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Data: 22/8/2014

Blocos comerciais da América Latina estreitam laços
O Mercosul vai se reunir, nos próximos dias, com a Aliança do Pacífico para discutir a aceleração da liberalização comercial entre os dois grandes blocos da América Latina.

Mas o encontro tem também uma dupla mensagem política embutida: pretende demonstrar que o Mercosul não está tão paralisado como julga a grande maioria dos analistas e, além disso, que a Aliança do Pacífico não é vista como rival do bloco do Sul.

Grande parte da mídia internacional vê os dois grupos como antagônicos.

O Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela) é considerado protecionista, ao passo que o clube do Pacífico (Chile, Colômbia, México e Peru) é liberal em matéria comercial.

No encontro dos próximos dias, a proposta do governo brasileiro será a de antecipar a completa desgravação do comércio.

Com o Chile, já há acordo, até porque se trata de país associado ao Mercosul, embora não seja membro pleno.

Com a Colômbia, de 55% a 60% do comércio já está livre de tarifas, e o livre-comércio total está previsto para 2018.

Com o Peru, o cenário é parecido: quase 70% das trocas comerciais já não pagam tarifas e se pretende chegar a 100% em 2019.

Já com o México, há um acordo automotivo e um acordo de complementação econômica, que, no entanto, abrange poucos produtos, até porque o país norte-americano tem notórias dificuldades no setor agrícola, no qual o Mercosul é muito forte.

Para o Mercosul, a Aliança do Pacífico é um mercado extremamente atraente, com sua economia na altura de US$ 2 trilhões ou 35% da América Latina.

O Mercosul, pela presença do Brasil, é bem maior: US$ 3,3 trilhões ou 58% do PIB (Produto Interno Bruto) da América Latina.

490 milhões

Se for alcançado o objetivo do encontro (cunhar a marca Mercosul/Aliança do Pacífico como complementar e não como uma competição), o rótulo cobrirá, portanto, 93% da economia latino-americana, com quase 490 milhões de potenciais consumidores.

Para o Brasil, especificamente, o mercado dos quatro da Aliança é atraente não só quantitativamente mas também qualitativamente: no primeiro semestre deste ano, os manufaturados representaram 75% das exportações brasileiras para o bloco, quando se sabe que uma das críticas permanentes que são feitas ao comércio exterior brasileiro é a concentração em produtos primários, de baixo valor agregado.

Intercâmbio

Mesmo antes de implementada a plena desgravação, o comércio entre eles e o Brasil só faz crescer: pulou de US$ 10,789 bilhões em 2004 para US$ 26,922 bilhões no ano passado. Só no primeiro semestre deste ano, o intercâmbio já bateu em US$ 15 bilhões, o que faz supor que superará a marca de 2013.

A desgravação facilitará, naturalmente, a competição com a China, que avança avassaladoramente em mercados em que, pela proximidade, o Brasil deveria ter vantagens.

Estudo feito pela Confederação Nacional da Indústria e divulgado pelo jornal "Valor" mostra que, só em 2011, o Brasil deixou de vender US$ 5,5 bilhões com a perda de espaço no seu principal mercado, a América Latina.

O montante equivale a 11% de tudo que o Brasil vendeu à região em 2011 e é a diferença entre o que o país efetivamente exportou e o que exportaria se tivesse mantido a mesma fatia de mercado que detinha em 2008.

Fonte : Folha de S. Paulo/Clóvis Rossi





 

Data: 22/8/2014

Reação das vendas de carros após fim da Copa é tímida
O comércio de veículos melhorou após o fim da Copa do Mundo, evento que na avaliação dos próprios empresários do setor levou o mercado ao "fundo do poço". Ainda assim, as vendas seguem distantes da reação esperada por montadoras e concessionárias.

Até o momento, os números de agosto mostram que os emplacamentos sobem 13,6% em relação a julho, cujo resultado foi, na primeira quinzena, afetado pelo esvaziamento nas lojas com o Mundial de futebol. Apesar disso, a tendência é de redução, ou até mesmo inversão, dessa variação positiva até o fim do mês porque agosto tem calendário comercialmente mais curto do que julho, com dois dias úteis a menos de venda.

