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Data:
8/9/2010
Cadeia automotiva segue aquecida e se expande acima da média  |
A boa notícia sobre a divulgação do PIB do segundo trimestre na última sexta-feira (3) veio com a alta de 2,4% da taxa de investimento (medida pela formação bruta de capital fixo) acima do crescimento de 0,8% no consumo das famílias.
Os números sugerem sustentabilidade a um crescimento que terá respaldo na expansão da capacidade produtiva e deixa menos suscetíveis setores, especialmente os voltados à cadeia automotiva e à construção civil, que já atuam hoje num patamar bem acima do nível de equilíbrio verificado na produção média da indústria nacional.
Na MAN Latin America, as encomendas de caminhões e ônibus em alta levaram à implantação do terceiro turno de produção desde março e a 700 novas contratações, que elevaram a mão de obra diretamente voltada à produção para 2.300 funcionários.
Em 2010, a empresa projeta vendas acima das 53.500 unidades de 2008.
"A crise derrubou as vendas para 46 mil unidades em 2009, mas consideramos pequena a queda relativamente às perdas entre 30% e 50% vistas nos Estados Unidos e Europa. E, agora, a recuperação também veio muito rápida e a produção será maior que a de 2008", afirmou o presidente da MAN Latin America, Antonio Roberto Cortes.
Com capacidade para produzir 300 unidades/dia, a MAN fabrica hoje 270 veículos diários.
"Se considerarmos o contínuo crescimento brasileiro, as novas classes de consumo, os inúmeros projetos ligados à infraestrutura e a renovação da frota de caminhões, que deveria ter no máximo 8 anos, mas no Brasil chega a 18 anos, nossas perspectivas são as melhores possíveis", diz Cortes.
As angústias do final de 2008 e início de 2009, com adequação de produção para níveis mais baixos, redução de jornada e antecipação de férias para evitar demissões, deram lugar a um 2010 com novos humores para as Empresas Randon.
Hoje, a carteira de pedidos oscila entre três e quatro meses de produção com utilização da capacidade instalada acima de 90%.
Segundo o diretor corporativo e de relações com investidores da Randon, Astor Schmitt, desde agosto de 2009, ponto de reversão do cenário de crise, até junho deste ano foram admitidos 2,7 mil novos funcionários, num total de 11.100 trabalhadores que se revezam entre dois ou três turnos nas diferentes empresas do grupo.
"O bom momento do mercado interno, a continuidade das nossas exportações para o continente africano e a melhora que estamos percebendo das exportações para a América do Sul e do Norte são fatores que nos dão excelentes perspectivas daqui em diante", observa Schmitt.
Na Delphi, uma nova fábrica foi inaugurada em fevereiro e 600 novos funcionários contratados para dar conta das encomendas em alta - e já existe a perspectiva de outra unidade fabril em 2011.
"São 10 fábricas no Brasil hoje, com 11 mil funcionários que atuam em dois ou três turnos, dependendo da unidade. E as previsões futuras são otimistas em relação ao Brasil", diz o presidente da Delphi para América do Sul, Gábor Deák, ao lembrar que a fábrica de compressores variáveis de ar condicionado, inaugurada em 2000 em Jaguariúna, tinha capacidade para 450 mil unidades/ano.
"Não achávamos que as vendas chegariam nesse nível, mas hoje já temos capacidade para 1.400 unidades e vamos expandir para 1.900 unidades a partir de 2011." |
Fonte : Brasil Econômico/Eva Rodrigues
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Data:
8/9/2010
Em nova fase, Chrysler põe fim a amarras com Daimler  |
O diretor-geral da Chrysler no Brasil, Philip Derderian, tem bons motivos para apreciar o pôr do sol que invade a janela de seu novo escritório, em São Paulo, a cada fim de tarde. Nos últimos três anos, desde que a montadora americana se separou do grupo alemão Daimler, o executivo e sua equipe saltaram entre vários endereços provisórios. "Vivíamos meio acampados, um pouco como ciganos", diz. Agora, mais que uma vista exuberante, a nova sede oferece um sinal da relativa estabilidade conquistada ao longo do último ano, desde que a companhia deixou a concordata e passou à tutela da Fiat.
