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Data: 3/7/2009

Brasil planeja ampliar participação no exterior
Mesmo em plena crise financeira mundial e queda nas vendas para o mercado externo, o governo brasileiro não altera suas metas para a indústria automobilística. O secretário de Desenvolvimento da Produção do Ministério da Indústria e Comércio, Nilton Sacenco, afirmou que a participação do Brasil nas exportações mundiais de veículos deverá atingir 5,5% em 2010, com 930 mil unidades vendidas.

"Os números sugerem uma recuperação nas exportações de veículos. Isso é uma meta, gostaríamos de atingi-la e vamos lutar para isso", disse Sacenco.

O governo brasileiro também faz apostas positivas até 2013, quando são esperadas 1,08 milhão de veículos exportados, e uma participação mundial nas exportações de 6,5%. "Temos que esperar que os mercados se recuperem. Algumas ações do governo já estão dando suporte às exportações, como o fato do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ter baixado os juros para o segmento", afirmou o secretário, considerando a possibilidade da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) desenvolver programas ou promoções para auxiliar as exportações. "As metas são desafiadoras, temos que ir atrás desses números", finalizou Sacenco.

De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as exportações de veículos e máquinas agrícolas somaram US$ 600,7 milhões em maio de 2009, mostrando um acréscimo de 4,5% em relação ao mês anterior. Quando comparado com o mesmo mês do ano passado, as exportações recuaram 47,3%, quando foram exportadas US$ 1,14 bilhão. Na mesma direção, as vendas no mercado externo caíram 50,8% nos cinco primeiros meses de 2009, somando US$ 2,76 bilhões.

Fonte : Jornal do Brasil





 

Data: 3/7/2009

Indústria volta a crescer, mas ritmo segue lento
A produção industrial acentuou os sinais de recuperação em maio, mas o ritmo permanece lento, com alta de 1,3% em relação a abril, a quinta taxa positiva consecutiva na comparação com o mês anterior. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram um efeito positivo importante da redução no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre bens de consumo duráveis (automóveis e eletrodomésticos).

Apesar da gradual reação em relação ao mês anterior, a indústria prosseguiu em declínio significativo na comparação com igual mês do ano passado, com queda de 11,3% em maio. O resultado do setor em 12 meses chegou a apresentar um recuo de 5,1%, o pior desempenho em 12 meses já contabilizado na pesquisa, iniciada em 1991. No ano, a queda acumulada até maio é de 13,9%.

A economista da coordenação de indústria do instituto, Isabella Nunes, avalia que os dados divulgados ontem "confirmam sinais de recuperação gradual da indústria".

Segundo Isabella, o setor chegou em maio a um nível de produção similar a junho de 2006. Em abril, estava ainda no nível de produção de abril de 2005, e no auge dos efeitos da crise sobre o setor, em dezembro do ano passado, a indústria havia recuado ao nível de 2004.

"O mais importante agora é manter a continuidade no crescimento", disse Isabella. Ela destacou que a elevada base de comparação do ano passado está influenciando as "quedas expressivas" da produção em relação a iguais períodos de 2008.

Consumo

Os bens de consumo duráveis apresentaram alta de 3,8% em maio ante abril, bem acima da média da indústria. Segundo Isabella, o desempenho dessa categoria confirma a importância do mercado interno na recuperação do setor industrial após a crise provocada pela turbulência no mercado internacional.

De acordo com a economista do IBGE, a desoneração de impostos e as promoções de vendas reduziram os estoques de bens duráveis e elevaram a produção.

O governo cortou as alíquotas do IPI dos automóveis em dezembro do ano passado e a medida prosseguirá em vigor pleno até outubro. A partir daí, as alíquotas voltam a subir gradualmente até janeiro do ano que vem.

No caso dos eletrodomésticos, a redução do imposto passou a vigorar na segunda quinzena de abril e também prosseguirá até o início do quarto trimestre.

A produção de veículos automotores aumentou 2% em maio em relação a abril (só a produção de carros cresceu 3,6%) e foi o segundo item mais importante a responder pelo crescimento da produção total da indústria.

Linha branca

Para os eletrodomésticos, não existem dados contabilizados em relação ao mês anterior, mas os produtos da chamada linha branca (geladeira, fogão e máquina de lavar), que foram os beneficiados pela redução do IPI, apresentaram alta de 0,9% ante maio do ano passado, a primeira taxa positiva nessa base de comparação apurada desde setembro de 2008, último mês de crescimento acelerado da indústria antes dos efeitos da crise.

Ainda na comparação com maio de 2008, a produção de automóveis prosseguiu em queda (8,5%), mas diminuiu o ritmo de redução em relação ao apurado no primeiro trimestre (17%) ante igual período de 2008.

Os bens de capital, que sinalizam os investimentos, prosseguiram em maio com os piores resultados da indústria e tiveram queda de 22,8% na produção na comparação com igual mês de 2008, além de uma alta abaixo da média (0,7%) em relação ao mês anterior.

