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Data: 23/6/2017

Indústria 4.0 avança e consegue novos ganhos de produtividade
Um alerta sobre um processo errado na fabricação de um equipamento na China pode, automaticamente, paralisar linhas de produção na Alemanha, nos Estados Unidos e no Brasil. Um drone atuando no reconhecimento de matérias¬primas em grandes depósitos pode impor mais agilidade ao trabalho. A tecnologia de games sendo usada para simular a forma na qual as estações de trabalho podem trabalhar com mais produtividade. Esses são alguns exemplos do caminho que está sendo trilhado por várias empresas ao adotarem o conceito de indústria 4.0. Nesse pacote estão abrigadas iniciativas digitais, de inteligência de suas fábricas e de conectividade.

O conceito de indústria 4.0 surgiu há quatro anos a partir de um projeto do governo alemão que aliou modernização de processos, tecnologias relacionadas à operação e os avanços de TI. Estão no coração desse processo plataformas como internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), big data e sistemas de inteligência artificial.

No planejamento estratégico de se tornar uma empresa digital, a GE escolheu 80 plantas industriais em todo o mundo para experimentar e testar soluções de indústria 4.0. Entre os elementos de inovação, investiu US$ 1 bilhão no desenvolvimento da plataforma de software baseada em nuvem, a Predix. "Trata-se de um sistema operacional para a indústria 4.0 que trabalha com inovação aberta permitindo mais abrangência no desenvolvimento de novas soluções", diz Loic Hamon, líder de digital da GE para a América Latina.

Feita a lição de casa que lhe permitiu gerar US$ 700 milhões em economia com ganho de produtividade, a empresa passou a oferecer ao mercado suas soluções para o desenvolvimento desse mercado.

A Bosch também trabalha com duas visões sobre a indústria 4.0, a de usuária e a de fornecedora de sistemas inteligentes.

Júlio Monteiro, diretor industrial, diz que as soluções desenvolvidas pela companhia mundialmente se baseiam em quatro níveis, o hardware, que vai permitir a conectividade para que sejam coletados dados; o software, que vai compilar esses dados para transformá¬los em inovação; a criação de algoritmos que, em sua primeira fase, vão permitir ações preditivas; e, por fim, o algoritmo ainda mais poderoso que, sem interação humana, pode intervir em uma produção caso reconheça problemas que podem afetar o resultado final. "Temos 11 unidades de produção em todo mundo que estão conectadas. Se for descoberto um processo errado na fabricação de freios ABS no México, a plataforma bloqueia todas as máquinas ", observa.

A Volkswagen é outra empresa alemã que procurou se adiantar nesse cenário. Desde 2008 a montadora implantou as "fábricas digitais", que permitem criar um ambiente virtual para simular todas as atividades que estão envolvidas em uma nova instalação, seja de fábrica ou nova linha de produção. A ideia é corrigir qualquer falha e evitar interferências no projeto que antes só eram observadas na execução.

"Na planta em Taubaté trabalhamos com 49 fornecedores e pela Fábrica Digital identificamos 296 interferências. Com isso, economizamos R$ 19 milhões", diz Celso Placeres, diretor de engenharia de manufatura.

A fábrica digital se tornou um componente importante no projeto de indústria 4.0 que inclui outros pilares, como sensorização, com tags inteligentes RFID, digitalização dos postos de trabalho, sistema inteligente baseado em plataformas de big data capaz de controlar e gerenciar toda a produção, ou mesmo uso de impressoras 3D para criar peças que vão compor os protótipos dos carros.

Em novembro de 2015, a Basf anunciou a todas as suas subsidiárias a sua estrutura para a indústria 4.0. Uma das recomendações foi a de que essa adoção obedecesse às realidades regionais. Rony Sato, gerente de inovação, conta que o Brasil entra agora na fase de investir mais pesado nesse movimento. A 4.0 chegou ao grupo Mars em 2015, quando a matriz orientou que mundialmente fosse feita uma troca dos sistemas de ERP, de planejamento de recursos da empresa, e da nova plataforma de vendas.

Fonte : Valor Econômico/Wanise Ferreira





 

Data: 23/6/2017

Câmara aprova projeto de preço mínimo para transporte de cargas
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou na última terça-feira, 21, em caráter conclusivo, o projeto que estabelece uma política de preços mínimos para o setor de transporte de cargas.

