[ 5/2/2016 ]
Brasil quer livre comércio de veículos c...

[ 5/2/2016 ]
Montadoras têm janeiro mais ocioso desde...

[ 5/2/2016 ]
Setor de autopeças prevê mais 8 mil cort...

[ 5/2/2016 ]
Dilma diz que vetou emendas de interesse...

[ 5/2/2016 ]
Venda de veículos importados tem queda d...

[ 5/2/2016 ]
Venda de máquinas segue em forte queda...

[ 5/2/2016 ]
Renovação da frota é boa pra quem?...

[ 5/2/2016 ]
“Brasileiro paga dois carros e leva um”,...

[ 5/2/2016 ]
Novo Jeep nacional terá motor 2.0 flex e...

[ 5/2/2016 ]
Citroën inicia vendas da nova Grand C4 P...

[ 4/2/2016 ]
Programa de proteção ao emprego benefici...

[ 4/2/2016 ]
Empresários pedem suspensão de crédito p...

[ 4/2/2016 ]
Verbas para investimentos em transporte ...

[ 4/2/2016 ]
Produção industrial enfrenta maior queda...

[ 4/2/2016 ]
Lobista não tinha aval para pedir em no...

[ 4/2/2016 ]
Prejuízo da GM triplica na América do Su...

[ 4/2/2016 ]
Mercedes-Benz traz SUVs e se alia à Appl...

[ 4/2/2016 ]
Desde o lançamento, em 2006, Ford Fusion...

[ 4/2/2016 ]
Toyota paga US$ 20 milhões em ação por d...

[ 4/2/2016 ]
Renault inaugura primeira fábrica na Chi...




 

Data: 5/2/2016

Brasil quer livre comércio de veículos com México e Argentina, diz ministro
O Brasil quer livre comércio de veículos e autopeças com o México e a Argentina, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, nesta quinta-feira, em uma guinada ante o protecionismo em vigor. O governo federal quer ampliar o comércio externo como forma de reduzir dificuldades da indústria nacional de veículos, além de aproveitar a vantagem da depreciação do real, que tem tornado produtos brasileiros mais competitivos frente a anos anteriores.

"Nossa indústria automotiva é muito competitiva e vai se beneficiar destes acordos" disse Monteiro em entrevista à Reuters. "O país precisa ir no caminho do livre comércio".

Mais cedo, o presidente da associação de montadoras no Brasil, Anfavea, Luiz Moan, havia comentado que o setor está buscando na renegociação do acordo automotivo com a Argentina, que expira no final de junho, o livre comércio.

Monteiro, que viaja na próxima semana para o México e a Argentina, está sob pressão de montadoras no Brasil que estão enfrentando dificuldades diante da crise econômica no país. Ele afirmou que a prioridade do governo é a renegociação do acordo automotivo com a Argentina e conversas avançadas para expansão do comércio com o México.

O ministro comentou que a liberação do comércio com a Argentina poderá ser gradual.

Uma fonte do governo brasileiro afirmou mais cedo nesta quinta-feira que o novo governo argentino de centro-direita de Mauricio Macri tem sinalizado interesse em ver o livre comércio como parte de seus esforços para recuperação da economia.

A mesma fonte disse que o México tem que limitar importações de carros usados dos EUA antes de liberalizar totalmente o comércio com o Brasil. A importação de carros dos EUA reduz a demanda mexicana por carros brasileiros, afirmou a fonte.

Fonte : O Globo/Reuters





 

Data: 5/2/2016

Montadoras têm janeiro mais ocioso desde 2003
As férias mais longas do que o normal, que se estenderam de dezembro à boa parte de janeiro na maioria das montadoras, fizeram do mês passado o pior janeiro na produção nacional de veículos em 13 anos. O resultado, revelado ontem pela Anfavea, a entidade que representa o setor, confirma que as linhas de montagem seguem em marcha lenta, sem equilibrar, porém, o nível dos estoques, agora suficientes para 49 dias de venda, e não os ideais 30 dias.

Conforme adiantou a própria associação, isso significa que os cortes de produção vão prosseguir por "mais alguns meses". Nesse sentido, novas férias já pararam ou vão parar fábricas da Fiat, da General Motors (GM) e da Ford por três semanas, enquanto diversos fabricantes vão emendar o feriado de Carnaval e suspender a produção durante toda a semana que vem.