Fonte : O Estado de S. Paulo/Jacqueline Farid





 

Data: 3/7/2009

Venda de caminhões tem queda de 20% no primeiro semestre
Ao contrário dos automóveis, que recuperaram as vendas após a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), o segmento de caminhões ainda não respondeu ao estímulo fiscal do governo federal e fechou o primeiro semestre com queda de 20% ante igual período de 2008, segundo a Fenabrave (federação das concessionárias).

Para o presidente da entidade, Sergio Reze, não é possível comparar os impactos da redução do tributo. "O automóvel é uma compra feita por emoção; a do caminhão é uma decisão racional."

Em dezembro, o governo reduziu o IPI de caminhões de 5% para zero e, nesta semana, manteve o benefício para até o fim do ano.

Flávio Benatti, da Associação Nacional do Transporte de Cargas, diz que no primeiro semestre houve queda de até 40% na carga transportada. "O transporte de cargas sente imediatamente o desaquecimento, o que desestimula a ampliação da frota."

Fonte : Folha de S.Paulo





 

Data: 3/7/2009

Fenabrave confirma venda recorde de veículos em junho
As vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus novos no país cresceram 21,54 por cento em junho sobre maio, para o nível recorde de 300.174 unidades, segundo dados da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) divulgados ontem.

No acumulado do primeiro semestre, as vendas tiveram alta de 3,01 por cento por cento sobre igual período de 2008, para um patamar também inédito de 1,45 milhão de unidades.

A Fenabrave manteve sua previsão de crescimento de 3,13 por cento nas vendas do setor em 2009, incluindo a comercialização de motos.

As vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus novos no Brasil em junho apresentaram expansão de 17,2 por cento quando comparadas ao mesmo mês do ano passado.

Considerando apenas automóveis e comerciais leves, as vendas em junho subiram 22,08 por cento sobre maio, para 289.792 unidades. De janeiro a junho, nessas mesmas categorias, houve alta de 4,14 por cento, para 1,39 milhão de unidades.

Na quarta-feira, uma fonte antecipou à Reuters que as vendas de veículos e comerciais leves no Brasil tinham alcançado cerca de 290 mil unidades em junho.

As vendas de carros têm sido beneficiadas pela redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), em vigor desde meados de dezembro.

Fonte : O Globo/Reuters/Vanessa Stelzer





 

Data: 3/7/2009

Fiat: queda da Selic vai compensar fim da redução do IPI
O fim gradual da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos, previsto para até o último trimestre deste ano, deverá ser compensado pelo efeito positivo esperado do processo de queda da taxa básica de juros, a Selic, na economia brasileira, afirmou o presidente da Fiat para a América Latina, Cledorvino Belini. Iniciado em janeiro deste ano, o processo de afrouxo monetário por parte do Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 4,5 pontos porcentuais até o mês passado, para o nível atual de 9,25% ao ano.

O executivo comemorou o desempenho do setor automotivo no primeiro semestre de 2009, que apresentou um crescimento de 3,01% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). "O incentivo do governo de prorrogar a redução do IPI foi acertado e deslocou o País da crise mundial, ao menos no nosso setor", afirmou. A redução do IPI teve início em meados de dezembro do ano passado e foi prorrogada por duas vezes, em março e em junho, com fim previsto para setembro deste ano. A partir de outubro, as alíquotas do IPI serão elevadas de forma gradativa, até o fim de 2009.

Belini projetou que a comercialização de automóveis e comerciais leves em 2009 deverá apresentar um resultado igual ou superior ao de 2008.

Entre as montadoras, a Fiat continuou na vice-liderança de vendas no mercado brasileiro de veículos em junho, com 24,65% de participação. O executivo disse que pretende manter a posição, mas ressaltou que o mais importante é o que chamou de "liderança de resultados", que consiste em fatores como qualidade, satisfação do cliente e retorno para o acionista. Apesar do bom desempenho, o presidente da Fiat para a América Latina reconheceu que, por conta da competição agressiva, as margens da companhia vêm sendo menores.

Fonte : Webtranspo





 

Data: 3/7/2009

Marcopolo fornece 145 ônibus para o transporte público do México
A Marcopolo acaba de fornecer 145 ônibus urbanos Torino para a Rede de Transporte de Passageiros (RTP) do México. A operação foi realizada por intermédio da Polomex, joint venture com a Mercedes-Benz que produz ônibus no país. Marcelo Ebrand, chefe do Governo do Distrito Federal mexicano, diz que a aquisição faz parte do programa de serviço Expresso e os veículos contam com nova tecnologia de preservação e motorização que atendem à norma norte-americana EPA 4 (equivalente a Euro 5). “O objetivo é melhorar o serviço aos usuários, o tempo de viagem, o conforto e a qualidade”, explica. Os novos Marcopolo Torino foram produzidas na unidade de Monterrey, no México, e contam com equipamento de GPS, botão de alerta conectado com o posto de controle da RTP e rádio comunicador para ter contato permanente com o motorista.

Fonte : Revista O Carreteiro





 

Data: 3/7/2009

Renault-Nissan atinge 100 mil unidades no Paraná
O grupo Renault-Nissan comemora a produção de 100 mil unidades na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná, inaugurada em dezembro de 2001.

