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Data: 19/11/2008

No Brasil, preocupação com o setor de usados
A ajuda federal de R$ 4 bilhões, via Banco do Brasil, aos bancos das montadoras não foi suficiente para mitigar os efeitos da crise financeira no setor automotivo. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, o governo está preocupado com a inadimplência no segmento de automóveis usados.

Esse quadro, disse ele, prejudica principalmente os bancos pequenos, que são especializados nesse tipo de crédito. Esse grupo responde por cerca de 25% do financiamento de veículos em geral e 50% do mercado de usados que têm pelo menos cinco anos de uso.
“Não sei dizer em que nível está a inadimplência, mas certamente é superior à registrada em carros novos, que passou de 3,6% em setembro para 3,9% em outubro” disse o ministro do Desenvolvimento.

A queda nas vendas foi severa neste setor. Segundo o presidente da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), Ilídio Gonçalves dos Santos, as vendas caíram 50% no segmento dos seminovos e usados. Ele reclama que a ajuda anunciada pelo BB e pela Nossa Caixa - que também separou R$ 4 bilhões - incluiria o segmento, o que ainda não ocorreu. No Rio, a retração no setor de usados foi de 30%.

Fonte : O Globo





 

Data: 19/11/2008

Vendas de carros e comerciais leves caíram 20% em novembro
A queda de 20% nas vendas de automóveis e veículos comerciais até ontem (17 dias) - de 112.685 unidades em outubro de 2007 para 89.921 unidades neste mês - deverá provocar uma redução nos preços dos carros zero. "Com essa parada do setor automotivo um carro que custava R$ 30 mil não vale hoje mais que R$ 24 mil e a tendência é que o preço caia ainda mais", observou uma fonte do mercado.

Essa mesma fonte comentou que o mercado não vai voltar ao volume que estava até setembro, pois já era certo que em algum momento haveria uma curva descendente de vendas. "A indústria estava vendendo crédito e com ele vinha o automóvel. Com o corte do crédito por parte dos bancos as vendas pararam. Agora o consumidor está assustado, com medo de perder o emprego. Neste mês e em dezembro teremos muita campanha para vender carros, mas não arriscaria dizer como será o varejo em 2009".

Para Wilson Rocha, diretor de vendas e engenharia da TRW Automotive, subsidiária americana que fornece vários componentes para a indústria automobilística, a principal preocupação das montadoras atualmente é conseguir reduzir o estoque de 300 mil carros de outubro para 200 mil até o final de dezembro.

"Ainda não temos o resultado do impacto dos feirões do último final de semana, porque os carros vendidos ainda não foram emplacados pelos seus proprietários", disse Rocha.

Segundo uma fonte do mercado, para a venda de carros novos o crédito liberado pelo governo já está começando a chegar aos bancos. "Já tive informações que dois bancos já estão falando em concorrência de taxas de juros. Mas para a venda de carros usados o crédito ainda não chegou e os revendedores cortaram as compras de seminovos. Quem tentou vender um carro seminovo teve uma cotação muito abaixo do mercado".

Preocupação

Para toda a cadeia de produção de componentes o momento é de preocupação. Muitas empresas contatadas ontem não quiseram comentar sobre a crise mundial. Além de rever planos de produção por causa das férias coletivas das montadoras, algumas fabricantes de autopeças estão tentando compensar o corte das encomendas da indústria automobilística com a venda dos volumes perdidos no Brasil para alguns clientes que ainda têm no exterior.

A mesma sorte não teve a TRW do Brasil, que demitiu 50 empregados na sua fábrica de Santo André, no ABC paulista, por causa de perda nas exportações de componentes para os Estados Unidos. A empresa tinha um contrato com a Ford americana para o fornecimento de freios para o Mustang e a montadora suspendeu a produção por dois meses.

"A demissão foi inevitável e, agora, estamos acompanhando o comportamento do mercado para saber como será o ano de 2009. Alguns grupos já estão em férias coletivas e no final do ano daremos férias para todos os empregados", disse o diretor da TRW.

