[ 23/4/2014 ]
Proposta indecorosa...

[ 23/4/2014 ]
Reunião em São Paulo vai discutir comérc...

[ 23/4/2014 ]
Montadoras tentam derrubar rastreadores...

[ 23/4/2014 ]
Lenta recuperação da Europa e EUA vira b...

[ 23/4/2014 ]
PSA alcança 1,5 milhão de motores fabric...

[ 23/4/2014 ]
Produção global de aço cresce 2,7% em ma...

[ 23/4/2014 ]
Sindipesa cria divisão de guindastes...

[ 23/4/2014 ]
Mercedes-Benz diz que fábrica em Pequim ...

[ 23/4/2014 ]
Fabricante automotiva chinesa Geely deve...

[ 23/4/2014 ]
Longe do Brasil, Fiat 500L é visto na Ar...

[ 22/4/2014 ]
Montadoras e sindicatos querem usar o se...

[ 22/4/2014 ]
Anfavea: Ministro e secretário vão à Arg...

[ 22/4/2014 ]
Chevrolet S10 atinge a marca de 150 mil ...

[ 22/4/2014 ]
Renault anuncia investimento no País e p...

[ 22/4/2014 ]
Lexus IS 250 tenta tornar marca japonesa...

[ 22/4/2014 ]
Motores três cilindros vieram para ficar...

[ 22/4/2014 ]
É possível economizar até 33% de combust...

[ 22/4/2014 ]
Yuppies chineses aguçam montadoras...

[ 22/4/2014 ]
Volkswagen expande operações na China, d...

[ 22/4/2014 ]
GM investe para chegar a 5 milhões de ca...




 

Data: 23/4/2014

Proposta indecorosa
Acostumados a empurrar seus problemas para o governo, empresários e sindicalistas do setor automobilístico tentam mais uma vez sangrar o setor público para compensar a ineficiência e o baixo poder de competição das empresas. A proposta indecorosa, desta vez, é usar dinheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para pagar durante até dois anos parte do salário de empregados com jornada reduzida. Para justificar o corte das horas de trabalho e a nova proposta, os porta-vozes da indústria e dos sindicatos mencionam a diminuição das exportações, a redução das vendas no mercado interno, a acumulação de estoques e o freio na produção. O esquema de proteção do emprego, argumentam, seria similar ao usado na Alemanha há muitos anos. Mal contada desde o início, essa história desanda de forma irrecuperável quando aparece a desavergonhada referência ao exemplo alemão.

A indústria automobilística instalada no Brasil é uma das mais protegidas do mundo. Cercada por barreiras comerciais, tem sido há muito tempo um dos setores mais favorecidos pelas políticas oficiais. Vendeu sem dificuldade, nos últimos anos, graças a incentivos fiscais ao consumo e a esquemas generosos de financiamento. Acordos com o governo em tempos de crise - ou de risco de crise - têm sido tradicionais. Nenhum outro setor tem recebido tantas facilidades para a manutenção de lucros e a preservação de empregos.

Protegida e cevada pelos favores oficiais, essa indústria tem feito muito menos do que poderia - e deveria - para adotar padrões de qualidade e segurança similares àqueles mantidos em países com economias mais abertas e mais competitivas. Até há pouco tempo as montadoras se opuseram à instalação de airbags e freios ABS em todos os modelos.

Por essas e outras razões, é um despropósito a comparação com a indústria alemã - ou com qualquer outra exposta à concorrência internacional e comprometida com a eficiência e a qualidade. Os dirigentes do setor, no Brasil, há muito se acomodaram na mediocridade de um comércio exterior restrito e desambicioso. As vendas são concentradas na Argentina (80% das exportações de veículos) e em poucos mercados da vizinhança. Ao mesmo tempo, a concorrência internacional no mercado interno é limitada por barreiras muito altas.

Com a economia argentina em crise e o comércio bilateral submetido a regras formuladas na Casa Rosada, as vendas para o segundo maior mercado do Mercosul diminuíram muito. Essa é a principal explicação do encolhimento das exportações, 32,7% menores, de janeiro a março, do que no primeiro trimestre do ano anterior.