O projeto, que seguirá para aprovação no Senado, determina que nos meses de janeiro e julho o Ministério dos Transportes defina valores mínimos por quilômetro rodado para o frete cobrado no transporte rodoviário de cargas. A definição de preços mínimos deverá levar em conta, prioritariamente, a oscilação do valor do óleo diesel e dos pedágios na composição dos custos do frete.

Na proposta, já estão previstos valores mínimos até que o Executivo regulamente a lei: 0,90 real por quilômetro rodado para cada eixo carregado, no caso de cargas refrigeradas ou perigosas; e 0,70 real nos demais tipos de cargas.

De acordo com a Agência Câmara, os preços mínimos serão definidos junto de sindicatos de empresas de transportes e de transportadores autônomos de cargas, além de representantes das cooperativas do setor. A medida enfrenta oposição de integrantes do setor agrícola, que avaliam que os preços do frete devem ser regulados pelo mercado.

Fonte : Reuters





 

Data: 23/6/2017

Custo inibe utilização mais intensa de robôs
A robótica se consolida em alguns segmentos, como no automotivo, mas de forma geral, diante de outros países, ainda está engatinhando no Brasil. Dados da Federação Internacional de Robótica (IFR, da sigla em inglês) indicam que, em 2016, foram vendidos 1,8 mil robôs industriais no mercado nacional, ante 90 mil unidades na China e 40 mil na Coreia do Sul.

“Os empresários não conhecem as tecnologias e têm receio de investir”, explica Rafael Vidal Aroca, professor de engenharia mecânica da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) e coordenador da Olimpíada Brasileira de Robótica. “Além disso, a mão de obra para a implantação e manutenção das máquinas é especializada e cara.”

Aroca lembra que o custo dos equipamentos no Brasil também é alto. Braços robóticos para aplicações variadas, de pequeno porte, custam pelo menos R$ 60 mil.

Um caminho para a queda dos preços seria a fabricação local, o que geraria um ecossistema de desenvolvimento e operação, tornando os equipamentos mais acessíveis. “Temos muito a crescer e novas oportunidades estão surgindo”, afirma. A IFR prevê que o total de vendas de robôs no país, em 2019, passará para 3,5 mil unidades, um aumento de 94% sobre o volume entregue em 2016. Há novas aplicações no setor automotivo, na educação e na área médica.

Na Pollux, a estratégia para oferecer robôs sem um custo excessivo é alugar os equipamentos. A companhia de automação industrial implantou esse modelo de negócios desde o ano passado e oferece suporte e atualização tecnológica, segundo o diretor de robótica Geraldo Veroneze. “Conseguimos reduzir o tempo de introdução das unidades nas fábricas de seis meses para menos de quatro semanas”, garante. A empresa tem mais de 150 robôs instalados em dez clientes e a meta é somar 100 contratos, em menos de um ano.

A maioria das facilidades alugadas faz atividades repetitivas, como paletização, carga e descarga, além de aplicação de adesivos, em indústrias de bens de consumo, farmacêuticas e de eletrônicos. Os robôs são fabricados pela Universal Robots, da Dinamarca.

No Polo Automotivo Jeep, inaugurado em 2015, em Pernambuco, há cerca de 700 robôs, sendo mais de 600 na funilaria, diz Mauro Piatti, responsável pela engenharia de manufatura da fábrica de veículos. “São utilizados em processos como a solda a laser, com uma velocidade de acabamento superior às soldas tradicionais.”

Uma estação de trabalho composta de 18 robôs executa mais de 100 pontos de solda, simultaneamente, em menos de um minuto. Também trabalham na pintura e na fixação de vidros dos carros. Do total investido na planta, de mais de R$ 7 bilhões, cerca de R$ 250 milhões foram aplicados nos robôs. A Jeep produziu 122 mil veículos em 2016 e, para este ano, a expectativa é de 150 mil unidades.

O Hospital 9 de Julho, com 410 leitos, acaba de adquirir seu segundo robô para cirurgias, de acordo com o diretor Alfonso Migliore Neto. O primeiro foi comprado em 2012 e já fez mais de 1,6 mil operações. O atual entrou em funcionamento este ano, com investimentos de R$ 10 milhões.