Na média, as concessionárias estão vendendo cerca de 1,5 mil carros a mais por dia em relação ao mês passado. Porém, longe de empolgar, o ritmo diário deste mês - inferior, por enquanto, a 12 mil unidades - segue abaixo da média próxima de 14 mil carros do ano passado, a mesma que o setor terá que perseguir para alcançar a retomada prevista pela indústria no segundo semestre.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, os resultados da indústria automobilística ainda mostram queda expressiva. Os licenciamentos, conforme os números preliminares estão caindo 12,8% face os volumes de agosto de 2013 - em levantamento que coloca na conta as vendas de carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus.

As projeções da Anfavea, entidade que representa as montadoras instaladas no país, apontam para um crescimento superior a 14% nas vendas do segundo semestre diante do fraco desempenho da primeira metade de 2014, o que permitiria suavizar para 5,4% a contração do mercado neste ano.

Entretanto, a queda no acumulado desde janeiro não para de piorar e já chega a 8,9% neste mês, após fechar julho em 8,6%. A diferença negativa em relação a 2013 está próxima de 210 mil veículos, ou o equivalente à perda de três semanas cheias de venda.

Gerentes de concessionárias dizem que o mercado segue exigindo pesados esforços de venda, como descontos próximos a 10% que se somam a campanhas com taxa zero de financiamento lançadas pelas montadoras. "Estou trabalhando com margens muito baixas para fechar negócio. Depois dos descontos, não sobra quase nada", afirma Reginaldo Patrício, gerente de uma concessionária da Fiat na zona leste de São Paulo.

"De março a junho, foi um caos, a ponto de não conseguirmos vender o suficiente para pagar a estrutura que temos aqui", acrescenta o lojista. Segundo ele, o movimento começou a melhorar a partir da segunda quinzena do mês passado, após a seleção brasileira ser goleada pela Alemanha e perder a chance de ser campeã mundial em casa.

Apesar disso, Patrício diz estar agora preocupado com as eleições e seus possíveis impactos sobre a disposição dos consumidores em assumir dívidas de longo prazo. "Isso pode prejudicar o consumo, principalmente, de quem financia o automóvel. Muita gente vai esperar uma definição de qual será o próximo governo para decidir se troca de carro", avalia.

No segmento de caminhões, o desempenho tem sido ainda mais fraco neste mês, com queda de 13% na comparação anual e crescimento de apenas 5% ante julho. Nesta semana, o governo voltou a dar um estímulo a esse mercado, ao estender para as grandes empresas - com faturamento superior a R$ 90 milhões por ano - a cobertura de 100% do valor do veículo nos financiamentos a bens de capital do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

"Trata-se de uma medida que poderá trazer reflexos positivos às vendas, mas sem capacidade de reverter a expectativa de balanço negativo em 2014", diz Alcides Braga, presidente da Anfir, a associação que reúne os fabricantes de implementos rodoviários.

Medidas anunciadas na quarta-feira em Brasília para liberar liquidez no mercado de crédito e estimular o apetite dos bancos pelo crédito a automóveis também foram bem recebidas por representantes da indústria e de montadoras. Contudo, pressionadas pelo excesso de estoques, os ajustes de produção persistem nas fábricas.

Na próxima terça-feira, trabalhadores da General Motors (GM) votam em assembleia o plano de afastamento de 968 operários das linhas de produção da montadora em São José dos Campos, no interior paulista. Outros 2,8 mil metalúrgicos estão com contratos de trabalho suspensos em regime de "layoff" em fábricas da Mercedes-Benz, Volkswagen, MAN e Ford.

Fonte : Valor Econômico/Eduardo Laguna





 

Data: 22/8/2014

Fabricantes de máquinas elevam exportação no ano
Sem crescimento da demanda no mercado doméstico e com capacidades de produção expandidas após investimentos nos últimos anos, fabricantes de máquinas e equipamentos têm buscado mais clientes fora do país. A aceitação dos equipamentos brasileiros tem sido positiva, segundo os dados do setor. De janeiro a junho, os embarques somaram US$ 6,6 bilhões, 20% acima do valor do mesmo período do ano passado, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

O valor das vendas ao exterior foi o maior desde o inicio da série histórica de dados da Abimaq e nada menos do que 44% do total do faturamento do setor na primeira metade do ano, muito acima da média histórica de 32%.