Fonte : Gazeta Mercantil/Sonia Moraes





 

Data: 19/11/2008

EUA propõem ajuda de US$ 25 bilhões a montadoras
Os líderes do Congresso dos Estados Unidos estão empenhados em ajudar as montadoras de automóveis a escapar da falência. Ontem à noite, senadores democratas apresentaram um pacote de socorro financeiro de US$ 25 bilhões em empréstimos (recurso de parte do pacote de US$ 700 bilhões elaborado pelo governo federal) a juros baixos às montadoras. A proposta foi apresentada pelo líder democrata no Senado, Harry Reid. A votação pode ocorrer ainda nesta semana.

Apesar da proposta não mencionar a que empresas se destina, ela deverá beneficiar a General Motors (GM), Ford e Chrysler.

Entretanto, ontem, o secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, disse que não pretende continuar a liberação dos US$ 700 bilhões postos à sua disposição pelo Congresso para estabilizar o sistema financeiro, até que o novo presidente dos EUA, Barack Obama, assuma o cargo, em 20 de janeiro do ano que vem.

Fonte : Jornal do Brasil





 

Data: 19/11/2008

Temor com bancos e montadoras nos EUA dita forte baixa na Bovespa
Temores de que a crise global vai produzir novas baixas em grandes corporações globais produziram uma onda de vendas nos mercados acionários do mundo todo, levando a Bolsa de Valores de São Paulo para perto dos piores níveis do ano.

Com uma derrocada de 4,54 por cento, o Ibovespa fechou o dia em 34.094 pontos, a menor pontuação em três semanas.

O giro financeiro do pregão foi novamente estreito, de apenas 3,2 bilhões de reais.

O setor financeiro, mais uma vez, avivou o pessimismo dos investidores. Primeiro, foram as mudanças nos planos do banco britânico Barclays de levantar capital, que provocaram repúdio de seus acionistas.

Não por acaso, as ações de bancos foram algumas que mais sofreram também por aqui. Itaú caiu 7,6 por cento, a 23,80 reais. Unibanco, seu parceiro na fusão anunciada no início do mês, tombou 7,7 por cento, avaliado em 13,15 reais.

Simultaneamente, as primeiras análises sobre o plano do Citigroup, de cortar 15 por cento da força de trabalho, dentro de um plano agressivo de redução de custos, eram céticas quanto aos efeitos desejados pela companhia. Resultado: o setor financeiro teve outro dia de perdas pesadas.

Não bastassem o setor financeiro, o automobilístico acrescentou pressão adicional, à medida que cresciam os temores de que o governo dos Estados Unidos pode se recusar a socorrer grandes montadoras, como General Motors, Ford e Chrysler, o que fatalmente as levaria à bancarrota.

"Isso geraria uma nova onda na crise", disse Vladimir Caramaschi, estrategista-chefe do banco Credit Agricole.

Papéis de outras grandes empresas ligadas a commodities também não resistiram ao mau desempenho global das matérias-primas e foram abatidas.

Companhia Siderúrgica Nacional desabou 6,8 por cento, para 21,99 reais. Petrobras perdeu 5,87 por cento, cotada a 19,25 reais. Vale encolheu 4,77 por cento, com negócios a 23,14 reais.

Ao fechar uma hora antes de Wall Street, a praça paulista não refletiu uma das muitas reviravoltas do dia dos principais índices das bolsas de Nova York. O Dow Jones fechou em alta de 1,8 por cento, depois de ter chegado a cair quase 2 por cento.

Fonte : O Globo/Reuters/Brasil Online





 

Data: 19/11/2008

Honeywell vende 470 mil tubos à MWM
A Honeywell Turbo Technologies informou hoje que forneceu 470 mil tubos Garrett à MWM-International - maior fabricante de motores a diesel da América do Sul para pick-ups, caminhões, ônibus e máquinas agrícolas - nos últimos seis anos.

Em comunicado, Thaise Silveira, gerente de vendas da empresa destacou que o resultado reflete o êxito da parceria de mais de 20 anos, caracterizada por um trabalho que permitiu o permanente aperfeiçoamento dos produtos e o lançamento de novos motores.

