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Data: 1/9/2014

A megafábrica da Fiat que não para de crescer
Os pilares imponentes ao longo de 504 mil metros lembram a construção de uma ala de shopping center. A nova linha de pintura que está em construção na fábrica da Fiat em Betim (MG) é oito vezes maior que a atual e estratégica para ampliar a capacidade produtiva de 800 mil para 950 mil automóveis por ano. Com esse volume, a fábrica mineira manterá a posição de segunda maior do mundo em capacidade instalada, atrás da russa AvtoVAZ.

Ao mesmo tempo em que investe R$ 7 bilhões numa nova fábrica em Pernambuco, a ser inaugurada no próximo ano, o grupo Fiat aplica R$ 6 bilhões em Betim para modernizar a unidade, inaugurada há 38 anos. Só a nova linha de pintura, que ficará pronta em dois anos, poderá pintar 180 carros por hora, ante 100 a 130 na instalação atual.

A ampliação em Betim coincide com um momento crítico para o setor automobilístico, que deve encerrar o ano com sobra de 1,1 milhão de veículos. As empresas têm capacidade produtiva para 4,5 milhões, mas apenas 3,3 milhões devem deixar. as linhas de montagem, segundo projeções das montadoras.

Esse cenário, no entanto, não altera os planos da Fiat, diz Cledorvino Belini, presidente do grupo Fiat/Chrysler para a América Latina e da Fiat do Brasil. "Estou há 41 anos no setor e j á vi todo tipo de crise, mas nosso investimento é para longo prazo".

A fábrica da Fiat em Betim já é a maior do País em capacidade produtiva. A Volkswagen e a GM só ultrapassam esse volume quando somadas as três fábricas de cada uma delas.

A Fiat também tem a linha de montagem mais complexa ao produzir 16 modelos numa única fábrica, que gera 120 versões de automóveis e comerciais leves (ver quadro). A mais próxima disso é a unidade da General Motors de São Caetano do Sul (SP), com cinco modelos.

O que a Fiat, líder em vendas no País, está fazendo para modernizar a fábrica mineira equivale a quase construir uma nova unidade. A diferença é que a filial pernambucana é o que técnicos chamam de "greenfield" - projeto que começa do zero - e será bem menor, com capacidade para 250 mil veículos ao ano. "A fábrica de Betim passa por uma revolução, e estamos fazendo tudo com ela funcionando normalmente", diz Belini.

Os aportes nas fábricas de Betim e de Goiana (PE) estão incluídos no programa de investimento de R$ 15 bilhões que o grupo fará entre 2013 e 2016. No plano de R$ 7 bilhões para a filial do Nordeste está incluída a construção de galpões e outros suportes para os fornecedores que vão se instalar ao redor da fábrica e de uma pista de testes.

Novos modelos

A reestruturação deixará a fábrica atual mais próxima em modernização à nova unidade pernambucana, onde inicialmente será produzido o utilitário Renegade, da Jeep. "Todas as unidades do grupo seguem em um padrão global", diz Belini. A mudança prepara a fábrica mineira para produzir seis novos modelos nos próximos três anos, alguns inéditos. Um deles será o compacto substituto do Mille - o carro mais barato da marca, que saiu de linha no fim do ano passado.

Além da nova cabine de pintura, a fábrica de Betim recebeu duas linhas de prensas que podem estampar mais de 115 mil peças por dia, ou mais de 40 milhões por ano, dobrando a produtividade em relação às 17 linhas convencionais que já existiam, a maioria desde a inauguração da fábrica, em 1976. "São prensas totalmente automatizadas, de última geração, capazes e operar 16 golpe por minuto, enquanto as mais antigas são para cinco a sete golpes", diz Alfredo Leggero, diretor de manufatura para a região da América Latina da Fiat/Chrysler.

Leggero cita ainda investimentos em automação da funilaria - dos 287 robôs da área, 70 foram adquiridos este ano -, instalação de um transportador aéreo de 5 km de extensão que leva os motores até a linha de montagem, reformas na área de logística e ampliação de projetos de sustentabilidade.

Belini vê a concentração da produção em Minas corno opção correta do grupo italiano, diferente das outras três grandes montadoras, que optaram por mais de uma planta (inclusive com unidades de motores independentes), ou das empresas menores, como Honda e Toyota, que preferem fábricas para 80 a 120 mil veículos/ano.

Para José Roberto Ferro, presidente do Lean Institute Brasil e estudioso do setor, megafábricas são "um pesadelo" para se administrar logística e pessoal e o risco de operar com ociosidade é maior. O ideal, diz ele, é funcionar em dois turnos. "A empresa pode manter custos mais baixos, administrando melhor a ocupação com a produção real."

