricultura tropical do planeta". Ele ressalta que o aproveitamento da terra é melhor na zona tropical. Em algumas regiões do Brasil, é possível plantar milho depois de colher soja, o que significa duas safras no mesmo ano.

Fonte : Agência Estado/Raquel Landim





 

Data: 9/3/2010

Em 2010, Corolla mantém liderança em sedãs médios
Nos dois primeiros meses deste ano, a japonesa Toyota comercializou no Brasil 6.971 unidades do Corolla, volume que representa um crescimento de 22% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando 5.704 veículos foram vendidos.

Segundo a fabricante, o resultado reafirma a liderança do Corolla no segmento dos sedãs médios e comprova o sucesso do veículo entre os consumidores brasileiros. Além disso, para a montadora, o crescimento nas vendas no primeiro bimestre de 2010 é ainda mais expressivo, considerando-se que as vendas totais de sedãs médios no Brasil sofreram retração de 21% no período analisado.

Já em relação ao mercado total, a Toyota obteve no acumulado de janeiro e fevereiro, vendas de 12.461 unidades, superando o resultado de 2009 em 23%, quando a marca emplacou 10.130 unidades. No período, o crescimento total do mercado de automóveis no Brasil foi de 9%.

Fonte : Webtranspo





 

Data: 9/3/2010

Ford lança edição especial Sport+ do Fiesta
Trazendo listas brancas ou azuis, remetendo ao melhor estilo "Le Mans", a Ford acaba de apresentar a edição especial nomeada de Sport+ do modelo Fiesta. Infelizmente, ainda sem muitas informações de em quais países a edição estará disponível para compra.

A edição Sport+ traz, além da pintura e das faixas especiais, novo spoiler dianteiro, difusor traseiro, rodas de liga leve pintadas em branco e interior com revestimentos especiais, com costura em azul e logotipo do modelo.

Disponível com motores 1.6i 16V de 120 e 1.6 TDCi de 90cv, a edição especial não teve ainda preço divulgado e a quantidade de unidades que serão produzidas.

Fonte : Revista Car Magazine/Priscila Lopes





 

Data: 9/3/2010

Audi divulga alta de 20% nas vendas globais
A Audi divulgou ontem, 8/3, relatório das vendas globais da marca em fevereiro. Foram comercializados 75.900 carros, alta de 19,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento das vendas no primeiro bimestre foi de 28,7% na mesma comparação.

“Estamos em curso de um forte primeiro trimestre”, admitiu o executivo de marketing e vendas da Audi, Peter Schwarzenbauer, que ressaltou o bom desempenho da marca na China e Europa Ocidental.

Fonte : Automotive Business





 

Data: 9/3/2010

Assembleia quer Cidade Limpa em rodovias
Depois do Cidade Limpa, é a vez do Estrada Limpa. Extinta em São Paulo pela lei que criou o programa Cidade Limpa, a publicidade em outdoors, que migrou para terrenos ao longo das rodovias paulistas, também deve ser retirada caso seja aprovado um projeto na Assembleia.

O projeto, que estabelece o programa Estrada Limpa, surgiu na Comissão de Transportes. Assim como o Cidade Limpa, ele praticamente acaba com a propaganda que pode ser vista das rodovias, tanto as privatizadas quanto as operadas pelo governo. Só seriam mantidos anúncios em áreas urbanas.

O presidente da comissão, Edmir Chedid (DEM), diz que ele próprio vê a poluição visual nas estradas. "Como a maioria dos partidos está representada na comissão, deve haver concordância. Já vimos o bom resultado da lei em São Paulo."

A nova investida contra a chamada mídia exterior começou a movimentar o Sepex (sindicato das empresas do setor). Seu presidente, Luiz Rodovalho, foi à Assembleia na semana passada tentar sensibilizar os deputados a ao menos amenizá-la.

"Se existe excesso, deveria haver mais fiscalização, o que, por exemplo, não ocorreu na cidade (antes do Cidade Limpa).

Estamos em contato com o governo para fazer um convênio e melhorar a fiscalização."

A proposta estabelece que todos os anúncios, mesmo licenciados, devem ser retirados dois meses após sancionada a lei. As multas chegam a R$ 4.926.

Restariam só propagandas de governo e de caráter cultural ou educativo. O dono de um terreno, mesmo longe da estrada, perderá o direito de alugar o espaço para agências. Mesmo as pequenas placas, de uso de governo ou de empresas, devem ter regras mais restritivas.

Também estão incluídos os grandes anúncios em postos de gasolina e outros estabelecimentos. O projeto determina que haja nova configuração das placas em estabelecimentos vizinhos às estradas. Como o Cidade Limpa, a ideia é reduzir o tamanho. Até os anúncios nas chamadas empenas cegas - parte de prédios voltados para a estrada - ficam proibidos.

Hoje, conforme lei estadual de 1994, as concessionárias e o DER (Departamento de Estradas de Rodagem) podem conceder licença para a exploração da publicidade, mas só fora da "faixa de domínio" da rodovia.

Uma estrutura grande numa estrada com mais de duas pistas por sentido, capaz de sustentar um outdoor, custa cerca de R$ 22 mil ao ano para a agência.

A ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias) afirmou que não se manifestará até que seu departamento jurídico analise o projeto.

Fonte : Folha de S. Paulo