A equipe, de 50 pessoas, consegue finalmente se acomodar confortavelmente nos 800 metros quadrados do 16º andar do e-Tower, um dos mais vistosos edifícios do elegante bairro paulistano Vila Olímpia. Nessa fase de mudança, restam ainda vestígios do antigo casamento, como caixas com o logotipo da estrela da Mercedes-Benz empilhadas no escritório de um diretor veterano. A Mercedes, que pertence ao grupo Daimler, alojou a equipe da Chrysler na sua fábrica de caminhões, em São Bernardo do Campo, logo depois que Daimler e Chrysler anunciaram uma fusão, em 1998.
Se durante esse casamento a marca americana teve de se contentar em viver na casa do grupo alemão, o divórcio, mais tarde, só piorou a situação. Nos três últimos anos, a equipe trabalhou em área alugada em um edifício que pertence à Usiminas, no bairro Jabaquara.
A recuperação da independência, após a separação, foi dificultada pela crise financeira da matriz. O fôlego para, de fato, começar vida nova só veio a partir do anúncio de um novo casamento, com a Fiat, que ficou com 20% das ações da montadora americana depois de o governo de Barack Obama e do Canadá injetarem US$ 15,5 bilhões para livrar a empresa da concordata.
Na filial brasileira, começar uma vida nova ficou mais fácil com a mudança para instalações condizentes com uma marca de prestígio. Com mais espaço e mais motivação, a equipe consegue trabalhar melhor. "Estamos colocando dentro da Chrysler o que estava dentro da Mercedes", destaca Derderian.
Um dos últimos passos para eliminar as amarras com o grupo Daimler acaba de ser dado. A Chrysler do Brasil fechou um contrato com uma empresa de logística do Rio, a Multiterminais, que se encarregará de preparar os carros importados para a venda no Brasil. Até aqui esse trabalho era feito pela Mercedes-Benz. A tarefa que passou a ser feita pela Multimarcas prevê cuidar de todos os detalhes que envolvem a nacionalização de um veículo, como gravação do número do chassi nos vidros, instalação de extintor e colocação dos carros nas carretas para distribuição.
Esse trabalho continuará sendo feito em Juiz de Fora (MG), a dois quilômetros da fábrica da Mercedes. É uma forma de manter a rotina dessa logística e ainda garantir um vínculo com Minas Gerais, terra da Fiat. Os veículos Chrysler vendidos no Brasil vêm do México e dos Estados Unidos. Chegam pelo porto do Rio, a 170 quilômetros de Juiz de Fora.
O novo endereço em São Paulo também já começou a alojar os treinamentos de vendedores. Não havia nada mais desagradável - e caro - do que deslocar os gerentes de concessionárias para salas alugadas em hotéis, diz Derderian.
Mas a parte mais complexa - e urgente - são os trabalhos de desconexão do grupo Daimler. Existem áreas estratégicas, como a tesouraria, ainda conectadas ao antigo parceiro. Foi em meio a essa frenética arrumação da casa nova que o grupo fez sua festa de comemoração de um ano de aliança com a Fiat, há poucos dias. A filial brasileira optou por um evento discreto: um coquetel para apresentar o novo endereço aos familiares dos funcionários.
Nos Estados Unidos, a festa foi mais barulhenta, dias antes, quando o presidente mundial da Fiat, Sergio Marchionne, ajudou a preparar hamburgueres para os funcionários, num piquenique gigante, no jardim da sede da empresa, em Auburn Hills, Michigan.