No mês passado, as montadoras de veículos, junto com as fábricas de tratores agrícolas, eliminaram mais 379 vagas de trabalho, um número modesto se comparado aos cortes dos meses anteriores, mas que amplia para 30,2 mil o total de postos fechados desde novembro de 2013. Na apresentação do balanço à imprensa, o presidente da Anfavea, Luiz Moan, disse que, apesar da significativa redução de efetivo, a indústria ainda administra um alto excesso de mão de obra, de forma que já chega a 6,3 mil o número de trabalhadores afastados da produção por força de "lay-off" (suspensão temporária de contratos de trabalho).

Outros 35,6 mil estão trabalhando em jornadas reduzidas ¬ em geral, com um dia a menos de produção por semana ¬ devido à adesão ao programa de proteção ao emprego, o PPE. Assim, são 41,9 mil trabalhadores ¬ ou pouco mais de 32% dos 129,4 mil empregados no setor ¬ envolvidos em alguma restrição de atividade.

No total, 145,1 mil veículos ¬ entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus ¬ foram montados no mês passado, 29,3% a menos do que em janeiro de 2015. O volume ficou próximo, com leve alta de 1,6%, à produção de dezembro: 142,8 mil.

Diante de uma das crises mais graves já enfrentadas pela indústria automobilística, Moan disse que, em respeito aos ajustes fiscal, não tem demandado incentivos ao governo. No entanto, voltou a criticar a carga tributária no país ao apresentar um estudo no qual a Anfavea mostra que impostos "mordem" 32,5% do valor de um carro popular. Como exemplo, as contas da associação revelam que, não fossem os tributos ¬ incluindo os impostos embutidos ¬, o preço do Palio Fire, o carro mais barato do país, cairia de R$ 28,4 mil para R$ 19,1 mil.

"Não vamos trocar ideia com o governo sobre redução de carga tributária, o que não me impede de mostrar o peso dos tributos em nossos produtos", afirmou o executivo, antes de criticar a possível volta da CPMF. "O imposto é um instrumento de repasse".

As vendas em janeiro, de 155,3 mil veículos, foram as piores dos últimos nove anos e 38,8% inferiores às de igual período de 2015. Nada, porém, que fizesse a Anfavea alterar prematuramente as previsões que apontam para estabilidade da produção e queda de 7,5% dos emplacamentos.

"Os resultados não ficaram fora do que estava em nosso radar", afirmou Moan, jogando as fichas na tendência de acomodação da queda durante o segundo semestre. A expectativa ainda é de um início de recuperação apenas nos últimos quatro meses do ano.

As exportações de 22,3 mil veículos de janeiro não chegaram à metade das 46,2 mil unidades de dezembro, mas superaram em 37,1% o total do mesmo período do ano passado. Segundo Moan, a Anfavea começou a negociar com sua correlata na Argentina, a Adefa, uma proposta conjunta sobre a renovação do acordo automotivo bilateral. A ideia é apresentá¬la aos governos dos dois países ainda neste mês. O executivo adiantou que a associação brasileira está defendendo nas negociações o livre comércio de automóveis e autopeças entre o Brasil e seu principal parceiro no Mercosul.

Atualmente, o comércio livre de impostos entre os dois países é regulado por um sistema chamado de "flex", em que o Brasil é liberado a exportar sem tributação até 50% a mais do que importa em produtos automotivos dos argentinos.

Fonte : Valor Econômico





 

Data: 5/2/2016

Setor de autopeças prevê mais 8 mil cortes este ano
O setor de autopeças, que demitiu 29,8 mil trabalhadores em 2015, prevê pelo menos mais 8,4 mil cortes neste ano, diante das projeções da continuidade de queda das vendas de veículos.

Hoje o setor emprega 164,9 mil pessoas, o menor contingente em 25 anos, de acordo com dados disponíveis no relatório anual do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

O investimento das empresas do setor, de US$ 622 milhões, foi 55% inferior ao de 2014 e este ano deve ser ainda menor, US$ 575 milhões. O faturamento nominal recuou 17,7%, para R$ 63,2 bilhões e a perspectiva para 2016 é de estabilidade.

Diversas empresas, especialmente de pequeno porte, são as mais afetadas pela crise. Em São Paulo, a Metalúrgica Carte c, uma das 40 mil fabricantes de autopeças do Estado, informa que em quatro anos seu faturamento encolheu pela metade. "Em 2011, eu produzia por mês 170 mil peças; agora, faço no máximo 90 mil", diz o presidente, Valter Kwast. O faturamento da empresa, que produz tubos de alta pressão para motores a diesel e componentes de injeção de combustível para caminhões, ônibus e tratores, hoje é de R$ 3,5 milhões por mês, 50% da receita há quatro anos.