O principal destino das máquinas brasileiras continua sendo a América Latina, com um terço do total, embora a participação da região esteja em queda nos últimos quatro anos. Estados Unidos e Europa, segundo e terceiro colocados, elevaram as compras em dois dígitos, conforme os dados da Abimaq.

O aumento das exportações é positivo não apenas por ajudar o desempenho do setor, mas vem contribuindo também para reduzir o déficit industrial brasileiro. Com o aumento das exportações, ao mesmo tempo em que as importações encolhem com a queda da demanda interna, o déficit da balança comercial do setor caiu 25% neste ano. O saldo negativo do setor é de US$ 8 bilhões na primeira metade do ano, já que as importações totalizaram US$ 14,6 bilhões.

Por outro lado, o aumento das exportações é interpretado pela Abimaq como consequência do enfraquecimento do mercado local e, portanto, motivo para preocupação, não para comemoração. O consumo aparente de máquinas e equipamentos no país caiu 13% no primeiro semestre, de acordo com a Abimaq, para R$ 54 bilhões.

Entre as máquinas com aumento mais expressivos de exportações estão as usadas em infraestrutura, indústria de base e construção civil. Entram no grupo equipamentos usados em portos, na produção de cimento, em transmissão de energia e na indústria de papel e celulose, por exemplo. "São áreas em que o Brasil tem tradição", diz José Velloso, presidente executivo da Abimaq.

No caso do petróleo e de energia renovável, cujas exportações correspondem por 11% do total, grande parte das vendas são as chamadas no setor de "exportações fictas". Neste caso, as máquinas são vendidas ao exterior, mas não chegam a sair do país. O principal comprador é a Petrobras. Nesse segmento, as exportações somaram US$ 735 milhões no semestre, mais do que o dobro da cifra do ano anterior por causa do aumento das compras da estatal brasileira.

Velloso, que é membro do Conselho de Óleo e Gás da Abimaq, diz que entram nas estatísticas equipamentos como válvulas de produção ("árvores de natal"), cabeças de poço (usadas para perfuração) e outros equipamentos usados em águas profundas para a exploração de óleo e gás. "Embora os equipamentos fiquem no litoral do país, são equiparados a uma exportação", afirma.

Essa particularidade contribui para o aumento dos valores de exportações para os Estados Unidos e para a Europa, locais que seriam, em tese, os destinos de parte dessas vendas do segmento de óleo e gás.

No setor de equipamentos rodoviários, a Ciber, subsidiária no Brasil do grupo alemão Wirtgen, é um exemplo de companhia que adotou como estratégia a ampliação da participação dos clientes internacionais em seu portfólio. A empresa informou ao Valor recentemente que suas vendas ao mercado externo subiram 7% no primeiro semestre. O número foi puxado pelo aumento da venda de usinas de asfalto fabricadas no Brasil, principalmente para o norte da America Latina e para a África.

Fonte : Valor Econômico





 

Data: 22/8/2014

Incentivos não devem favorecer só alguns setores
O Brasil está tendo uma lenta, gradual, mas, até agora, irreversível queda nas projeções do crescimento do seu Produto Interno Bruto (PIB) para 2014. Isso não é nada bom. Não somos pessimistas, pelo contrário, desde a fundação o Jornal do Comércio propugnou pelo otimismo.

Entretanto, ter uma visão e uma perspectiva positivas sobre a economia não significa ignorar os fatos. Crises sempre ocorreram no mundo, porém a América Latina, na periferia das grandes economias, sofreu muito, no século XX.

Algumas iniciativas ajudaram, por exemplo, que os traumas da quebra do banco Lehman Brothers, em 2007, não fossem devastadores em nossas indústrias nem na produção agropecuária. Temos graves problemas, ainda, de infraestrutura, como na energia elétrica.

Não, não é ridícula, como afirmam alguns ministros, a possibilidade de o Brasil ter um apagão de energia. E isso porque a realidade mostra que, há anos, o Brasil carece de investimentos fortes em rodovias, em portos, aeroportos e outros setores fundamentais da logística nacional.