A comemoração faz sentido
Um ano após sair da concordata, a Chrysler anunciou que o aumento nas vendas ajudou a reduzir suas perdas no segundo trimestre para US$ 172 milhões. A receita aumentou 8,2% do primeiro para o segundo trimestre, num total de US$ 10,5 bilhões. Foi a primeira vez que a montadora registrou ganhos desde o segundo trimestre desde 2007, quando, ao separar-se da Daimler, passou a ser controlada pelo grupo de private equity Cerberus. A empresa espera atingir o equilíbrio ainda neste ano e poder pagar os US$ 15,5 bilhões que recebeu dos governos dos Estados Unidos e do Canadá até 2014.
Em São Paulo, Derderian, um executivo que iniciou a carreira na Mercedes-Benz, faz questão de mostrar a garagem da sede nova, espaçosa o suficiente não só para os carros dos funcionários como também para a frota de novos veículos em teste. É em um desses subsolos que está o próximo lançamento do grupo - o novo Jeep Grand Cherokee, devidamente envolto por uma capa para preservar o modelo até o lançamento oficial, no salão do automóvel, em outubro. O novo Grand Cherokee é o primeiro novo modelo da Chrysler desde que a Fiat assumiu o controle. Mais de uma dezena de novos produtos estão programados para este ano.
A renovação da linha de produtos é algo que perturba a Chrysler em todo o mundo. A sinergia com a Fiat fará nascer novos veículos, tendo em vista, principalmente, a tendência de a marca americana se adequar à necessidade de oferecer carros mais econômicos, com motores menores. A Fiat vai ajudar nessa mudança. Mas levará tempo. O mercado brasileiro, segundo Derderian, só conhecerá os veículos totalmente produzidos a partir da sinergia entre as duas empresas a partir de 2012.
Até lá, a empresa trará modelos inéditos no Brasil criados pela engenharia da Chrysler antes da aliança com a Fiat. E terá também que oferecer bons descontos para veículos com os dias contados. Derderian diz não estar preocupado com a possibilidade de perder vendas na fase de mudança. Ele conta com a fidelidade do consumidor que, segundo conclui, ficou clara a partir de uma pesquisa com proprietários de modelos da marca dentro do período de garantia.
A pesquisa indicou que a maioria revelou-se tranquila em continuar comprando veículos da marca por considerar que a aliança com uma empresa "brasileira" traz segurança. Derderian não tem dúvidas de que os clientes da Chrysler que, em geral, são pessoas instruídas, evidentemente sabem que a Fiat não é brasileira. No entanto, sua força no mercado brasileiro acabou fazendo com que a montadora italiana pareça fazer parte do país.
Mesmo assim, as vendas no mercado brasileiro caíram. Depois de um total de 6,3 mil em 2008, o volume caiu para 4 mil em 2009. Derderian atribui o resultado à crise mundial e diz que espera chegar a 5 mil este ano. Os planos para o futuro são mais ousados e se baseiam na projeção da direção mundial da Chrysler de poder aumentar os volumes anuais de vendas em todo o mundo de 300 mil para 500 mil unidades até 2014. Como a América do Sul responde por cerca de 20% do total, Derderian supõe que a região será capaz de alcançar a venda de 30 mil por ano. Ao Brasil caberia a parcela de 30% desse volume, atrás de Porto Rico e Venezuela, onde, graças a uma fábrica local, as vendas anuais chegam a 16 mil unidades.
A diferença de tamanho entre Fiat e Chrysler no Brasil - a primeira produz no país quase 800 mil veículos por ano e a segunda quer importar 5 mil em 2010 - é que levou o grupo a deixar as marcas separadas no país. Brasil e Argentina são os dois únicos países onde o grupo definiu essa independência, segundo Derderian.
Nos Estados Unidos, ao contrário, foi iniciado recentemente um trabalho para convencer os concessionários Chrysler a vender a marca italiana, que estreará no país com o compacto Cinquecento. A rede da marca americana tem demonstrado algumas resistências. Na Europa também se busca uma sinergia, já que ali a Fiat vende modelos mais sofisticados, como a linha Alfa Romeo. Já no Brasil, os públicos são completamente diferentes e, por isso, as estratégias de vendas também precisam ser distintas. Os veículos Chrysler custam, em média, R$ 115 mil.