A Cartec demitiu 20 funcionários em janeiro, 10% da sua mão de obra. "No ano passado agente fechou acordo com o sindicato de redução de jornada. Agora, vamos propor trabalhar uma hora mais por dia e dispensar o pessoal cinco horas antes na sexta-feira. A ideia é economizar com uma refeição e reduzir em 5% os gastos com energia".

Para Joseph Couri, presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria, as perspectivas são sombrias para o setor.

"Quando a montadora diz que caiu a produção em quase 30%, o pequeno fabricante de autopeça teve uma redução, na maioria das vezes, maior que isso."

Reposição

O contraponto para o momento, no entanto, fica para as fabricantes voltadas para o mercado de reposição. "Esse é um mercado que tende a reagir bem sempre que há queda de carros novos, aumentando o interesse nos usados", afirma Couri. "O problema é que o comércio, aqui, é cheio de distribuidores pequenos. A empresa tem de se acostumar e se adaptar a vender 10 peças para um, 30 para outro e por aí vai".

Em Guarulhos, o empresário Ancelmo Lopes, que desenvolve linhas para suspensão de automóveis, conta que a procura por seus produtos cresceu cerca de 20% em comparação ao passado. "O dólar mais alto fez com que nosso produto ficasse mais barato que o asiático. A situação melhorou", diz ele, que produziu em janeiro 120 mil peças, ante 80 mil por mês no 1º semestre de 2015.

"Com a situação favorável; investi R$ 1 milhão em uma nova linha", diz Lopes, que acaba de contratar dez funcionários.

Fonte : O Estado de S. Paulo/Cleide Silva e Renato Jakitas





 

Data: 5/2/2016

Dilma diz que vetou emendas de interesse de acusados na Zelotes
A presidente Dilma Rousseff (PT) informou que vetou emendas à Medida Provisória 512 (MP 512, sobre concessões de incentivos fiscais a empresas do setor automotivo) que seriam de interesse de um grupo que atuava em benefício de empresas e está sendo investigado pela Operação Zelotes. Dilma foi questionada pela defesa do advogado Eduardo Valadão e enviou as respostas por escrito.

"Segundo os termos da própria denúncia, durante o prazo constitucional para a sanção do projeto de lei de conversão, ex¬servidora desta Casa Civil teria atuado para impedir o veto de emenda no texto original da citada medida provisória. Todavia, importa destacar que a presidenta Dilma Rousseff, nos termos da mensagem 146 de 19 de maio de 2011 vetou as emendas. Logo, não ha nada a esclarecer para alem dos termos da anexa declaração", informa um dos documentos enviados pelo sub¬chefe para assuntos jurídicos da Casa Civil da Presidência da Republica, Jorge Messias.

A servidora é Lytha Spindola, ré da Zelotes, acusada de atuar no Poder Executivo em favor da quadrilha. Na denúncia, o Ministério Publico Federal (MPF) diz que Lytha recebeu propina por meio contratos fechados com as empresas de seus dois filhos, também réus da Zelotes.

Em outro oficio, Dilma diz não possuir informações que possam auxiliar as investigações da Zelotes, que apura suspeitas de pagamento de propina a servidores públicos para aprovação de MPs que concederam benefícios fiscais a montadoras de automóveis.

Fonte : Valor Econômico/Leticia Casado





 

Data: 5/2/2016

Venda de veículos importados tem queda de 45,3% em janeiro, diz Abeifa
Com a continuação de um cenário desfavorável ao consumo e a valorização do dólar em relação ao real, a venda de veículos importados no Brasil registrou queda de 45,3% em janeiro deste ano ante igual mês do ano passado, informou nesta quinta-feira, 4, a Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores). Ao todo, foram 3.672 unidades vendidas no mês. Na comparação com o volume de dezembro de 2015, houve recuo de 25,3%.

Para o presidente da Abeifa, Marcel Visconde, o resultado mostra que o ano começa da mesma forma como terminou 2015, quando as vendas tiveram queda de 36% sobre o nível de 2014. "Isto sinaliza que o consumidor ainda permanece refratário e aguardando sinais nítidos de que haverá melhora da economia", disse. Em nota, a Abeifa diz ainda que "a taxa de câmbio continua impactando fortemente todas as atividades de importação".