Além disso, com os incentivos dados a rodo pelo governo federal para a compra de automóveis, a situação, por um lado, concretizou o sonho de milhões de brasileiros. Porém, deixou à mostra a falta de mais e melhores rodovias estaduais e interestaduais.

Planejamento é uma carência do Rio Grande do Sul e do Brasil há décadas. Sempre estamos correndo atrás dos problemas depois que eles nos causam todo tipo de dificuldades econômicas e sociais.

Planejar e executar por governos seguidos é o que mais se precisa. Basta de nomes pomposos para programas que nunca saem do papel e esbarram em dezenas de ministérios ou secretarias.

O próximo governo, seja quem for o eleito, tem que adotar a mesma transparência usada na gestão da política social em relação às medidas federais de proteção de setores produtivos. Se o programa Bolsa Família custa 0,5% do PIB, ou R$ 26 bilhões e o País sabe quem recebe os benefícios e quais são os objetivos, isso deve servir também para outras iniciativas.

Seria uma agenda horizontal com uniformidade das regras tributárias. É importante fortalecer o Estado e para isso reduzir a discricionariedade do governo, como tem acontecido no rastro de crises internacionais e que se refletem aqui.

A intensificação das políticas de proteção a setores específicos adotada pelo governo federal foi um dos principais fatores que provocaram piora da gestão da política macroeconômica desde 2011.

Isso gerou uma deterioração da qualidade de administração das contas públicas, patamar de investimentos estagnado na proporção do PIB e baixo crescimento em relação a outros países emergentes no período.

Os economistas ensinam que para haver investimentos em infraestrutura é preciso regras estáveis. O governo define o modelo, mas a execução é delegada a agências com poder de fato e autonomia. Por isso, são necessários contratos de gestão transparentes.

Sem intervenções, como foi feito com o BC. O próximo governo deve aprimorar a prática de lançar no orçamento todas as despesas que pretende realizar no ano seguinte, inclusive de subsídios a políticas setoriais. A transparência nas contas públicas é fator de confiança interna e no exterior.

Fonte : Jornal do Comércio/RS





 

Data: 22/8/2014

Balança comercial tem superávit de US$ 684 milhões na terceira semana de agosto
A balança comercial brasileira teve superávit (exportações maiores que importações) de US$ 684 milhões na terceira semana de agosto. O resultado positivo decorre de US$ 5,347 bilhões em exportações e de US$ 4,663 bilhões em importações. No mês, o saldo acumulado está positivo em US$ 348 milhões. No ano, há déficit de US$ 571 milhões. Os dados foram divulgados hoje (18) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Do lado das exportações, a média diária, que corresponde ao volume negociado por dia útil, ficou em US$ 1,069 bilhão, 17,6% superior à registrada na primeira e segunda semanas do mês. Já nas importações, a média ficou em US$ 932,6 milhões, 3,4% inferior à registrada até a segunda semana de agosto. Houve alta nas receitas com exportações das três categorias de produtos que compõem a pauta: semimanufaturados (33,7%), manufaturados (25,1%) e básicos (11,5%).

No primeiro grupo, dos semi-industrializados, cresceram os ganhos com açúcar bruto, celulose, ferro e aço e ouro. Já nos industrializados, aumentou o ingresso financeiro associado a óleos combustíveis, automóveis de passageiros, laminados planos, açúcar refinado, suco de laranja e máquinas para terraplanagem puxaram a alta. A categoria dos itens básicos sustentou a alta graças a minério de ferro, fumo em folhas e soja, milho e café em grão.

Nas importações, cresceram principalmente os gastos com combustíveis e lubrificantes, automóveis e partes, químicos orgânicos e inorgânicos e produtos farmacêuticos.

Fonte : Agência Brasil/Mariana Branco





 

Data: 22/8/2014

País gerou em julho apenas 11,7 mil vagas formais, pior resultado para o mês desde 1999
O Brasil criou 11.796 vagas formais de trabalho em julho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério do Trabalho. O resultado representa uma queda de 71,5% na comparação com o total de vagas geradas em julho do ano passado e confirma o pior desempenho para o mês desde julho de 1999, quando foram geradas 8.057 vagas.