“O objetivo é dobrar o número de cirurgias realizadas”, diz Migliore. “Já aumentamos os procedimentos de 55 para 75, ao mês”.

Fonte : Valor Econômico/Jacilio Saraiva





 

Data: 23/6/2017

Preços puxam alta de 20% da exportação no ano
O aumento de quase 20% das exportações nos cinco primeiros meses do ano se deveu quase integralmente à alta dos preços, um movimento puxado pela forte elevação das cotações de commodities, especialmente minério de ferro e petróleo. De janeiro a maio, os preços das mercadorias vendidas pelo país subiram 19,7% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto os volumes exportados cresceram apenas 0,1%, de acordo com a Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex).

Até maio, as vendas externas alcançam US$ 87,9 bilhões, levando o saldo comercial nos cinco primeiros meses do ano para US$ 29 bilhões. Com esse bom desempenho das exportações, analistas passaram a projetar saldo comercial na casa de US$ 60 bilhões para o ano, bem acima dos US$ 47,7 bilhões de 2016, revisões também influenciadas pela alta apenas moderada das importações.

A Tendências Consultoria Integrada, por exemplo, estima superávit de US$ 57,5 bilhões em 2017, enquanto o Bradesco aposta em US$ 62,3 bilhões. Isso faz com que o déficit em conta corrente fique em níveis confortáveis, devendo ficar abaixo do 1,3% do PIB registrado em 2016. Esses números indicam contas externas saudáveis, ainda mais que o volume de investimento estrangeiro direto no país cobre com folga o buraco em conta corrente.

De janeiro a maio, os preços das exportações de minério de ferro e do petróleo acumulam altas bastante expressivas, embora tenham recuado em relação aos níveis do primeiro trimestre deste ano. As cotações das vendas para o exterior do setor de extração de petróleo e gás natural subiram 65% em relação aos cinco primeiros meses de 2016.

No caso dos preços das vendas de minerais metálicos, onde se encontra o minério de ferro, a alta no ano é de quase 83%. No primeiro trimestre, o aumento era ainda mais forte, de mais de 80% no caso do segmento de extração de petróleo e gás e de 114% no do minério.

"Mais uma vez, como ocorre desde o final da primeira década dos anos 2000, as commodities explicam o dinamismo das exportações brasileiras", resume, em nota, a economista Lia Valls Pereira, coordenadora de estudos de comércio exterior do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV. De janeiro a maio, os preços dos produtos básicos subiram 29,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A melhora das perspectivas para a economia global e a recuperação do comércio mundial ajudam a explicar a alta dos preços, especialmente no primeiro trimestre. As cotações dos semimanufaturados subiram 19,5% e as dos manufaturados, 7,9%.

Mas os preços sofreram quedas nos últimos meses, principalmente por causa da correção dos preços de algumas commodities, como o minério de ferro. Em maio, as cotações de exportação ficaram em média 6% abaixo do nível de março, na série com ajuste sazonal da MCM Consultores Associados.

Os volumes exportados pouco se alteraram neste ano. As quantidades totais vendidas ao exterior subiram apenas 0,1% no acumulado do ano até maio, refletindo em grande parte a estabilidade do volume embarcado de produtos básicos. Houve queda de 2,8% na quantidade vendida de semimanufaturados e aumento de 1,6% na de manufaturados. É um reflexo de que a demanda externa ainda não é das mais fortes, apesar do desempenho melhor da economia global, e dos problemas de competitividade dos produtos brasileiros, especialmente dos manufaturados. O destaque positivo no volume exportado é dos setores de extração de petróleo e gás natural, com alta de 40,3% de janeiro a maio, e de veículos, reboques e carrocerias, com elevação de 32,1%, nos dois casos em relação a igual período de 2016.

Para o economista Silvio Campos Neto, da Tendências, os preços devem se acomodar daqui para frente, depois da queda das commodities, fenômeno motivado pelo aumento da oferta, num cenário de elevação dos estoques na China. Ele acredita que pode haver alguma recuperação das quantidades exportadas nos próximos meses, com perspectivas favoráveis para o minério de ferro, o petróleo e para o setor automotivo.