Algumas das associadas da Abeifa, além de importar, também fabricam veículos no Brasil: BMW, Chery e Suzuki. Considerando as vendas de modelos fabricados por estas marcas no País, houve baixa de 56,9% em janeiro deste ano em comparação com dezembro, para apenas 634 unidades.

Fonte : DCI/Agência Estado





 

Data: 5/2/2016

Venda de máquinas segue em forte queda
As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias no mercado brasileiro frustraram as expectativas das companhias que atuam no segmento e voltaram a amargar retração expressiva em janeiro.

Conforme dados divulgados ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas totalizaram 1.570 unidades no mês passado, 53,2% menos que em janeiro de 2015. Mais preocupante que isso, entretanto, foi a redução de 29,4% em relação a dezembro.

"Imaginávamos que conseguiríamos repetir o mês de dezembro", lamentou Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, em encontro com jornalistas em São Paulo. Foi grande a decepção da entidade com as vendas de tratores, que somaram 1.082 unidades em janeiro, 57,9% menos do que no mesmo mês do ano passado.

Segundo Moan, a "questão política" ainda é a principal responsável pela forte queda das vendas de máquinas agrícolas no país. Mas o dirigente também voltou a afirmar que acredita em uma reversão dessa tendência ao longo deste ano.

Sempre de acordo com as informações da Anfavea, foram exportadas a partir do Brasil 328 máquinas agrícolas e rodoviárias no mês passado, 40,6% menos que em janeiro de 2015. A produção nacional, assim, caiu 64,8% na comparação, para 1.623 unidades.

Fonte : Valor Econômico/Luiz Henrique Mendes





 

Data: 5/2/2016

Renovação da frota é boa pra quem?
Sem esperança de obter novos subsídios do governo, que em anos anteriores socorreu o setor com a redução do IPI, e sem confiança na recuperação da economia, os dirigentes do setor automobilístico apostam num programa de renovação da frota para retomar as vendas no mercado interno e recuperar as perdas provocadas nos últimos dois anos (só no ano passado as vendas caíram 26,5% e no primeiro mês desde ano a queda foi de 38% em relação a janeiro do ano passado).

A Anfavea, a associação dos fabricantes, quer que sejam retirados de linha caminhões com mais de 30 anos de uso e carros de passeio com mais de 15. Segundo os fabricantes, a renovação da frota está alicerçada sobre três pilares: a redução de emissões de poluentes, a segurança ao usuário e a eficiência energética.

O assunto é polêmico. É claro que o País tem a ganhar uma frota de carros novos, modernos, equipados com sistemas de segurança e menos poluentes; além disso, a retomada da produção é garantia de emprego na indústria.

Resta saber se um eventual incentivo do governo para a troca do carro velho por um novo será uma boa alternativa para toda a sociedade.

Primeiro porque a maior parte dos carros de entrada, de grande volume de venda, não é, digamos, um exemplo de segurança veicular. Muitos deles só são equipados com itens banais, como airbag e freios ABS, por imposição da lei. O ganho na troca de um carro de entrada novo por um com 15 anos não seria tão grande a ponto de valer a pena tirar de circulação um carro que tem um bom valor de mercado e que, mesmo poluindo e expondo o seu dono a situações inseguras, é fundamental na mobilidade de parte da população que não tem dinheiro para comprar um carro zero (e mesmo um mais novo) e não conta com transporte público.

O jornalista e ambientalista Dal Marcondes, diretor do portal Envolverde, considera importante um programa de renovação da frota de veículos no Brasil, “principalmente de caminhões e de veículos que circulam nos centros urbanos, pois muitos deles estão em péssimas condições e poluindo a atmosfera”, mas acha que não se deve simplesmente tirar de circulação carros com mais de 15 anos e caminhões com mais de 30. Ele sugere um “retrofit”, reforma semelhante às feitas em imóveis antigos: construídos antes da internet, do telefone celular e dos aparelhos eletroeletrônicos modernos, esses imóveis são submetidos a uma reforma de base para serem utilizados pelas novas gerações: todo o sistema de eletricidade é substituído, capacitando a potência e o número de tomadas de força para atender a grande demanda. O mesmo ocorre com o sistema de encanamento, onde passa a ser considerada a captação de água de chuva; a reforma do telhado, com abertura para iluminação natural e eliminação de som e calor, assim como novos revestimentos. Enfim, um imóvel de 50, 60, 70 anos pode ser reformado e atualizado.