Apesar da separação das marcas nos pontos de venda, Fiat e Chrysler têm feito sinergias em algumas áreas, como recursos humanos e treinamento. O sistema de importação dos modelos da montadora americana também está agora a cargo do Fiat Services e ambas passaram a ter a mesma agência publicitária, a Leo Burnett. O estoque da rede de concessionárias Chrysler também passou a ser financiado pelo Banco Fidis, do grupo Fiat.
O processo de troca de alianças não tem sido fácil. A equipe da Chrysler tem trabalhado duro para desfazer laços da antiga união enquanto prepara as bases para que o novo matrimônio dê certo. "É como trocar o pneu com o carro em movimento", compara Derderian.
Resta um laço a ser desfeito: o estoque das peças dos veículos Chrysler, ainda controlado pela Mercedes-Benz, numa área na fábrica da empresa alemã em Campinas (SP). Derderian ainda não concluiu a busca de uma empresa que, a exemplo da Multiterminais, possa assumir o a estocagem de componentes, que envolvem a variedade de mais de 15 mil itens. "Uma coisa de cada vez", diz. O executivo espera poder desfazer esse último laço em seis meses.
A partir de então, a Chrysler estará pronta para se dedicar integralmente ao novo casamento. O romance com o par italiano mal começou e somente o tempo dirá se essa nova união da montadora que precisa se expandir fora dos Estados Unidos com um grupo que sonha em entrar no mercado americano deu certo. No Brasil, a equipe da Chrysler faz votos para que desta vez o namoro dê certo. Melhor nem pensar em ter de lidar com mais uma partilha de bens. |
Fonte : Valor Econômico
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8/9/2010
Montadora chinesa Chery assina memorando para instalação de fábrica no Brasil  |
O prefeito de Jacareí, Hamilton Ribeiro Mota, e o representante das sócias da Chery do Brasil, Du Weiqiang, assinaram nesta sexta-feira um memorando de entendimentos para a instalação de uma fábrica da montadora chinesa no município, que fica a 80 km de São Paulo.
No documento estão as bases gerais do empreendimento, que deve ocupar um milhão de metros quadrados de área construída, mas não foram divulgados os dados sobre produção e potencial de emprego. O documento com esses detalhes deve ser acordado dentro de 90 dias.
Segundo dados da Abeiva (associação das importadoras de veículos), a Chery vendeu 1.508 veículos no país no primeiro semestre deste ano, o que lhe garantiu uma participação de 3,61% no mercado de importados no país. Os modelos vendidos foram Tiggo, Cielo e Face 22.
Mercado
As vendas de veículos novos no país apresentaram expansão de 21,2% em agosto, no confronto com o mesmo intervalo no ano passado, batendo o recorde para o mês com o emplacamento de 312,8 mil unidades. Já no confronto com julho, os licenciamentos de automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões cresceram 3,5%.
No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, também foi contabilizada uma nova marca, com o emplacamento de 2,195 milhão de veículos, o que representa um acréscimo de 10,1% sobre igual período em 2009, que detinha o recorde até então. |
Fonte : Folha de S. Paulo
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8/9/2010
Carros elétricos e híbridos serão taxados como "flex"  |
A partir de novembro, o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular entrará em sua terceira fase. A novidade será a inclusão de dados de emissões de poluentes no selo de eficiência energética, lançado em 2008.
Além de facilitar a consulta pelo carro "verde", a nova etiqueta - semelhante à de geladeiras - servirá de base para que o governo conceda benefícios fiscais aos carros.
Os primeiros são os híbridos e elétricos, considerados "limpos" e que pagam hoje 25% de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).
O Ministério da Fazenda planeja taxá-los como os "flex" 7% para motores de até um litro, 11% para os de um e dois litros e 18% para os que possuem mais de dois litros de capacidade cúbica.