Belini diz que um dos objetivos é justamente evitar horas extras e trabalho nos fins de semana, o que ocorreu em 2013, quando a fábrica produziu acima da capacidade. Ferro, contudo, avalia que há riscos de a alta ociosidade no setor resultar em aumento de custos, queda de rentabilidade, prejuízos nas operações e queda de investimentos.

Fonte : O Estado de S. Paulo/Cleide Silva





 

Data: 1/9/2014

Chevrolet avança para segunda colocação entre as montadoras que mais financiaram carros em julho
Em julho, a Chevrolet avançou no ranking mensal e anual da Cetip e passou da terceira para a segunda posição, com 86.340 unidades financiadas, entre novos e usados.

No acumulado do ano, foram financiados 567.702 carros da marca, representando uma participação de mercado de 20,5%.

A Fiat se manteve na liderança do ranking de financiamentos geral e de novos em julho, com a venda de 89.516 unidades, entre novas e usadas. No acumulado deste ano, foram financiados 603.548 carros da marca.

Já a Volkswagen foi a terceira colocada, com 82.705 carros vendidos a prazo em julho. O levantamento é da Cetip, que opera o maior banco de dados privado de informações sobre financiamentos de veículos do país, o Sistema Nacional de Gravames (SNG). Os números contemplam os veículos comercializados por crédito direto ao consumidor (CDC), leasing e autofinanciamento (consórcio).

A Fiat também foi a primeira no ranking de financiamento de carros novos, com 34.685 unidades financiadas em julho. Já nos carros usados, a Fiat ultrapassou a Volkswagen no mês passado e foi a marca que mais financiou, com 54.831 unidades comercializadas. No Brasil, foram financiados em julho 418.834 automóveis leves, entre novos e usados. Desse total, 170.206 foram de autos leves novos e 248.628 foram de usados.

Fonte : Investimentos e Notícias





 

Data: 1/9/2014

Ford Caminhões inicia a produção da Nova Série F na fábrica de São Bernardo do Campo
A Ford Caminhões iniciou a produção da Nova Série F na fábrica de São Bernardo do Campo, com a montagem das primeiras unidades dos modelos F-350 e F-4000 destinadas ao mercado. Os novos caminhões começarão a ser entregues a partir de setembro para os clientes que fizeram a reserva durante o programa de pré-venda. O sucesso dessa ação, que foi realizada pela internet e gerou mais de 800 pedidos de compra, dá uma mostra da grande expectativa em torno do relançamento da linha. “Com a Nova Série F começamos mais uma etapa importante para a Ford Caminhões, que hoje vive um novo momento no Brasil”, diz Guy Rodriguez, diretor de Operações da Ford Caminhões para a América do Sul. “Os novos caminhões têm características únicas no mercado e nos permitirão atender novos e antigos clientes, para reforçar a nossa liderança no segmento de leves.”

A fábrica da Ford Caminhões no ABC paulista recebeu investimentos de US$ 70 milhões para a produção da nova linha, que incluíram a aquisição de equipamentos de última geração e novas ferramentas de estamparia, além de novos dispositivos na linha de montagem. Para a sua operação, também foram contratados 200 novos empregados. Robustos e econômicos A Nova Série F é formada por três modelos: o semileve F-350 e os leves F-4000 e F-4000 4x4. Suas novidades incluem o motor Euro V Cummins 2.8, com potência de 150 cv e até 6% mais econômico, transmissão de cinco marchas da Eaton e aprimoramentos de engenharia que aumentam ainda mais a robustez e reduzem os ruídos e vibrações na cabine.

Como itens de segurança e conforto, também vêm equipados de série com freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem (EBD) e ar-condicionado. Uma das linhas de caminhões mais tradicionais do Brasil, a Série F é indicada tanto para uso urbano como rural, em diversas aplicações que exigem robustez, versatilidade, potência e capacidade de carga superior. Tradição e garantia Com a Nova Série F, a Ford Caminhões passa a oferecer caminhões em todos os segmentos do mercado: semileves, leves, médios, pesados e extrapesados.

Os novos caminhões dão sequência a uma história de sucesso de mais de cinco décadas, com forte tradição de robustez, durabilidade e confiança entre os frotistas e transportadores autônomos de todo o País. A Nova Série F conta com garantia de 12 meses para os veículos e 24 meses para motor, câmbio e diferencial, sem limite de quilometragem.

Fonte : Jornal da Manhã





 

Data: 1/9/2014

Marcopolo entra na nova carteira do Ibovespa
As ações da Marcopolo (POMO4) passam a integrar, a partir de hoje, a nova carteira teórica do Ibovespa, válida até janeiro de 2015. Na sexta-feira, data de divulgação da nova composição, que excluiu a mineradora MMX, de Eike Batista e a incorporadora imobiliária Brookfield, os ativos da fabricante gaúcha de ônibus e carrocerias registraram alta de 1,39% e encerraram o pregão cotados a 4,35%.