No acumulado de janeiro a julho, foram criados 632.224 empregos formais. Isso significa uma queda de 30,3% na comparação com os sete primeiros meses do ano passado, quando foram abertos 907.214 postos de trabalho com carteira assinada. Esse também é o pior resultado para o acumulado dos sete primeiros meses do ano desde 2009 (566.934 vagas).

O Ministério do Trabalho informou que, em julho, houve 1.746.797 contratações e 1.735.001 demissões. Dentre os oito setores de atividade, sete expandiram o nível de emprego em julho. Em termos absolutos, os principais setores responsáveis pelo desempenho positivo foram: serviços (+11.894 postos), agricultura (+9.953), construção civil (+3.013) e administração pública (+1.201). A indústria de transformação foi o setor que registrou declínio no nível de emprego, com 15.392 demissões líquidas no mês.

O recuo do emprego na indústria de transformação ocorreu devido ao desempenho negativo em nove dos 12 ramos analisados. Os segmentos industriais que mostraram as maiores perdas foram: indústria de material de transportes; de metalúrgica; de material elétrico e comunicação; e de borracha.

Na quarta-feira, o GLOBO antecipou que, com a economia estagnada, o Brasil havia criado pouco mais de 10 mil empregos com carteira assinada em julho. Isso representa menos da metade dos empregos criados em junho, quando o mercado formal registrou 25,3 mil novos postos de trabalho.

No mês passado, o mercado de trabalho foi fortemente afetado pelo fechamento de vagas e demissões na indústria. Para técnicos do governo, a desaceleração do mercado de trabalho — que começou em março — atingiu em julho “o fundo do poço”. Em agosto e setembro, a expectativa é que o ritmo dos cortes seja reduzido, para atender as encomendas do fim de ano.

Em setembro, o Ministério do Trabalho deve revisar mais uma vez para baixo a meta de geração de empregos, que está em 1 milhão para este ano.

Desaceleração com fim da Copa

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, ressaltou que, em julho, a indústria de transformação registrou fechamento líquido de vagas. Ele disse ainda que, com o fim da Copa do Mundo, houve desaceleração na criação de vagas no setor de serviços. Este segmento, que tradicionalmente cria 40 mil vagas nos meses de julho, abriu 11,8 mil postos de trabalho no mês passado em todo o país. O estado do Rio de Janeiro fechou 7.049 postos de trabalho formais em julho. Desse total, 4.289 foram no setor de serviços.

"O mês de julho teve decréscimo na geração de empregos em decorrência também da Copa. Foi contratado lá (no Rio) um número enorme de trabalhadores. Com o término da Copa, trabalhadores temporários foram dispensados."

O ministro ressaltou ainda que, desde abril, a indústria vem apresentando desaceleração na produção, o que levou à redução nas contratações e ao aumento das demissões no setor.

"Esperamos que em agosto venha positivo o resultado da indústria" — disse o ministro.

Apesar da desaceleração na criação de vagas formais, o ministro destacou que o Brasil continua gerando emprego mesmo com a crise internacional.

"A soma nossa tem sido sempre positiva desde 2002 e, só no período da crise de 2008 até 2014, nós geramos 10,8 milhões novos empregos, enquanto o mundo, segundo a OCDE, desempregou 60 milhões de trabalhadores — disse Dias, que acrescentou que os números são “positivos”."

O ministro lembrou que, historicamente, agosto e setembro são meses com resultados positivos na geração de empregos. Ele avaliou que as medidas anunciadas pelo governo federal para destravar o crédito ao consumidor ajudarão na recuperação de setores como o automobilístico, com a redução dos estoques de veículos nos pátios das montadoras e a consequente normalização na produção de automóveis.

"Esse é um dado importante. Não só na área automobilística, mas também na construção civil. A facilitação do acesso ao crédito será um dos fatores que acreditamos que vão ajudar na recuperação. Outro dado importante são os altos investimentos que estão sendo realizados no Brasil"

O ministro citou ainda que, devido à demanda da Rússia por carne brasileira, foram criados em julho 2 mil empregos formais. Até o fim do ano, esse número deve chegar a 10 mil no segmento de carnes no estado.