A Ford torce para que isso ocorra até outubro, quando apresentará o Fusion Hybrid no Salão de São Paulo.
O sedã é equipado com um motor 2.5 a gasolina (158 cv) e um outro elétrico (36 cv), que ajuda a poupar combustível.
Num rápido test-drive nos EUA, o painel do carro chegou a registrar 60 mpg - quase 25 km/l. Mas basta uma arrancada forte para o consumo subir para 6 km/l.
Mercedes S400
Foi a Mercedes, no entanto, em maio, quem inaugurou o segmento. Até agosto, o S400 Hybrid (R$ 456 mil) já emplacou 20 unidades, ante 13 da versão "normal".
O S400, porém, não é um híbrido completo, capaz de rodar apenas com eletricidade. Entre o propulsor 3.5 V6 e o câmbio há um motor elétrico de 20 cv, que faz as vezes de alternador - são 299 cv.
A bateria de íons de lítio é recarregada também nas frenagens, e o Start&Stop desliga o motor nos sinais, reduzindo consumo e emissões.
O S400 atinge 100 km/h em 8s e roda até 13 km/l, aponta o teste Folha-Mauá.
Um consumo excelente, ainda mais para um sedã de luxo de duas toneladas.
O funcionamento dos sistemas aparece no computador de bordo. O motor é tão silencioso que o painel é a única maneira de saber se o propulsor está trabalhando.
A Toyota espera os incentivos para importar o novo Prius, o híbrido completo mais vendido do mundo.
Os engenheiros do Brasil também tentam convencer a matriz no Japão a desenvolver um Prius "flex". |
Fonte : Folha de S. Paulo/Felipe Nóbrega e Ricardo Ribeiro
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8/9/2010
Teknia vai reunir produção no Brasil em nova fábrica  |
O grupo espanhol Teknia Manufacturing está investindo R$ 20 milhões na construção de uma fábrica no Brasil para concentrar a maior parte da produção local de peças plásticas, estampadas, usinadas e injetadas e conjuntos tubulares para o setor automobilístico. A nova unidade, que começará a operar no segundo semestre de 2011, será construída numa área de 145.200 metros quadrados, em Jacareí (SP), município situado a 80 quilômetros de São Paulo.
Com faturamento global previsto de € 200 milhões em 2010 e 17 fábricas em cinco países, a filial Teknia Tecnotubo opera duas unidades em São Paulo, que serão transferidas para o novo complexo de Jacareí. Os 240 funcionários dessas unidades, segundo o diretor de Estratégia Corporativa da empresa, José Carlos Golin, também serão incorporados à nova fábrica, onde está prevista a contratação de outros 400 empregados.
"Decidimos concentrar nossas atividades em um único local por uma questão estratégica de diluição de custos e também de facilidade logística, pois Jacareí tem uma localização privilegiada, próxima aos principais clientes do grupo Teknia", explica o diretor. A construção da nova fábrica, segundo Golin, atende à necessidade de expansão física das instalações atuais, tendo em vista o crescimento de 10% da demanda em 2010.
A crise econômica mundial, de acordo com o diretor, afetou bastante os negócios da empresa no Brasil a partir do fim de 2008, mas no segundo semestre do ano passado a situação começou a melhorar. Atualmente, segundo Golin, a Teknia detém uma participação de 30% no mercado de peças e conjuntos tubulares. "Nos demais mercados, como usinagem, estamparia e injeção de peças plásticas, ainda não temos uma previsão de participação, pois estaremos iniciando essas novas atividades a partir da unidade de Jacareí", disse.
O diretor adianta, no entanto, que existe uma expectativa de crescimento médio de 10% a 15% nesse mercado e o grupo Teknia está confiante de que possa até mesmo triplicar seu faturamento nos próximos anos com o início da produção da fábrica de Jacareí. "O grupo Teknia quer estar presente nos cinco continentes e vem investindo em mercados como o Brasil, Leste Europeu e Norte da África, além de mais dois escritórios na China onde, provavelmente, terá uma unidade fabril no futuro."