A referência ao esquema alemão de socorro às empresas e de manutenção de emprego é quase uma brincadeira infeliz. A indústria alemã é referência global de produtividade e de qualidade. Crise nas montadoras alemãs é normalmente reflexo de problemas sérios em seus principais mercados. Não é consequência de baixo investimento, qualidade insatisfatória e produtividade inferior à dos principais concorrentes.

Nem todos os problemas da indústria brasileira - automobilística ou de outros setores - têm origem nas empresas. O baixo poder de competição da maior parte delas é explicável em boa parte por um mau ambiente de negócios. Os tributos são excessivos e mal concebidos, a burocracia é sufocante, as regras do jogo são incertas, os custos logísticos são absurdos, a mão de obra qualificada é escassa e a interferência governamental é desastrosa. Mas é preciso reconhecer a cumplicidade de parte do setor privado.

Certos empresários batalham muito mais por protecionismo e favores do que por medidas para elevar a produtividade e a competitividade. Acomodam-se, como se acomodaram as montadoras, no comércio medíocre com a Argentina e alguns vizinhos. No caso do setor automobilístico, ninguém se queixou enquanto os incentivos ajudaram a desovar a produção e a manter o emprego. As queixas e a nova proposta indecorosa compõem um roteiro conhecido. E ninguém fica ruborizado ao fazer a comparação com a indústria alemã.

Fonte : O Estado de S. Paulo





 

Data: 23/4/2014

Reunião em São Paulo vai discutir comércio com a Argentina
Representantes dos governos e das montadoras do Brasil e da Argentina vão se reunir na próxima semana, em São Paulo, para discutir uma solução para a retração dos negócios entre os dois países. A decisão foi tomada ontem, em Buenos Aires, durante reunião entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil (Mdic), Mauro Borges, o secretário executivo do Ministério de Fazenda, Paulo Rogério Caffarelli, os ministros argentinos Axel Kicillof (Economia) e Débora Giorgi (Indústria) e o presidente do Banco Central da Argentina, Juan Carlos Fábrega.

O encontro era para discutir a criação de linhas de financiamento para exportadores, além das barreiras alfandegárias do governo da presidente Cristina Kirchner contra produtos brasileiros e queda nas exportações do Brasil para a Argentina. A reunião, no entanto, ocupou apenas uma hora do ministro Borges, que permaneceu em Buenos Aires cinco horas e partiu sem falar com a imprensa.

Na próxima semana, "os dois governos vão equalizar uma proposta para o financiamento de exportações para garantir a liquidez do comércio”, informou, sem dar detalhes, uma fonte do governo brasileiro.

Este foi o terceiro encontro de autoridades dos dois países para discutir o assunto. No primeiro trimestre, as exportações brasileiras de carros para a Argentina retrocederam 32%, segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan.

Na semana passada, Moan se reuniu com a presidente Dilma Roussefff, em Brasília, para discutir o tema e foi informado do encontro de ontem.

Embora não tenha dado detalhes, Kicillof classificou a reunião de ontem como "excelente", enquanto Fábrega que ela "permitiu continuar o trabalho para a próxima na no Brasil".

Há quase um mês, os dois governos assinaram um memorando de entendimento criar instrumentos de financiamento das importações argentinas de automóveis feitos no Brasil. No inicio de março, Borges também se reuniu com os argentinos para negociar maior fluidez do comércio bilateral.

A preocupação do governo brasileiro com a queda das vendas ao mercado do principal sócio na região tem sustentação nos números. No primeiro trimestre, conforme os últimos dados disponíveis, o comércio bilateral recuou 17% em relação ao mesmo período de 2013. Enquanto os embarques argentinos ao Brasil recuaram 21%, as exportações brasileiras aos argentinos caíram 13%, conforme análise da consultoria Abeceb.