Desde o começo do ano, a Tendências elevou em pouco mais de US$ 10 bilhões a projeção para o superávit comercial de 2017, de USS 47,3 bilhões para US$ 57,5 bilhões. A melhora dos preços de exportação no acumulado no ano e a recuperação um pouco abaixo do esperado das importações explicam a mudança, segundo Campos Neto.

A Tendências elevou em pouco mais de US$ 10 bilhões a projeção para o superávit comercial de 2017, de USS 47,3 bilhões para US$ 57,5 bilhões. A melhora dos preços de exportação no acumulado no ano e a recuperação um pouco abaixo do esperado das importações explicam a mudança, segundo Campos Neto.

A melhora nas estimativas para o saldo comercial contribuíram para a consultoria passar a trabalhar com um déficit em conta corrente menor. A previsão da Tendências para as transações de bens, serviços e rendas do país com o exterior caiu de US$ 30 bilhões para US$ 23,3 bilhões, o equivalente a 1,15% do PIB, abaixo do 1,3% do PIB registrado em 2016. O Bradesco, que projeta um superávit comercial ainda maior, vê um rombo na conta corrente de US$ 17,4 bilhões, o equivalente a 0,8% do PIB.

"Esses números mostram um cenário bastante confortável para as contas externas", diz Campos Neto, para quem isso ajuda a explicar a "reação não tão tensa" dos mercados mesmo com o agravamento da situação política doméstica. Os ativos brasileiros não tiveram uma grande piora com o surgimento da nova crise política em parte por causa da baixa vulnerabilidade externa do país, que conta ainda com mais de US$ 370 bilhões em reservas internacionais, lembra ele.

Nos 12 meses até abril de 2015, por exemplo, o déficit em conta corrente era de 4,4% do PIB. Hoje, é um pouco superior a 1% do PIB nessa base de comparação. É um buraco coberto amplamente pelos ingressos líquidos de investimento direto no país, que totalizaram US$ 84,7 bilhões nos 12 meses até abril, ou 4,5% do PIB.

Fonte : Valor Econômico/Sergio Lamucci





 

Data: 23/6/2017

Brasil criou 34.253 novas vagas de emprego em maio
Em maio, o mercado brasileiro abriu 34.253 novos postos de trabalho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho. É o segundo mês consecutivo, e a terceira vez no ano, em que o país registra mais vagas abertas do que fechadas. Em abril, o país já havia criado 59.856 mil vagas de emprego formal.

No acumulado do ano, o Caged contabiliza 48.543 postos de trabalho a mais, após dois anos de saldo negativo para o período. De janeiro a maio de 2016, o Caged havia registrado fechamento de 448.011 vagas e, no mesmo período de 2015, 243.948 vagas foram suprimidas.

“Podemos constatar que a economia volta a dar sinais de recuperação, e um dos sintomas fundamentais para comprovação da recuperação econômica é a geração de emprego”, afirmou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, ao comentar o resultado.

Os setores que contribuíram com a criação de vagas formais em maio foram agropecuária (46.049 novos postos), serviços (1.989 vagas), indústria da transformação (1.433 vagas) e administração pública (955 novos postos de trabalho).

Os setores que fecharam vagas formais foram comércio (-11.254 postos), construção civil (-4.021), indústria extrativa mineral (-510 postos de trabalho). “Mesmo aqueles setores que apresentaram saldo negativo, se você faz a comparação com 2016 e 2015, os números indicando queda são bem menores”, declarou Ronaldo Nogueira.

Regiões

A região que mais criou vagas formais em maio foi o Sudeste, com 38.691 postos. Nessa parte do país, destacaram-se Minas Gerais, com saldo positivo de 22.931 postos, e São Paulo, que criou 17.226 novas vagas.

Em segundo lugar, com maior crescimento de vagas entre as regiões, ficou o Centro-Oeste, com 6.809 novos postos formais, seguido do Nordeste, com 372 novas vagas.

Nas regiões Sul e Norte houve retração das vagas de trabalho, com fechamento respectivo de 10.595 e 1.024 postos.