“Assim como num apartamento, por que não fazer uma reforma estrutural no carro, renovando os sistemas antipoluição, trocando o carburador pela injeção eletrônica, enfim, modernizando o carro do ponto de vista ambiental, de segurança e de conforto”, questiona.

A Kombi atravessou gerações e se manteve no mercado mesmo depois de várias inovações em emissões, segurança e conforto. E a indústria nunca reclamou do perigo iminente que a Kombi oferecia ao consumidor. A perua só deixou de ser fabricada por imposição da lei, que desde 2014 exige que os carros vendidos no Brasil tenham airbag e freios ABS, equipamentos incompatíveis com a estrutura do veículo.

Um carro com 15 anos de uso, no Brasil, ainda tem muita vida pela frente; muitos estão em bom estado e outros podem ter uma sobrevida longa após ser submetido a uma reforma. Além disso, a maioria tem um bom valor de mercado.

Um Uno 1999 vale entre R$ 7 mil e R$ 8 mil no mercado de usados; um Gol 98 com 111 mil km rodados está sendo anunciado no Webmotors por R$ 8,9 mil. Um Vectra ano 98, com 100 mil km, vale 15 mil. Um Kia Sportage 99 R$ 15,5 mil, um Jeep Grand Cherokee 98 R$ 21 mil e um Audi A4 98 R$ 22 mil. Isso sem contar carros bem mais velhos, como uma Parati 86 por R$ 3,7 mil, um Uno 92 por R$ 4 mil, ou um Chevette 86 por R$ 2.750,00 (todos anunciados no Webmotors).

Esses carros têm um mercado dinâmico e jogam papel relevante na mobilidade da população de baixa renda, que não é atendida por um transporte público de qualidade.

“O problema – considera Dal Marcondes – é que a indústria não se preocupa com a questão ambiental; o que aconteceu recentemente com os carros a diesel da Volkswagen é prova disso. Por isso uma proposta dessas não passa; ele beneficiaria apenas o setor de autopeças, oficinas e serviços. A indústria não ganha”.

Antes de iniciar a renovação da frota seria preciso a criação de um sistema de reciclagem, onde os veículos descartados teriam as partes aproveitadas e portanto voltariam parcialmente ao mercado. Além disso, a venda das peças recicladas tornariam o negócio interessante do ponto de vista financeiro.

Uma renovação da frota seria interessante no ponto de vista da indústria, com o reaquecimento da economia, da manutenção de empregos, mas do ponto de vista ambiental, se feita sem critérios rígidos, seria um desastre.

Fonte : O Mundo em Movimento/Joel Leite





 

Data: 5/2/2016

“Brasileiro paga dois carros e leva um”, diz presidente da Anfavea
O ano de 2016 não começou nada bem para a indústria automotiva brasileira. Mesmo levando em consideração que o mês de janeiro é historicamente fraco em vendas, a marca de 155,3 mil veículos emplacados representa uma queda de 38,8% se comparada ao mesmo período do ano passado. Em coletiva realizada nesta quinta-feira em São Paulo, a Anfavea (associação que reúne as principais fabricantes) divulgou os dados do setor e voltou a criticar a massiva carga de impostos sobre o carro nacional.

Com uma produção de apenas 145,1 mil veículos em janeiro, a indústria voltou a números de 2003. “Estamos regredindo 13 anos”, lamentou Luiz Moan, presidente da entidade. A crise afeta diretamente os trabalhadores das montadoras, cujo um quarto está incluindo em algum tipo de mecanismo para evitar demissões. De acordo com Moan, hoje as montadoras estão com 6,3 mil empregados em lay-off, além de outros 35,6 mil no PPE – Programa de Proteção ao Emprego do governo federal.

Apesar da crise cada vez mais evidente do setor, Moan não vê saídas a curto e médio prazo. Mais uma vez, o executivo citou a elevada carga tributária dos carros brasileiros como um dos fatores das baixas vendas e, claro, da margem mais apertada dos fabricantes. “O brasileiro paga dois carros e leva um”, disse Moan, exemplificando que o carro mais barato do país, o Fiat Palio Fire 2p poderia custar R$ 19.149 se não fossem os impostos (ele custa R$ 28.360).