Embora a Argentina tenha tido um superávit de US$ 35 milhões em março, no acumulado do primeiro trimestre o superávit é do Brasil, com US$ 262 milhões. No ano passado, no mesmo período, a Argentina teve superávit de US$ 82 milhões.

Novo regime

Outro assunto pendente entre os dois governos é a aprovação do novo regime automotivo. O texto atual foi renovado em 2008 e vence em julho.

O regime atual estabelece um comercio administrado e impede o livre-comércio de veículos entre Brasil e Argentina, na contramão do que estava previsto originalmente pelo Mercosul, que havia determinado o fim das barreiras comerciais entre os países sócios do Mercosul a partir do ano 2000.

As reuniões para definir o novo regime automotivo estavam previstas inicialmente para o segundo semestre de 2012. Mas a agenda atrasou e, apesar do escasso tempo que resta, ainda não foram definidos os parâmetros do novo regime.

Barreiras desde o fim dos anos 90

Os produtos brasileiros enfrentam barreiras no mercado argentino desde o fim dos anos 90, quando os empresários em Buenos Aires alertavam para a hipotética "invasão" ou "avalanche" que iria "destruir" a indústria local. As manobras protecionistas do presidente Carlos Menem (1989-99) intensificaram-se no governo de Fernando De Ia Rua (1999-2001). O ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007), ao mesmo tempo em que pregava a "fraternidade" do Mercosul, deslanchava em 2004 a "guerra das geladeiras", uma série de barreiras a eletrodomésticos brasileiros. A "guerra" foi ampliada para diversos setores, dos têxteis a calçados, passando pelos televisores e incluindo até copos de vidro, toalhas, facas de cozinha, vasos sanitários e baterias de automóveis. Em 2009, com a crise mundial, a presidente Cristina Kirchner intensificou as barreiras por meio de licenças não automáticas cuja liberação ultrapassava o prazo oficial de 6o dias. E em 2011 o então secretário de Comércio Interior, Guillermo Morenc, inaugurou uma nova etapa, com as ordens não escritas que impediam a entrada de produtos brasileiros.

Fonte : O Estado de S. Paulo





 

Data: 23/4/2014

Montadoras tentam derrubar rastreadores
Pressionadas pela imposição de airbags e freios ABS a todos os carros desde o início do ano, além da recomposição do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), as montadoras pretendem sepultar de vez outra ameaça a sua estrutura de custos: a obrigatoriedade da instalação de rastreadores antifurto nos veículos.

O tema será discutido em reunião que a Anfavea, a associação dos fabricantes de veículos, terá hoje, às 18h, no Ministério das Cidades, em Brasília. A posição a ser defendida pela entidade no encontro é que os dispositivos devem ser oferecidos ao consumidor de forma opcional, e não compulsoriamente como pretende o governo em sua política de prevenção ao roubo de carros.

Mais do que o impacto sobre os preços - estimado em, pelo menos, R$ 700 -, a Anfavea considera que a tecnologia de rastreamento ficou obsoleta após uma dezena de alterações no cronograma da lei que já atrasa sua implementação em quase cinco anos. "Essa é uma questão que vem se arrastando há algum tempo e o setor está tendo de carregar o custo de uma tecnologia que está ficando defasada", afirma Luiz Moan, presidente da Anfavea, que participa do encontro desta quarta-feira com o ministro das Cidades, Gilberto Occhi, e o diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Morvam Cotrim Duarte. Além da situação dos dispositivos antifurto, a Anfavea vai propor a criação de um cadastro nacional de proprietários de veículos para facilitar o chamamento deles em campanhas de recall.

Se a proposta de adiamento da instalação compulsória de airbags esbarrou, em dezembro, na reação negativa da opinião pública, a obrigatoriedade dos rastreadores já foi postergada diversas vezes sem qualquer clamor popular. Inicialmente, já com o tempo para adequação das empresas, os dispositivos começariam a ser instalados em agosto de 2009. Porém, o cronograma teve de ser revisto por conta de atrasos na implementação da infraestrutura de telecomunicações do governo, um imbróglio jurídico envolvendo o direito de privacidade e, mais recentemente, a necessidade de testar o funcionamento dos rastreadores com os veículos em movimento.