O Brasil, segundo ele, representará algo em torno de 12% do faturamento previsto para 2010. O volume de produção atual é de 850 mil peças mês, mas esse número deve dobrar assim que seja iniciada a operação da nova fábrica. A unidade de Jacareí, localizada às margens da rodovia Presidente Dutra, terá 48 mil metros quadrados e será construída em duas etapas. A primeira fase, que representa 40% do total, ficará pronta em 2011 e a conclusão da obra está prevista para 2015.
O prefeito de Jacareí, Hamilton Ribeiro Mota, comenta que a Teknia poderá se beneficiar da lei de incentivos fiscais do município, que dá isenção de tributos como o IPTU, proporcionalmente ao número de empregos que forem gerados. "A isenção pode chegar a 15 anos para empresas que gerarem mais de 500 postos de trabalho", disse Mota. Além da Teknia, Jacareí também conta com investimentos de grande porte de empresas como a Cebrace, que investiu R$ 390 milhões este ano. |
Fonte : Net Marinha/Valor Econômico
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8/9/2010
Menos peso é igual a menos combustível  |
As montadoras de caminhões e ônibus a cada dia vêm intensificando o desenvolvimento de tecnologias globais na busca incessante do veículo perfeito, cujos atributos possam auxiliar economicamente as operações do cliente final. Uma delas é a Volvo Bus, que tem aplicado componentes mais leves em seus chassis visando reduzir custos, principalmente os do “vilão” combustível.
A caixa de câmbio I-Shift com estrutura de alumínio, uma nova arquitetura eletrônica embarcada EBEA2 – que eliminou grande quantidade de fios, fusíveis e relês – e sistemas de freios são os atores que compõem o time de equipamentos leves aplicados no B12R 8x2, chassi rodoviário lançado no início de agosto pela fabricante sueca.
No entanto, Gilcarlo Prosdócimo, engenheiro de vendas da Volvo Bus Latin America, destaca o LNE50, um tipo diferenciado de aço como a principal solução desenvolvida pela montadora para deixar o veículo mais leve. A partir de sua incorporação, o peso total do chassi foi reduzido em 500 quilos.
“O nosso chassi – mesmo com as variantes como rodas de aço e retarder - pesa em torno de 7.700 quilos, enquanto que os fabricados pela concorrência possuem peso acima de 8.200 quilos. Esse fator tem sido fundamental para os clientes que podem obter redução de até 1,5% no consumo de combustível”, revela o executivo.
Segundo Prosdócimo, esse percentual é aparentemente ínfimo, mas se transforma em algo muito maior quando comparado com a quantidade de quilômetros que cada ônibus roda por mês. “Redução de 1,5% no consumo torna-se um número considerável, exatamente pela quantidade de combustível que é gasto pela frota e pela quilometragem que o ônibus faz. Eles nunca param”, justifica o engenheiro.
Prosdócimo destacou, entretanto, que o ganho no consumo de combustível dependerá da operação realizada pelo cliente, pois cada um possui uma aplicação diferenciada, rotas distintas e maneiras diferentes de administrar suas frotas.
Com um chassi mais leve, o transportador rodoviário ganha em outras frentes importantes. “Devido ao peso total da carroceria, os veículos têm dificuldade na hora de passar pelas balanças rodoviárias. Além disso, com um chassi mais leve o cliente consegue colocar mais bancos em sua configuração e elevar o espaço no compartimento de bagagens”, prossegue o executivo da Volvo.