"Temos aí vários indicadores de que não teremos piora (no emprego). Acho que chegamos ao fundo do poço. Agora, nós vamos continuar recuperando a geração de empregos - afirmou o ministro, que disse que, historicamente, o segundo semestre apresenta resultados melhores."

Fonte : O Globo/Fábio Rossi





 

Data: 22/8/2014

GM faz feirão com direito a visita à fabrica para quem comprar um carro
A General Motors do Brasil irá promover um feirão no pátio de sua fábrica em São Caetano do Sul, no próximo sábado (23) e domingo (24).

Quem comprar um dos veículos Chevrolet à venda irá ganhar uma visita guiada à linha de montagem da montadora.

Sete carros vendidos no feirão serão ofertados sem IPI: o modelo 1.0 do Onix, Prisma e Classic, além de todas as configurações do Cobalt, Cruze, Spin e S10.

O feirão acontece das 9h às 20h na fábrica da GM em São Caetano do Sul, que fica na Avenida Goiás, 1805, Portão 1.

Fonte : Folha de S. Paulo





 

Data: 22/8/2014

Novo Kia Soul vira carro "premium" e chega em setembro
Mesmo sem ter sido lançado oficialmente, o novo Kia Soul já tem preço confirmado: R$ 89.900 na versão EX, de entrada, e R$ 93.900 na configuração topo de gama (sem sobrenome), que ganha teto panorâmico e luzes internas em LED. A nova geração do "carro-design" começa a chegar às lojas no início de setembro.

Estes valores foram conseguidos em concessionárias de São Paulo (SP) e do Rio de Janeiro (RJ) nesta quinta-feira (21). Procurada por UOL Carros, a Kia afirmou que eles são um pouco menores: R$ 88.900 e R$ 92.900.

De qualquer forma, os preços assustam, principalmente se lembrarmos que em 2011, antes da imposição do Inovar-Auto (atual regime automotivo do governo), o modelo custava a partir de R$ 52.900.

Por que tão caro

A Kia ainda não abre o jogo (a marca afirma que a explicação oficial se dará somente durante o lançamento do carro, programado para o final deste mês), mas revelou a UOL Carros que o novo Soul "será posicionado no segmento dos carros premium e ganhará uma variedade de equipamentos" para justificar os novos valores.

Vale lembrar que a empresa coreana vendeu cerca de 80 mil carros em 2011 e que, desde a regulamentação do novo regime automotivo, seu limite de importação ficou limitado a 4.800 unidades/ano. A empresa não nega que foi necessária uma "equalização" nos preços de seus carros (ou seja, vender menos unidades a preços maiores), tanto que o Picanto, subcompacto de entrada que divide plataforma com o Hyundai HB20, custa atualmente a partir de R$ 42.900.

Neste novo conceito, o Soul, segundo fonte ligada a marca, chegará para disputar mercado com carros premium de imagem, como Mini Cooper e Audi A1, por exemplo.

O que muda

A plataforma do modelo é totalmente nova. Batizado de "New Kia Soul", ele muda em tamanho (2 centímetros mais comprido, 1,5 cm mais largo e 1 cm mais baixo) e levemente no design (que mantém o formato "caixote" da geração anterior), mas mantém o motor 1.6 de 128 cv e 16,5 kgfm de torque (com etanol) e a transmissão automática de seis marchas.

Há também algumas alterações nos revestimentos internos e nas suspensões, admitem alguns revendedores. Embora alguns lojistas afirmem que ainda não possuem os catálogos oficiais (com a lista de equipamentos do carro), foi possível descobrir que ar-condicionado digital, direção elétrica, "piloto automático" (controlador/limitador eletrônico de velocidade), rodas de liga leve aro 18 e uma tela tátil digital colorida estão inclusos. Freios ABS, faróis e lanternas em LED e oito airbags fazem parte do pacote de segurança.

O novo Soul ainda terá uma infinidade de combinações de cores (o teto pode ser de outra cor). As pré-reservas podem ser feitas mediante a um pagamento de 10% a 12% do valor total do veículo.