A fábrica brasileira foi a primeira da aliança das duas marcas no mundo. Produz atualmente a picape Nissan Frontier, o furgão Renault Master, o Livina, o Grand Livina, o Logan, o Sandero e o Megane.

Foram investidos U$ 230 milhões na construção da unidade, que tem capacidade para 50 mil unidades por ano e 84 fornecedores de componentes do Mercosul.

Fonte : Agência Auto Informe





 

Data: 3/7/2009

EUA darão mais US$ 1,1 bilhão à General Motors
Os EUA darão US$ 1,175 bilhão em financiamento para o encerramento de operações da General Motors, segundo informações da Bloomberg. De acordo com o plano de reorganização da companhia, a GM vai transferir seus ativos de boa qualidade para a "Nova GM", enquanto os demais serão eliminados no processo de concordata.

A divisão será completada por meio de uma venda que irá transferir os ativos da "Nova GM" para uma entidade controlada pelos governos dos EUA e do Canadá, pelo sindicato United Auto Workers e por credores não securitizados da GM.

O executivo-chefe do grupo, Fritz Henderson, disse em um tribunal de falências esta semana que US$ 950 milhões deverão ser reservados para cobrir o custo de desativação da velha GM. O vice-presidente da AlixPartners LLP e principal executivo de reestruturação da GM, Albert Koch, afirmou ser improvável que a companhia consiga desativar suas operações por US$ 950 milhões.

O governo dos EUA pretende deixar a velha GM com "caixa suficiente" para cobrir a desativação, segundo Koch. Ele prevê que a maior parte desse processo de encerramento de operações deve ocorrer em dois ou três anos, mas alguns aspectos da liquidação deverão levar mais tempo.

Abertura de capital

A "Nova General Motors" vai entrar com pedido para fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no ano que vem, de acordo com um cronograma apresentado por um tribunal de falências dos EUA. Esta semana, a montadora informou que suas vendas em junho nos EUA caíram 33,6% em comparação com igual mês do ano passado, para 176.571 unidades.

A montadora, que pediu concordata em 1º de junho, poderá sair desse processo ainda neste mês. Os EUA ficarão com uma fatia de 60% na empresa, o governo canadense terá 12% e um fundo de aposentadoria ligado a um sindicato ficará com o restante.

Fonte : O Estado de S. Paulo/Dow Jones Newswires





 

Data: 3/7/2009

Porsche considera paralisar produção do 911
Devido à redução do número de veículos comercializados provocada pela crise econômica internacional, a Porsche está avaliando a possibilidade de fechar sua fábrica de Zuffenhausen, na Alemanha, onde o superesportivo 911 é montado, por um período de sete dias não consecutivos.

“Temos que levar em conta essa possibilidade caso o mercado automobilístico não se recupere”, revelou uma fonte interna da montadora à Reuters. A fábrica de Leipzig, onde o Cayenne e o Panamera são construídos, não deve ser afetada pela paralisação na planta de Zuffenhausen.

Entretanto, a despeito de não confirmar outros cortes, a Porsche afirmou por meio de um porta-voz que, caso seja necessária, a opção de cessar a produção em outras linhas de montagem não está descartada.

A estratégia de fechar as portas das fábricas a fim de evitar a superprodução não está sendo usada apenas pela Porsche. No momento, os dirigentes da conterrânea Volkswagen analisam a diminuição do ritmo em suas linhas de montagem por três semanas no final do ano. Essa medida, no caso da VW, afetaria diretamente cerca de 15 000 funcionários.

Fonte : Terra Carros/Luiz Fernando Betti





 

Data: 3/7/2009

No País, são 3 milhões poluindo o ar
Todos os veículos fabricados a partir de 1997, ano em que foi criado o Código de Trânsito Brasileiro, devem possuir catalisador e injeção eletrônica. Juntos, esses equipamentos garantem que a emissão de gases poluentes pelo escape seja 98% menor. Mas segundo pesquisas da Umicore, fabricante de catalizadores, ainda circulam no Brasil cerca de 3 milhões de carros velhos, que envenenam o ar diariamente, comprometendo o bem-estar e a saúde da população.

Os grandes vilões atendem pelos nomes de monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (HC), óxidos de nitrogênio (NOx). Os problemas causados pelo contato excessivo desses gases com o ser humano vão desde uma mera ardência nos olhos ou na garganta até mutações genéticas, danos cerebrais e variados tipos de câncer. O catalisador trabalha para transformar o CO, o HC e NOx em vapor de água e gases menos nocivos.

“É impossível colocar catalisadores nos carros velhos, já que a mecânica deles não comporta. Por outro lado, a cada ano, cerca de 600 milhões de veículos antigos saem de circulação do Brasil contra 2 milhões de novos que entram”, explica Carlos Eduardo Moreira, gerente de desenvolvimento de negócios da Umicore.

Além da data de fabricação, outros fatores contribuem para medir potencial poluidor de um carro, como sua manutenção e o tipo de combustível utilizado. “Um velho que usa etanol polui 59% menos do que um novo a base de gasolina”, alerta o físico da UFPE, Heitor Scalambrini.

Fonte : Webtranspo