Meirelles

Na rede social Twitter, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, escreveu que o resultado do Caged confirma as previsões da equipe econômica de retomada gradual do mercado de trabalho. “Na retomada do crescimento, a economia demanda algum tempo para atingir o nível de emprego que desejamos. O importante é que o rumo está certo”, postou.

Fonte : Agência Brasil/Mariana Branco e Wellton Máximo





 

Data: 23/6/2017

Elétricos já vendem mais que carro a álcool e devem superar comerciais leves à gasolina
Ainda distante dos países mais desenvolvidos, a tecnologia do carro elétrico vai aos poucos crescendo no Brasil. Tanto é que o número veículos elétricos emplacados neste ano deverá superar os de motores puramente movidos à gasolina que equipam comerciais leves. Também já é muito superior aos carros movidos puramente a etanol.

De acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram comercializados no Brasil em 2016, 1.085 veículos elétricos, enquanto comerciais leves com motores movidos com gasolina somaram 1.294.

Já carros movidos puramente a álcool registraram, no ano passado, o emplacamento de apenas 12 unidades – o menor número da série histórica, que começou em 1.979 com o emplacamento de 2.276 automóveis.

Pelas estatísticas da Anfavea, se nota que, enquanto a curva dos carros elétricos cresce, declina os comerciais leves de gasolina.

Desde 2006, quando foi registrado o emplacamento de um único veículo, o número de carros elétricos só sobe. No ano seguinte, foram 2 emplacamentos. Em 2011, o número já estava em 200. Em 2015, foram 843 veículos.

O auge dos motores à gasolina em comerciais leves foi registrado em 1997, com cerca de 202 mil unidades. De lá para cá, os números só vêm caindo, até os 1.294 modelos comercializados no ano passado – o pior número da série histórica.

Desde o advento do motor flex, os propulsores à gasolina vem perdendo participação nos modelos comerciais leves. Em 1957, primeiro registro da indústria automobilística da Anfavea, o número de emplacamentos de veículos comerciais leves à gasolina atingiu 1.522 unidades.

Em carros de passeio, o auge dos motores a álcool aconteceu em 1986, quando foram emplacados 620.221 unidades. Naquele mesmo ano, foram vendidos 54.384 carros puramente à gasolina. Depois disso, o carro a etanol só declinou, enquanto os puramente à gasolina retomaram o seu posto em carros.

Apesar da tecnologia flex, os carros de passeio à gasolina registraram vendas de 79.199 veículos em 2016, enquanto os flexíveis chegaram quase a 1,6 milhão, mostrando que a tecnologia que permite o uso tanto do etanol quanto da gasolina predomina totalmente o mercado nacional.

Impostos, falta de infraestrutura para carregamento de bateria e desconhecimento da tecnologia são alguns dos fatores que, na opinião dos especialistas, ainda tornam o veículo elétrico um produto ainda distante da maioria dos brasileiros.

Mas essa tendência começará a se inverter diante do avanço da tecnologia no mundo, que conta com o desenvolvimento de novas baterias e equipamentos para aumentar a autonomia do veículo elétrico. Ainda que muito tímidos, os números da Anfavea apontam para essa tendência.

Fonte : Futuretransport





 

Data: 23/6/2017

Mercedes-Benz apresenta Furgão Vito como solução ao setor de franquias
A Mercedes-Benz apresenta o comercial leve furgão Vito 111 CDI ao setor de transportes, entre os dias 21 e 24 de junho, no evento ABF Franchising Expo 2017, realizado no Expo Center Norte, em São Paulo.

Com PBT de 3.050 kg, a linha Vito, formada pelo furgão de carga Vito 111 CDI turbo diesel e pela versão de passageiros Vito Tourer 119 turbo flex, posiciona-se na categoria de Vans Médias. Com isso, a marca amplia a oferta de veículos comerciais leves no País, mercado já atendido com a linha Sprinter no segmento de 3.500 a 5.000 kg de PBT.

O veículo surgiu para suprir as necessidades de transportadores e autônomos dos setores de franquias, supermercados, cargas fracionadas, e-commerce, floriculturas, lavanderias, cargas refrigeradas, buffets, pallets, oficinas, unidades móveis, showroom móvel, pet shops, delivery, eventos, profissionais liberais, ambulância, entre outros. O modelo possui disponibilidade para operar nas mais diversas aplicações, mesmo em áreas de restrição à circulação.