Nesse período, as montadoras foram sempre resistentes ao programa, mas só agora a Anfavea coloca publicamente a sua oposição à introdução obrigatória desses equipamentos.

Por outro lado, multinacionais de autopeças, como a alemã Continental e a italiana Magneti Marelli, investiram pesado no desenvolvimento de módulos de rastreamento de olho num mercado potencial superior a 5 milhões de veículos, levando-se em conta que a obrigatoriedade dos equipamentos se estende, além dos carros de passeio, para caminhões, ônibus e motocicletas.

Outra empresa disposta a capturar parte dessa demanda, a Ituran, que já presta o serviço de rastreamento a uma frota de 300 mil veículos no país, avalia investimentos na produção local de rastreadores - hoje importados de Israel. A empresa já começou a procurar um lugar para a linha e negocia com potenciais fornecedores. Porém, para sair do papel, o projeto ainda depende de avanços na lei antifurto, o que hoje parece ser bastante incerto. "Não há certeza de que essa lei vai para frente. As chances de ela ser realmente implementada ou não são de 50% para cada lado", afirma o presidente da Ituran, Yaron Littan.

O último cronograma do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prevê o início da instalação dos rastreadores, a começar por 20% da produção de carros, a partir do fim de junho.

Até lá, contudo, será preciso reverter uma decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que derruba essa obrigação. Em novembro, a Corte, de forma unânime, acolheu os argumentos do Ministério Público de que o dispositivo viola o direito de privacidade e intimidade dos proprietários de veículos. Um primeiro recurso apresentado pela União já foi rejeitado pela Justiça.

Fonte : Valor Econômico





 

Data: 23/4/2014

Lenta recuperação da Europa e EUA vira barreira à exportação
A falta de reação mais consistente na demanda da União Europeia e a concentrada pauta de exportação brasileira para os Estados Unidos em itens aeronáuticos devem dificultar a esperada recuperação no embarque de manufaturados ao exterior este ano, como resultado da desvalorização mais acentuada do real frente ao dólar desde o segundo semestre de 2013.

A expectativa era que esses dois mercados - historicamente entre os mais importantes para exportação de manufaturados brasileiros - pudessem neutralizar o impacto da crise argentina na exportação brasileira. No primeiro trimestre, porém, a exportação de manufaturados caiu 8% contra iguais meses de 2013, queda mais acentuada que a média da exportação total, que recuou 2,5%.

Na mesma comparação, o embarque de manufaturados para a União Europeia recuou 6,7% e, para a Argentina, 11,1%. A exportação de manufaturados para os Estados Unidos surpreendeu de forma positiva, com alta de 6,6%, mas sobretudo ancorada em aeronaves e suas partes e peças, o que joga dúvidas sobre a sustentabilidade do crescimento neste mercado.

Nas últimas semanas, a mudança de sentido no câmbio, com a apreciação do real contra o dólar, levou algumas consultorias a revisar o patamar de dólar previsto para o fim do ano e trouxe mais incerteza para as indústrias exportadoras.

"Além de ser uma alta concentrada em poucos itens, é uma exportação que não se sustenta no decorrer do ano", diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), sobre as exportações brasileiras aos Estados Unidos.

Na avaliação das empresas, porém, apesar de não haver demanda robusta para diferentes itens, os Estados Unidos ainda são o mercado externo onde há mais expectativa de crescimento quando comparado com países da Europa.

"Acredito numa recuperação mais rápida dos Estados Unidos do que na Europa", disse Harry Schmelzer Jr., presidente da WEG. "Na Europa, é mais onde todo mundo sofreu. Os negócios não crescem, com exceção da Alemanha."