Questionado sobre a interferência da leveza na segurança do ônibus, Prosdócimo acrescentou que toda tecnologia aplicada pela Volvo visam ampliar a segurança e não diminuir. De 2010 até 2011, a montadora sueca deverá investir R$ US$ 220 milhões no desenvolvimento de novos produtos, o que inclui novas tecnologias e aprimoramento das já existentes. |
Fonte : Webtranspo/Marco Garcia
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8/9/2010
Audi lança modelo RS5 no Brasil  |
A Audi guardou para o Salão do Automóvel de São Paulo, que acontecerá em outubro, o lançamento do modelo RS 5, considerado um de seus modelos mais velozes, podendo atingir a velocidade de o a 100 quilômetros em apenas 4,6 segundos. Tal desempenho vem a partir do motor V-8 4,2 litros e 450 cavalos de potência.
De acordo com a montadora, o V8 de alta rotação que equipa o cupê RS 5 desloca 4.163 centímetros cúbicos. Assim como quase todos os motores Audi a gasolina, este também é dotado de injeção direta de combustível, conhecida pela sigla FSI (injeção estratificada de combustível).
Outro destaque é a eficiência deste potente motor de oito cilindros, que roda em média 9,2 km/l. O motor e todo trem de força foram otimizados para minimizar o atrito, a bomba de óleo funciona sob demanda, e um sistema de recuperação gera energia durante a frenagem e a desaceleração sob freio-motor, por exemplo.
A transmissão de sete marchas S tronic de série conta com sistema de dupla embreagem que consiste de duas caixas “subsidiárias”, ambas constantemente ativas, mas apenas uma conectada em tempo integral ao motor.
Visual
O cupê traz estilo clássico com destaque para a grade inteiriça na frente e faróis de Xenon Plus com uma faixa ascendente de leds. Os paralamas alargados são remanescentes de um Audi clássico, exatamente o quattro, pioneiro na utilização do sistema de tração integral, apresentado no Salão de Genebra há 30 anos. Oito cores estão disponíveis.
O interior é preto e as incrustações decorativas são feitas em fibra de carbono. Os pedais, apoios de pé e teclas de navegação têm acabamento em alumínio, assim como outros detalhes do interior. Os estofados também podem ser escolhidos com outras cores e couro especial, além do pacote exclusivo que oferece opções como a camurça para cobertura dos controles e tapetes com logo RS 5.
O modelo vem de série equipado com rodas de liga leve de 19 polegadas, de cinco raios, com pneus 265/35. Como opcional, são oferecidas rodas de 20 polegadas e pneus 275/30. |
Fonte : Webtranspo
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8/9/2010
Fiat lança o Linea 2011  |
Está na rede de concessionárias Fiat o Linea 2011. A principal novidade fica para o novo motor 1.8 16V E.TorQ, da FPT – Powertrain Technologies, com 130 cv de potência máxima rodando com gasolina, e 132 cv, com etanol. O torque máximo de 18,4 kgfm (gasolina) e 18,9 kgfm (etanol) é atingido a 4.500 rpm. Segundoo fabricante, a velocidade máxima é de 190 km/h (gasolina) e 192 km/h (etanol).
Produzido na fábrica de Campo Largo, PR, o motor 1.8 16V E.TorQ estreou no Fiat Punto, em junho deste ano, e logo depois passou a equipar o Doblò, Palio Adventure, Strada Adventure e novo Idea.
No Linea 2011 o E.TorQ equipa as versões HLX, HLX Dualogic, Absolute, além das versões LX e LX Dualogic com 127 cv de potência. O modelo T-Jet traz sob o capô o motor 1.4 16V Turbo de 152 cv de potência e torque de 21,1 kgm em uma faixa de 2.250 a 4.500 rpm, levando o carro a 203 km/h.
O Linea oferece garantia de três anos e itens como Blue&Me NAV com navegador GPS integrado ao painel do veículo, seis airbags, ar-condicionado automático digital, câmbio Dualogic, sensores de estacionamento, chuva e crepuscular, entre outros.