O Vito possui 5.140 mm de comprimento, 2.249 mm de largura (incluindo retrovisores), 3.200 mm de distância entre eixos e, como diferencial, a altura de 1.910 mm. O espaço interno do furgão possui volume de carga de 6 m³, capaz de transportar uma bagagem útil de até 1.225 kg. A altura interna possui 1.392 mm e o comprimento da área de carga chega a 2.831 mm.

Fonte : Frota & Cia





 

Data: 23/6/2017

Randon formaliza joint venture com Epysa no Peru
Desde os anos 1970 a Randon tem operado no mercado internacional por meio da exportação, produzindo localmente ou com parcerias para disponibilizar os produtos Randon em outros países. Através dos acordos internacionais bem-sucedidos com árabes, africanos, americanos e europeus tanto para o negócio de implementos quanto autopeças, a Divisão Implementos da Randon Implementos e Participações anunciou sua primeira joint venture associando-se com o Grupo Epysa do Chile, criando a Randon Peru. O contrato, que prevê controle da Randon com 51% do negócio, foi assinado nesta terça-feira (20) pelos diretores David Randon e Alexandre Gazzi (Randon) e Juan Francisco Novion e German Novion (Epysa) com início de operação previsto ainda para o segundo semestre.

“O relacionamento de longa data amplia a confiança mútua e nos remete para um futuro promissor”, afirmou Gazzi, referindo-se ao fato de a Epysa Equipos já ser distribuidor Randon há mais de 35 anos no mercado chileno. O executivo lembra que a estratégia de internacionalização da Randon como fabricante de equipamentos para transporte está em ampliar a exportação a partir do Brasil, mas também vincular as plantas aos mercados para competir localmente. "Para o grupo de empresas Epysa, constitui-se numa verdadeira honra poder ser sócio da Randon”, disse Novion. Nesta sociedade, a Randon aporta sua expertise e tecnologia de produto e industrial ao negócio, enquanto o compromisso da Epysa envolve a experiência e know-how comercial. “Concordo que este é o caminho para ambas as companhias acelerarem a globalização alcançando novos mercados”, frisa Novion.

Com a nova operação será instalada uma fábrica em Lima para fabricação, montagem e venda de semirreboques da marca Randon. A unidade terá capacidade para produzir até 1.000 unidades/ano, num investimento proporcional às participações acionárias dos dois sócios. A decisão foi baseada no potencial do mercado peruano na América do Sul, terceiro maior após Brasil e Argentina, onde já opera uma planta em Rosário, desde 1994. O mercado peruano absorve em torno de 6 mil unidades anuais de semirreboques e o país hoje, além de possuir uma estabilidade econômica para investir, desponta como a nação que mais cresce na América Latina, em função dos amplos recursos naturais e também pelos investimentos necessários em infraestrutura para o futuro.

Fonte : Revista Amanhã





 

Data: 23/6/2017

Nissan mostra novo X-Trail e planeja trazer o SUV para o Brasil
Passos curtos, firmes e sem parar, bem ao estilo japonês. É assim que a Nissan pretende, no Brasil, repetir o sucesso que seus veículos têm na Europa. Dona de cerca de 3,7% do mercado nacional, a montadora pretende chegar a 4% até 2019 e, três anos depois, aumentar a fatia para 6%. O Kicks é uma das principais apostas, mas os nipônicos sinalizaram este mês uma nova possibilidade: trazer o X-Trail, utilitário esportivo que vendeu 766 mil unidades no planeta e 2016.

"É preciso analisar o mercado. Atualmente, apostar na produção de um veículo com baixo volume de vendas é inviável. Mas olhamos para a América do Sul como um todo, e isso pode pesar" informa o presidente da Nissan do Brasil, Marco Silva.

O X-Trail europeu tem três diferentes motorizações: 1.6 turbo diesel de 130 cavalos, 2.0 a gasolina (144 cv) e 2.5 a gasolina (171 cv). A transmissão pode ser manual ou CVT, com opção de tração 4×4. As versões são para cinco e sete lugares. Em boa parte do mercado internacional, a opção mais completa custa cerca de 41 mil euros e traz vários itens de auxílio à direção encontrados em carros premium, como detector de mudança de faixa, câmera de 360° e estacionamento automático.