Schmelzer Jr. faz um comparativo que demonstra algumas diferenças entre as duas regiões. Cita que, nos últimos dois anos, o mercado de motores elétricos nos Estados Unidos caiu, mas a WEG cresceu em volume, ganhando participação de mercado. Em 2013, no entanto, a empresa constatou que o mercado americano de motores elétricos em geral não caiu. "E isso é um bom sinal (para a economia americana)", diz, referindo-se à retomada. "Na Europa, a gente não tem essas informações. As notícias são de muita dificuldade ainda", acrescentou.

Na calçadista Democrata, Anderson Melo, gestor de exportação, explica que no primeiro trimestre o crescimento da exportação ocorreu por expansão de vendas para América Latina, que respondeu por 60% do aumento, Ásia (25%) e, em terceiro lugar, a Europa (15%). O mercado europeu, diz Melo, reage de forma leve e gradativa. "Há melhoras pontuais nas vendas para Espanha e Holanda." Para os Estados Unidos, onde o fornecimento da empresa é para marcas de terceiros, o volume ficou estável.

Na Fundição Tupy, há algum otimismo com o mercado do Nafta, que inclui Estados Unidos, porque os segmentos de automóveis e veículos comerciais vêm apresentando sinais de crescimento, principalmente o mercado de picapes. Mas, segundo o presidente da Tupy, Luiz Tarquínio Sardinha Ferro, há dúvidas em relação ao mercado americano por conta do setor de mineração. "Em 2013, o segmento teve desempenho aquém do esperado e, em função disso, estamos cautelosos."

Em relação à Europa, Tarquínio é um dos poucos empresários que dizem ver alguns sinais positivos. "Apesar de 2013 ter começado bastante difícil, os últimos meses de 2013 passaram a esboçar um cenário de recuperação", afirmou.

Segundo Reinaldo Maykot, vice-presidente de vendas e marketing da Embraco, os Estados Unidos mostraram até agora uma recuperação mais acentuada do que os países da Europa. Maykot diz que o lado positivo é que pelo menos a Europa não está mais em queda.

Para alguns economistas, o cenário para o resto do ano indica continuidade do baixo crescimento nos Estados Unidos e quase nenhuma expansão na Europa. A GO Associados estima 2,5% de crescimento da economia americana este ano. A taxa não é de um "crescimento extraordinário", capaz de indicar elevação de demanda de manufaturados brasileiros, diz o economista Fabio Silveira. "A avaliação é de crescimento lento, já que há dúvida sobre o crescimento sustentado da indústria, da massa salarial e do varejo."

"Em relação à Europa, é preciso comprar um banquinho e sentar", afirma Silveira. A consultoria estima crescimento de 0,6% para a zona do euro, o que é considerado um avanço para uma região que até o ano passado apresentava retração econômica. "Mas entre a melhor situação fiscal dos países e a criação de um maior dinamismo econômico há um longo terreno a percorrer", avalia. No primeiro trimestre, as exportações de manufaturados à União Europeia caíram 6,7% contra iguais meses de 2013.

Para Lia Valls, economista do Ibre-FGV, o crescimento americano precisaria ser muito forte para permitir ao Brasil uma diversificação maior da pauta de exportação aos americanos. Em relação à Argentina, um vizinho considerado sempre imprevisível, e onde houve uma política de restrições de importações, Lia explica que os dados do primeiro trimestre, com queda de 11,1% no valor exportado de manufaturados, confirmam as perspectivas negativas.

Fonte : Valor Econômico





 

Data: 23/4/2014

PSA alcança 1,5 milhão de motores fabricados em Porto Real no Rio de Janeiro
A PSA Peugeot Citroën atingiu 1,5 milhão de motores produzidos em sua Fábrica de Motores na unidade de Porto Real/RJ. A marca foi celebrada com uma unidade do motor EC5 1,6l, que equipa o Novo Citroën C3, o Aircross e o C3 Picasso, além dos Peugeot 208 e 308. Além do EC5, a Fábrica de Motores produz os conjuntos TU3 1,4 litro, TU4 1,5 litro e TU5 1,6 litro. A produção somada das 4 linhas de propulsores resulta em 700 unidades/dia.