Preços
LX 1.816V Flex – R$ 55.450,00 LX Dualogic 1.8 16V Flex – R$ 58.430,00 HLX 1.8 16V Flex – R$ 58.180,00 HLX Dualogic 1.8 16V Flex – R$ 61.140,00 Absolute Dualogic 18.16V Flex – R$ 67.030,00 T-Jet 1.4 16V Turbo Gasolina – R$ 71.290,00 |
Fonte : Automotive Business
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8/9/2010
Marcopolo reforça sua campanha pelo uso do ônibus na Semana Nacional de Trânsito 2010 e no Dia Mundial Sem Carro  |
A Marcopolo, tradicional fabricante de ônibus, vai promover, neste mês, ações específicas em diversas cidades brasileiras para promover a sua campanha nacional de incentivo ao uso do ônibus durante a Semana Nacional de Trânsito 2010 e no Dia Mundial Sem Carro. Lançada em fevereiro passado, a campanha tem o slogan "Cuide do futuro do nosso planeta. Ande mais de ônibus. Faça andar essa ideia" e mostra que usar mais o ônibus proporciona vantagens para a qualidade de vida da comunidade, para o meio ambiente e para a diminuição dos congestionamentos nas cidades.
De acordo com o diretor-geral, José Rubens de la Rosa, no mesmo espaço físico ocupado por cinco automóveis nas ruas e avenidas, com em média de duas pessoas por veículo, é possível transportar 160 passageiros em um ônibus, com conforto, rapidez e segurança. "É preciso mostrar e conscientizar toda a comunidade para a importância do transporte urbano na melhoria da qualidade de vida, preservação ambiental e redução dos congestionamentos. E isso, a cada dia, passa a ser fundamental para o futuro, não somente em grandes metrópoles, mas em cidades médias e pequenas", salienta o executivo.
No caso dos grandes centros urbanos, a implementação de sistemas como os BRT (Bus Rapid Transit) em vias exclusivas e ônibus modernos, com bilhetes pré-pagos, controle eletrônico e GPS, será cada vez mais importante. Esse sistema, implementado com sucesso em diversas cidades do mundo, como em Santiago do Chile, Bogotá e Cali, na Colômbia, e mais recentemente, em Johanesburgo, para a Copa do Mundo de futebol, tem custo até 20 vezes menor que o do metrô e pode entrar em funcionamento em 1/10 do tempo.
José Rubens de la Rosa considera que, mesmo no Brasil, para a Copa do Mundo, em 2014, e para os Jogos Olímpicos, de 2016, os sistemas BRT são os únicos que podem ser totalmente implementados em tempo, terão custo muitas vezes menor e transformarão o cenário do caótico trânsito nas cidades nacionais. Salienta que o uso do ônibus como meio de transporte diário é muito incentivado em países desenvolvidos e torna-se uma opção com benefícios imediatos para toda a comunidade.
Também considera que, independente do tamanho da cidade, todos os cidadãos vão precisar colaborar para a preservação ambiental e a redução da poluição. "Mas, sabemos que, para que se conscientizem e passem a andar mais de ônibus, é preciso garantir um transporte rápido, confortável e seguro", finaliza. Entre essas melhorias, de la Rosa prevê que os ônibus poderão utilizar tecnologia de tração híbrida e/ou movidos por combustíveis alternativos e renováveis. |
Fonte : ShopTrans
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8/9/2010
Toyota lança pedra fundamental em Sorocaba  |
A Toyota lançará a pedra fundamental de sua fábrica em Sorocaba, SP, nesta quarta-feira, 8, com a presença do governador de São Paulo, Alberto Goldman, e do vice-presidente da Toyota Motor Corporation, Atsushi Niimi. A terraplenagem da área foi concluída.
O investimento de R$ 1 bilhão, à margem da rodovia Castelo Branco, deve causar impacto na região, que receberá também doze fornecedores de componentes e serviços.
A produção de veículos deve ter início em 2012, com a montagem inicial de 70 mil unidades por ano, mas há previsão de uma capacidade instalada de 400 mil veículos. A empresa admitirá inicialmente 1.500 funcionários. |
Fonte : Automotive Business
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