Fonte : InvestNews





 

Data: 19/11/2008

Férias coletivas já afetam os fornecedores de peças
A decisão de grandes indústrias de automóveis e de eletroeletrônicos de reduzir a produção e dar férias coletivas causa um efeito cascata nos fornecedores de componentes. Só na região de Curitiba (PR), onde estão instaladas a Volkswagen e a Renault/Nissan, mais de 100 metalúrgicas pretendem suspender a produção entre dezembro e janeiro. Na região de Campinas (SP), uma única empresa de eletrônicos, a Foxconn, anunciou mil demissões esta semana.

Em Betim (MG), 12 fornecedores de peças suspenderam a produção por um período de 10 a 20 dias a partir deste mês para se adequar à queda de encomendas da Fiat, que já anunciou três períodos de férias coletivas. No ABC e em São Paulo, avisos de férias nas autopeças ainda não são significativos, informaram sindicatos locais.

Pesquisa do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Paraná (Sindimetal) indica que, das 160 filiadas, 89% pretendem dar férias coletivas de uma semana a 30 dias em dezembro e janeiro.

Desse total, 75% não previam a parada porque o setor vinha de um ano e meio de crescimento. O presidente do sindicato, Roberto Karam, já prevê demissões em janeiro. “Ainda temos o degrauzinho das férias, mas a estimativa é que, até o retorno, o cenário não será diferente e isso deve gerar desemprego.”

Segundo Karam, durante o período de expansão, o setor ganhou 5 mil trabalhadores, que se juntaram aos outros 20 mil contratados. “Num cenário otimista, vamos voltar ao primeiro semestre de 2007.”

A fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais concedeu férias para metade dos 3,6 mil funcionários. Na mesma cidade, a Renault anunciou parada entre 2 de dezembro e 7 de janeiro. O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba informou que, levando em conta só as autopeças, o número de empresas que anunciou férias este ano ainda é menor que o do ano passado.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região negociou com a Foxconn, de Indaiatuba, e o número de demissões baixou. A empresa tinha 2,9 mil funcionários, segundo o presidente da entidade, Jair dos Santos. A partir de outubro, 600 foram dispensados. “Seriam mandados embora mais mil e ficariam 1,3 mil, mas conseguimos segurar 1.740.”

O operador João Paulo Ferreira Lisboa trabalha há um ano e quatro meses na linha de produção e disse que o clima na empresa é desesperador. “A pressão psicológica é grande; tem gente que pede atestado para não vir trabalhar só para não ser demitido.”

Os reflexos da crise mundial sobre as linhas de produção significaram ao menos 4.364 demissões nas regiões de Campinas, Jundiaí e Limeira desde outubro. Um dos casos mais polêmicos ocorreu em Rio Claro (SP), onde 480 trabalhadores da autopeça Torque foram demitidos por carta. Em São José dos Campos (SP), onde a General Motors já anunciou quatro períodos de férias, ao menos duas fornecedoras de peças, a TI Automotive e a Parker Hannifin, seguirão a parada.

Fonte : O Estado de S. Paulo/Evandro, Cleide e Tatiana





 

Data: 19/11/2008

Setor de autopeças deve demitir 5.000 no PR, diz sindicato
Usando como justificativa a crise global, o setor de autopeças e montadoras do Paraná devem começar a demitir empregados a partir de janeiro, após o período de férias coletivas.

Cerca de 5.000 postos de trabalho deverão ser atingidos, caso os efeitos da crise não sejam revertidos. A informação é do presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Paraná, Roberto Karam.

De acordo com o presidente do sindicato, as empresas do setor automotivo não estão recebendo pedidos novos. Ele disse que estimativa é que o nível de produção no segundo semestre de 2008 seja 25% menor do que o registrado no primeiro semestre deste ano.

Os problemas estão ocorrendo por causa da falta de crédito, que atinge o consumo.