Inaugurada em 2002, a Fábrica de Motores foi projetada inicialmente para produzir 50 mil motores por ano, e hoje tem capacidade de produção anual de 280 mil motores. Em 2013, a unidade produziu 190.439 motores para carros da Peugeot e da Citroën. A Fábrica conta com cerca de 400 funcionários, divididos em 2 turnos de trabalho.

“Chegar a 1 milhão e meio de motores é uma marca notável para a produção da Fábrica e diz muito sobre nossa presença no mercado brasileiro e latino-americano. Estamos totalmente focados em atender às necessidades de nossos clientes locais, e vamos continuar prezando pela inovação tecnológica combinada a um desenvolvimento sustentável. O Brasil é, definitivamente, uma peça chave para o contínuo projeto de internacionalização do Grupo PSA”, declarou o Presidente Brasil e América Latina da PSA Peugeot Citroën, Carlos Gomes.

Fonte : O Mecânico on-line





 

Data: 23/4/2014

Produção global de aço cresce 2,7% em março
A produção global de aço bruto cresceu 2,7% em março deste ano na comparação anual, informou a Worldsteel Association. De acordo com a entidade, no mês foram produzidas 141 milhões de toneladas. Com isso, a produção acumulada nos três primeiros meses de 2014 atingiu 405,6 milhões de toneladas, equivalente a um aumento de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

No Brasil, a produção de aço bruto em março totalizou 2,89 milhões de toneladas, alta de 1,5% na comparação anual. Já no acumulado do primeiro trimestre, o volume produzido do metal atingiu 8,23 milhões de toneladas, ligeiro aumento de 0,4% em relação a igual período de 2013.

No mundo, a produção foi mais uma vez puxada pela China, que detém praticamente metade do escoamento global de aço. Em março deste ano, o país asiático produziu 70,3 milhões de toneladas, um aumento de 2,2% na comparação anual.

Crescimento tímido

Assim como no Brasil e na China, a produção de aço bruto no restante do mundo continua tímida. Segundo a Worldsteel, de janeiro a março deste ano a Ásia produziu 274 milhões de toneladas do metal, alta de 2,6% sobre o primeiro trimestre de 2013.

A União Europeia teve um crescimento um pouco maior na mesma base, de 6,7%, para 43,8 milhões de toneladas. Já a América do Norte registrou incremento de apenas 0,8% da produção do metal no primeiro trimestre, para 29,9 milhões de toneladas.

Fonte : DCI/Juliana Estigarríbia





 

Data: 23/4/2014

Sindipesa cria divisão de guindastes
O Sindicato Nacional das Empresas de Transporte e Movimentação de Cargas Pesadas e Excepcionais (Sindipesa) anunciou a criação, neste mês de abril, de uma divisão dedicada a guindastes dentro da entidade.

De acordo com o sindicato, a novidade é resultado de estudos que apontaram fatores que merecem a atenção dos players que atuam no setor. Entre eles estão uma possível regulamentação do Ministério do Trabalho e Emprego a respeito dos requisitos mínimos de segurança operacional, novas regras de circulação de guindastes fixadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), e a exigência de certificações e cursos para operadores e motoristas operadores.

A divisão de guindastes da Sindipesa fica sob a coordenação de Cesar Schmidt, gerente da Divisão de Guindastes Móveis na Liebherr Brasil, e de um comitê formado por representantes não só de locadoras e fabricantes dos equipamentos de todo o país, mas também por empresas de todos os segmentos interessados.

O Sindipesa aponta como ação prioritária para a nova divisão a contratação de um profissional para atuar em Brasília monitorando todas as questões de interesse do setor.

Fonte : Revista Tecnologística





 

Data: 23/4/2014

Mercedes-Benz diz que fábrica em Pequim pode produzir 350 mil veículos ao ano
A Daimler pode expandir a capacidade de produção em sua fábrica em Pequim, na China, para 350 mil veículos por ano, se a demanda dos clientes pedir por isso, afirmou nesta segunda-feira o chefe de produção da Beijing Benz Automotive, Rene Reif.