Fonte : UOL Carros





 

Data: 22/8/2014

Funcionários enfrentam demissões em indústrias de autopeças em Minas Gerais
Indústrias de autopeças em Itajubá (MG) e Guaranésia (MG) têm passado por um período de crise. Os trabalhadores estão inseguros com a situação, já que algumas demissões deverão ocorrer até o final deste ano.

Segundo o sindicato dos metalúrgicos, a fábrica PKC, em Itajubá, deve demitir cerca de 500 trabalhadores até o final do ano. A empresa foi comprada em 2009 por uma multinacional finlandesa para fabricar chicotes, nome dado a um componente da parte elétrica dos automóveis. O coordenador do sindicato, José Carlos dos Santos, afirma que, no início deste ano, outros 200 trabalhadores foram demitidos. Ele se reuniu com a administração do grupo, que confirmou o final das atividades.

“O sindicato questionou o porquê do fechamento e a empresa alegou que a demanda produtiva dela não está satisfatória no ramo de fabricação de cabos elétricos para veículos leves. Na verdade a empresa não apresentou nenhuma informação satisfatória ao sindicato de crise financeira, até porque ela não entrou com nenhuma demanda judicial”, explica Santos.

Nenhum representante da empresa quis falar sobre o assunto. De acordo com o sindicato, a empresa garantiu que as atividades não serão encerradas antes do prazo, no final de dezembro.

Guaranésia

Em Guaranésia, o setor de autopeças também vive um momento complicado. Por causa de uma queda nas vendas, efeito de uma recessão no mercado nacional, duas fábricas de equipamentos para o mercado de máquinas, que são do mesmo grupo, tiveram que reduzir o número de funcionários. A solução encontrada foi o programa de demissão voluntária.

Uma das fábricas produz cabines para tratores e locomotivas e a outra caçambas e implementos de máquinas para construções. Juntas elas empregavam 850 pessoas. Com o programa de demissões voluntárias, 123 trabalhadores foram dispensados.

Em nota, a IES do Brasil informou que o plano de demissões voluntárias foi para readequar a capacidade produtiva à demanda atual do mercado. Segundo o sindicato dos trabalhadores da categoria, este acordo está previsto em lei e a principal vantagem são os benefícios oferecidos aos que desejam sair espontaneamente.

“Já foram feitas 54 e agora temos uma quantidade de demissões a ser feitas, portanto a gente também está em alerta para ver se vai haver uma continuidade nisto. Se continuar, vamos fazer uma mediação junto ao Ministério Público do Trabalho pedindo para que seja estabelecido um acordo coletivo e aí vamos discutir compensação financeira”, afirma o presidente do sindicato dos trabalhadores metalúrgicos, Ademir Angelino.

Ainda segundo a IES do Brasil, o plano de demissões voluntárias já encerrou em Guaranésia e a empresa não pretende fazer novas demissões.

Fonte : O Globo





 

Data: 22/8/2014

Um em cada quatro jovens já fez “selfie” ao volante, aponta pesquisa
Um em cada quatro jovens europeus já fez um selfie (auto-retrato com smartphone) ao dirigir e metade desse total admite ter usado o aparelho para tirar uma foto. Os dados são de uma pesquisa promovida pela Ford na Europa com o objetivo de saber quais são os hábitos dos motoristas ao utilizar o smartphone. Com isso, a fabricante norte-americana pretende criar novas formas de conexão no veículo, como já faz com o sistema SYNC, que utiliza comandos de voz para fazer e receber chamadas.

A pesquisa da Ford revelou que acidentes de carro são a principal causa de morte de jovens motoristas. Isso levou a marca a criar um programa educativo para esse público.

O estudo com 7.000 jovens, com idade entre 18 e 24 anos, revelou também que um em cada quatro acessou sites de mídias sociais enquanto estava ao volante. Os jovens do sexo masculino foram os mais propensos a ignorar os riscos e quase todos concordaram que essas atividades são perigosas.

Além disso, registros apontam ter havido este ano acidentes com ferimentos e até mortes em que os motoristas relataram ter feito um selfie pouco antes do ocorrido. A postagem dessas fotos nas mídias sociais inclui até hashtags, como a #drivingselfie.

Fonte : UOL Carros