O modelo 2017 passou por reformulações estéticas que o deixaram com aspecto mais musculoso. O tampo traseiro ganhou comandos para ser aberto e fecha com um movimento de pé abaixo do para-choque - ideal para quem está com algo nas mãos. Usando espumas mais firmes (mas com densidade menor), a Nissan aumentou o espaço interno. São 1.996 litros de capacidade no porta-malas com os bancos traseiros rebatidos.

Na América do Sul, os primeiros que receber o modelo foram os chilenos. "Temos toda a confiabilidade da produção japonesa, porém somos mais ousados no design. O Kicks é um bom exemplo disso" analisa Marco Silva.

Primeiro não japonês a assumir o controle das operações no país, o executivo paulista deixa claro que, a exemplo de outras marcas, a Nissan analisa com atenção a crise político-econômica do país antes de tomar medidas importantes. Ele admite que executivos estrangeiros da empresa têm dificuldade de entender as peculiaridades da atual situação do Brasil.

A empresa não divulga a previsão de chegada do X-Trail ao Brasil. Este mês, a Nissan apresentou à imprensa especializada das Américas do Sul e Central o modelo 2017. Em meio à final da Champions League, competição patrocinada pela marca japonesa, os jornalistas conferiram em Cardiff, no País de Gales, o upgrade feito no SUV de porte médio, situado entre o Qashqai e o Murano - esses outros utilitários esportivos devem demorar um pouco mais para chegar ao Brasil.

A experiência de atrelar o Kicks aos Jogos Olímpicos do Rio agradou os japoneses, que investiram pesado na Champions. Para associar seu nome à maior competição interclubes de futebol do mundo, a Nissan e marcas como Adidas, Mastercard, Sony e Heineken desembolsam, segundo documentos públicos da Fifa, pelo menos 70 milhões de dólares ao ano. Ainda de acordo com a entidade que comanda o futebol no Velho Continente, a Champions movimenta por temporada mais de 2,3 bilhões de euros - mais do que o Brasil investiu, mesmo com os casos confirmados de superfaturamento, para realizar os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Substituta da Ford, a Nissan começou a investir na competição apenas em 2014. Desde então, nem pensa em parar. Para a final deste ano, entre Real Madrid (Espanha) e Juventus (Itália), alugou o navio britânico Magellan, ancorado em Cardiff, e lotou as quase 1,3 mil vagas com convidados - donos de concessionárias líderes de venda, clientes Vip e funcionários premiados em competições internas. Entre eles, dois brasileiros que trabalham na fábrica de Resende, no Rio de Janeiro.

"São ações assim que reforçam nossa marca mundialmente. A ideia é manter e até aumentar patrocínios" informou Marco Silva.

O retorno para a empresa é difícil de mensurar. Mas alguns números dão uma ideia. Apenas a final, na qual o Real Madrid aplicou 4 a 1 na Juventus, foi vista em tevês e redes sociais por pelo menos 1,3 bilhão de pessoas.

Fonte : Zero Hora/Gilberto Leal





 

Data: 23/6/2017

MAN Latin America entrega 48 veículos para limpeza urbana na Bolívia
O Governo Autônomo Municipal de La Paz, na Bolívia, comprou um lote de 48 caminhões e ônibus Volkswagen para reforçar a frota de limpeza urbana na capital do país. No total são 47 veículos da linha VW Worker: 10.150, 17.220, 26.260 e 31.310 e um VW Volksbus 17.210 OD, destinado ao transporte de passageiros.

O gerente de marketing da Hansa, representante da MAN na Bolívia, Ricardo Aguirre, afirma que a versatilidade foi fundamental na escolha dos veículos. “A vocação para desempenhar as mais variadas tarefas, independentemente do tipo de carga transportada ou implemento instalado, foi um dos destaques para a venda”, ressalta.

Os veículos percorrem 50 quilômetros diariamente, realizando a limpeza urbana por meio de equipamentos acoplados, tais como varredores, tanques de água e dispositivos de lavagem, compactadores de resíduos, dentre outros.

Fonte : Frota & Cia