A Daimler está expandindo sua nova fábrica em Pequim antes de começar a fazer o seu modelo de longa distância entre eixos Mercedes-Benz Classe C, um novo carro feito sob medida para o mercado chinês, como parte de um esforço de expansão global da montadora de luxo.

A fábrica chinesa, que montou 120 mil automóveis Mercedes-Benz em 2013, faz principalmente sedãs Classe E e Classe C atualmente, e irá em breve adicionar o utilitário esportivo compacto GLA à sua linha.

Até o final de 2014, a capacidade de produção em Pequim será de cerca de 140 mil carros, disse o executivo alemão na capital chinesa nesta segunda-feira.

O impulso de expansão na China faz parte de um plano global que envolve a produção do novo Classe C nos Estados Unidos, China e África do Sul, após o início da produção do modelo em Bremen, na Alemanha, este ano.

Fonte : Reuters/David Holmes





 

Data: 23/4/2014

Fabricante automotiva chinesa Geely deve passar a usar marca única
Li Shufu, presidente da Zhejiang Geely Holding Group, afirmou neste sábado que o mercado chinês de automóveis da marca Geely deverá passar usar a tecnologia da marca Volvo como uma nova estratégia para voltar a crescer depois de uma queda acentuada de vendas no primeiro trimestre.

Li, em entrevista ao “The Wall Street Journal”, disse que a Geely "fez alguns desvios e cometeu erros", mas "agora é a hora de consertar nosso rumo. Agora, estamos no caminho certo".

Na sexta-feira, ele disse que estaria acabando com suas três marcas distintas - Emgrand, Gleagle e Englon - em favor de uma única marca Geely. O movimento inverte, essencialmente, uma decisão de 2009 para adotar a abordagem de várias marcas.

Com a abordagem dessas três marcas, a Geely desenvolveu veículos em três categorias diferentes. "Foi além da nossa capacidade de gerenciar um grande portfolio", afirmou Li.

Li disse que a Geely e a Volvo, marca de luxo sueca que ele adquiriu da Ford Motor Co. em 2010, estão trabalhando na construção de uma plataforma comum para o desenvolvimento de carros menores e poderão usar a arquitetura do grande veículo esportivo utilitário da Volvo, o XC90 , como base para outros modelos, incluindo um sedan grande para o mercado chinês.

"Espero que, no futuro, mais produtos baseados na plataforma sejam lançados", disse Li. Ele também disse que a Volvo planeja lançar um S60L (sedan híbrido) construído na China.

Fonte : Valor Econômico





 

Data: 23/4/2014

Longe do Brasil, Fiat 500L é visto na Argentina
A Fiat deixa tudo pronto para lançar o 500L na Argentina no dia 22 de maio. O carro chegará ao país vizinho vindo da Servia. Foi mostrado por lá pela primeira vez no Salão de Buenos Aires, em meados do ano passado. Logo depois foi fotografado pelos espiões do site parceiro Argentina Autoblog em Rosario (Argentina). E logo em seguida foi apresentado em Pinamar. Agora, o carro é visto nas gravações da peça publicitária na capital argentina pelas imagens de Rodrigo Freyre, leitor de Argentina Autoblog. No Brasil, o 500L está descartado.

Apesar de ter linhas inspiradas no Fiat 500, o 500L usa uma plataforma diferente e mede 4.14 metros de comprimento. Terá o mtor 1.4, 16v, de 95 cv, movido a gasolina. Também está confirmado que o 500L virá com seis airbags, freios ABS, controle de estabilidade (ESP), teto panorâmico, porta-malas de 400 litros, tela sensível ao toque de cinco polegadas (com USB, Aux, MP3, Bluetooth, MyCar Fiat) e sistema City Brake Control (radar que ao dirigir a menos de 30 Km /h, o freio é ativado automaticamente detecta uma possível colisão).

O preço oficial ainda não divulgado. Devido às novas regras do mercado automotivo argentino o lançamento comercial do novo Fiat levou mais tempo do que o esperado.

Fonte : Car and Driver Brasil