“Nós somos totalmente favoráveis ao ajuste fiscal, mas sabemos que o governo não discutirá isso neste momento”, desabafou o executivo, sabendo que na verdade a presidente Dilma Rousseff deseja aumentar a receita por meio da volta da CPMF. A Anfavea citou novamente casos de países com carga de impostos bem menores que a brasileira, como a do Japão (5,0%), EUA (7,5%) e Coreia do Sul (10%). Mas mesmo comparado a países que taxam mais, como nossa vizinha Argentina (21%), o Brasil ainda tem números extorsivos: 37,2% em carros até 1.0, 41,2 % em carros entre 1.0 e 2.0 flex, e 43,7% entre 1.0 e 2.0 a gasolina.

Fonte : Carplace/Daniel Messeder





 

Data: 5/2/2016

Novo Jeep nacional terá motor 2.0 flex e 2.0 turbo
Seu nome segue indefinido. “Será novo Compass ou novo Patriot, os dois modelos que ele substitui de uma só vez”, explica uma fonte. Por enquanto, o próximo Jeep a ser feito em Goiana (PE) é chamado de projeto 551. O carro era para ser revelado no Salão de Nova York, que acontece em março. Mas, por decisão da matriz, sua chegada será no segundo semestre. Inclusive, há grande chance da primeira aparição mundial ser no Salão de São Paulo, em novembro.

Diferentemente do que já foi especulado, o novo Jeep não contará com motor Tigershark 2.4. “A versão de entrada será equipada com o motor Tigershark 2.0 aspirado e com tecnologia flex. Já a topo de linha terá o Tigershark 2.0 turbo”, afirma uma fonte.

Segundo ela, a explicação está na alíquota do IPI. Modelos com motor acima de 2 litros a gasolina pagam 25%, ante 13% cobrados para carros com motor entre 1 e 2 litros. Protótipo do Renegade com motor 2.0 Tigershark Flex roda em testes. Ele seria posicionado entre o 1.8 flex e o 2.0 diesel. Mas seu custo inviabilizou que o projeto seguisse adiante.

Fonte : Car and Driver Brasil/Lucas Litivay e João Brigato





 

Data: 5/2/2016

Citroën inicia vendas da nova Grand C4 Picasso
A nova Citroën Grand C4 Picasso chega às lojas da marca no país este mês. Importada da fábrica de Vigo, na Espanha, a minivan para sete pessoas chega em duas versões: Seduction por R$ 120.900 e Intensive por R$ 127.900.

Lançada junto com o irmão C4 Picasso (5 lugares) em outubro do ano passado, a minivan tem como destaques a ousadia de estilo, a lista generosa de itens de série e os equipamentos de segurança. Produzida sob a nova plataforma EMP2, teve o entre-eixos ampliado para 2.840 mm, ou seja, cresceu 110 mm em relação a geração anterior. Além de ampliar o espaço interno, o volume do porta-malas também cresceu 69 litros.

Apesar do parentesco, a nova Grand C4 Picasso tem estilo bem diferente do Citroën C4 Picasso, com o capô e o para-brisa como as únicas peças em comum. No entanto, o conjunto mecânico é o mesmo, ou seja, é impulsionada pelo motor 1.6 THP (com turbo e injeção direta) de 165 cv de potência e torque de 24 kgfm e pelo câmbio automático de seis marcha marchas.

De série, a Grand C4 Picasso Seduction traz direção com assistência elétrica, ar-condicionado automático digital de duas zonas, acendimento automático dos faróis, luzes de neblina, sistema multimídia com tela sensível ao toque de 7 polegadas, HD interno de 16 GB, Bluetooth, entradas USB e auxiliar e comandos no volante, sensor de estacionamento traseiro, para-brisa Zenith, rodas de liga-leve de 17 polegadas, volante revestido em couro, bancos traseiros individuais, reclináveis, dobráveis e com regulagem longitudinal, Pack Criança (cortinas das janelas traseiras e espelho convexo), sensor de chuva, retrovisores elétricos rebatíveis eletricamente com luzes de LED, controle de estabilidade, freios ABS e assistente de partida em rampas, entre outros.

A topo de gama Intensive adiciona sistema de ignição do motor por botão e abertura das portas por aproximação, frisos cromados laterais, câmera de ré, lanternas traseiras em LED com efeito 3D e setas dianteiras em LED.

Para deixar o modelo completo, a Citroën oferece como opcional o teto panorâmico, o Pack Relax (banco do passageiro com apoio de perna e ajuste elétrico, luz de leitura em mesas do tipo avião nos bancos traseiro se bancos dianteiros com função massagem), bancos faróis bi xênon, Park Assist com câmera de visão 360º, porta-malas com abertura elétrica.

Fonte : Carplace