"Os bancos não estão emprestando dinheiro porque não sabem se vão receber. É preciso que eles voltem a financiar crédito com juros menores e prazos maiores. Se voltarem estas facilidades, podemos tentar reverter", disse Karam.

O Paraná reúne o segundo maior pólo automotivo do país, atrás de São Paulo, e concentra empresas como Volvo, Renault e Audi/Volkswagen. O setor automotivo, que congrega as montadoras e as empresas de autopeças, emprega cerca de 25 mil trabalhadores.

De acordo com Karam, a maior parte da parcela de empregados a serem atingidos faz parte de um grupo contratado há 12 meses para suprir a ocupar mão-de-obra criada à época com o aumento de demanda no setor automotivo.

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba acredita que as demissões previstas pela entidade patronal não vão ocorrer.

Por meio da assessoria, a direção do sindicato disse que as empresas "têm uma margem considerável de ociosidade possível, o que evidencia que, para ter problemas de demissões, a queda teria que ser de um nível muito alto, que acreditamos, não deverá ocorrer".

Para os representantes dos trabalhadores, a eleição do democrata Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos, com sua plataforma de dar apoio ao setor automotivo do país, e "o próprio movimento do mercado devem naturalmente recompor um quadro de estabilidade".

Mas a direção do sindicato também reconhece que este quadro precisa vir logo. "Se a crise persistir após o final de janeiro, fevereiro, aí sim poderíamos começar a ter problemas", diz a assessoria da entidade.

A assessoria do Sinfavea, que representa as montadoras, disse que não faria comentários sobre o prognóstico do Sindimetal do Paraná. "A avaliação é dele (Karam). No nosso setor há férias coletivas, e não demissões", informou a assessoria.

Fonte : Folha de S. Paulo/Dimitri do Vale





 

Data: 19/11/2008

Venda de carro importado cai 20%
As vendas de carros importados, que passaram uma fase com o dólar na casa do R$ 1,60, agora estão em queda. Segundo a Associação Brasileira de Empresas Importadoras de Veículos Automotivos (Abeiva), desde a segunda quinzena de outubro, as vendas caíram 20% entre as empresas associadas da entidade. Essa redução está ligada, principalmente, à maior restrição de crédito. Segundo a Abeiva, o reajuste nos preços, em razão da alta do dólar, deve ocorrer apenas em dezembro.

Os chamados "importados de entrada", que são os modelos mais baratos, com preços entre R$ 30 mil e R$ 60 mil, tiveram a maior queda. Por custarem menos, eles têm um índice de financiamento de até 80%. Já os carros mais luxuosos, que custam mais de R$ 90 mil, são pagos à vista em 60% das vendas deste tipo de categoria.

Já constante subida do dólar faz com que muitos produtos importados estejam até 10% mais caros, como itens de informática, eletrônicos, alimentos e bebidas.

Fonte : O Globo





 

Data: 19/11/2008

Setor de repintura se beneficia com queda de vendas de novos
A restrição de crédito, que derrubou as vendas de carros novos, está aquecendo um outro setor do mercado, o da repintura, já que os donos de carros usados estão dando uma melhor aparência nos seus veículos.

O mercado de repintura, segundo o setor, deve ter um crescimento de 3% no próximo ano, já que, com menos carros novos circulando, a demanda pela manutenção de carros usados deve aumentar.

O problema que as empresas estão sentindo é o aumento da matéria prima com a valorização do dólar, mas há uma orientação para que os profissionais do setor sejam cautelosos e mantenham os preços dos seus serviços, reajustando apenas quando chegar a matéria prima com novos valores.

Fonte : Agência Auto Informe





 

Data: 19/11/2008

Ecológicos e econômicos
Aumentar as vendas, elevar a produtividade e superar a crise que assola o mundo não são as únicas preocupações da indústria automotiva. A busca pelo desenvolvimento de produtos cada vez mais antenados aos ideais ecológicos de preservação tem pautado a todos, montadoras e empresas do setor de autopeças.

E seguindo a linha da mobilidade sustentável, a Michelin traz para o Brasil a nova geração de pneus Energia Verde, que atende a automóveis compactos e de média potência, veículos 4x4 com utilização majoritária on-road, comerciais leves, ônibus e caminhões de grande porte. O preço dos produtos é de 3% a 5% em média mais alto do que os da gama anterior.

Esta linha da marca francesa visa proporcionar baixa resistência à rodagem, gerando menor consumo de combustível por parte dos veículos e, conseqüentemente, lançando na atmosfera menor quantidade de CO2, um dos gases responsáveis pelo efeito estufa (aquecimento global). Os pneus Energia Verde também oferecem, segundo informações da própria Michelin, maior durabilidade, eficácia em frenagem com pista molhada, aderência e conforto.

De acordo com Luis Roberto Anastácio, diretor da Michelin, fabricar um pneu que entregue, ao mesmo tempo, aderência (segurança) e menor resistência à rodagem (menor consumo de combustível) é complicado, pois são coisas antagônicas. Um pneu que gera excelente aderência deve alcançar altas temperaturas na região de contato com a superfície. Já um pneu com baixa resistência à rodagem deve permanecer em baixas temperaturas. Qual a saída?

A solução encontrada pelos técnicos foi a seguinte: na banda de rodagem, a Michelin usa materiais que aqueçam mais e de forma mais rápida. Porém, nas partes internas do calçado automotivo optou-se pela utilização de materiais que alcancem alto rendimento em temperaturas mais baixas.

E agora, o que fazer com o pneu velho?

Não é segredo: grande parte dos materiais utilizados na fabricação de motos, carros, ônibus e caminhões pode ser reaproveitada. Em outras palavras, um automóvel, hoje, é quase totalmente reciclável. No entanto, algumas peças necessitam de uma atenção toda especial do motorista, principalmente quando sua vida útil chega ao fim. Este é o caso dos pneus.

Não é raro encontrar pneus velhos jogados em lixões, boiando em rios ou encostados no fundo de quintais, prontos para ajudar na proliferação de doenças graves, como a dengue. Sem contar, é claro, o fato de um pneu demorar mais de 600 anos para se decompor.

Por isso, muitas empresas têm se engajado na luta para dar um fim produtivo e menos agressivo ao meio ambiente para os calçados automotivos. Um exemplo disso é a Reciclanip, formada por quatro das principais fabricantes de pneus do mundo: Bridgestone Firestone, Goodyear, Michelin e Pirelli - todas integrantes da Anip (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos).

A Reciclanip, criada em 1999, recolhe os pneus velhos em postos de coletas espalhados por 310 pontos de 23 estados. No Grande ABC, onde se concentra uma das maiores frotas do Brasil, existe um posto de coleta, localizado em Santo André.

A entidade, que já recolheu 700 mil toneladas de pneus inservíveis, transporta o material até seu destino. Atualmente, um pneu velho é utilizado como combustível alternativo em fábricas de cimento, pode se transformar em solados de sapatos, borrachas de vedação, dutos pluviais, pisos para quadras poli-esportivas, pisos industriais e tapetes automotivos.

“Brutos;” pneus menores e mais leves

Aproveitando a onda verde, a Michelin traz para o mercado brasileiro uma novidade interessante para os caminhoneiros e proprietários de grandes frotas. Trata-se do pneu XTE2 Série 70, ideal para os brutos que usam semi-reboque.

De acordo com Maria Luiza de Carvalho, este novo produto é 10 centímetros menor e 10 quilos mais leve, entretanto mantém a mesma capacidade de carga. "Com isso, o caminhoneiro poderá aumentar a altura do baú e, conseqüentemente, a capacidade de carga do caminhão, economizando em viagens e gerando mais lucros", explica Maria Luiza.

O XTE2 Série 70 também oferece um preço competitivo frente à concorrência, proporcionando a melhor rentabilidade por quilômetro durante a vida total do pneu, o que representa um custo atrativo a curto prazo e redução do custo operacional a longo.

Fonte : Diário do Grande ABC/Marcelo Monegato