Depois de encerrar 2013 com perdas de 15,5%, o principal índice acionário do País foi reformulado para afastar as chamadas “más influências” da composição. O foco atual está voltado para o peso das companhias — em um cálculo que prioriza o valor de mercado das empresas sobre o preço da ação multiplicado pelo número de papéis das companhias. Esta é a segunda carteira a considerar as novas regras. É também a primeira vez que a Marcopolo passa a integrar o Ibovespa, se tornando a terceira empresa gaúcha a compor a lista, ao lado de Gerdau e Lojas Renner.

Ao todo, a nova lista conta com 69 ativos de 65 empresas. O Itaú Unibanco continua com o maior peso (9,93%), seguido por Petrobras (8,64%) e Bradesco (7,58%). Os resultados desta inclusão, no entanto, já podem ser constatados desde o dia 1 de agosto, quando a BM&FBovespa divulgou a primeira das três prévias da carteira válida para o próximo quadrimestre. No período inferior a um mês, a POMO4 (Marcopolo PN) registrou valorização de 8,74%, passando de R$ 4,00 a R$ 4,35, no pregão de sexta-feira.

A alta é responsável por diluir uma parcela significativa das perdas do papel que iniciou o ano cotado a R$ 4,98 e chegou acumular baixas de 25,30% no fim de maio, puxada pelo desempenho negativo do setor industrial.

Na ocasião, a ação atingiu o preço mínimo de negociação (R$ 3,72) ao longo de 2014. Agora, a POMO4 reduziu as perdas dos últimos nove meses, mas ainda sofre influencia da queda generalizada nos ativos ligados ao segmento automotivo.

O CFO e diretor de relações com investidores da empresa, José Valiati, comemora a inclusão da empresa no novo Ibovespa. Isso porque a admissão significa a criação de um mercado cativo para as ações junto aos fundos de investimento que utilizam o índice como benchmark. Como os gestores precisam reproduzir os resultados do Ibovespa em seus fundos, a tendência é de novas valorizações.

Para chegar a uma noção exata do aumento da procura, o volume de R$ 19,2 milhões negociado na sexta-feira passada representa o equivalente a média acumulada em quatro dias de pregão. Na divulgação da primeira prévia, em 1 de agosto, os 6,2 milhões de títulos movimentados, já superavam em cerca de 138% os o volume de R$ 2,6 milhões registrado no dia anterior, 31 de julho. “Integrar o índice é sempre algo positivo. Muitos fundos de investimento têm como meta seguir o índice. Isso significa um aumento no volume de negociações das ações da empresa. Já integramos o IBR-X e algumas políticas de investimento atrelam o Benchmark ao Ibovespa. Estar neste índice significa que muitos investidores terão de adequar suas carteiras e, por isso, incluirão as ações daMarcopolo em seus portfólios”, comenta.

Fonte : Jornal do Comércio - RS





 

Data: 1/9/2014

Vendas de pneus agrícolas caem 7,4% em 2014
De janeiro a julho deste ano as vendas de pneus agrícolas pelos fabricantes instalados no país atingiram 520,75 mil unidades ante 562,59 mil no mesmo período de 2013, o que representa uma queda de 7,4% para o setor, segundo a ANIP Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos, entidade líder do Sistema ANIP, que inclui também a Associação Reciclanip e o SINPEC, Sindicato da Indústria de Pneumáticos, Câmaras de Ar e Camelback. Já a produção se manteve num crescimento próximo à zero no mesmo período: 532 mil unidades para 535 mil unidades – um aumento de 0,6%.

“A queda do dinamismo no setor reflete a soma da redução na produção de máquinas agrícolas e o crescimento de 30,2% nas importações oriundas da China, que atingiu 146.900 unidades (ante 112.854 de janeiro a julho de 2013), representando 59,2% da importação total deste tipo de pneus”, explica o presidente executivo da ANIP, Alberto Mayer. Ele acrescenta que o volume importado de pneus agrícolas atingiu 34,8% do mercado de reposição, impactando fortemente este segmento. “Os estoques nos fabricantes deste tipo de pneu é hoje, em média, o dobro do normal, com crescimento de 100% sobre a mesma época do ano passado. Além disso, tivemos informação de que parte dos pneus importados como agrícolas seriam, na verdade, pneus OTR, que entrariam com classificação aduaneira trocada para terem vantagem fiscal (IPI 2% ao invés de 15%)”, comenta o presidente da ANIP.

Vendas de pneus agrícolas dos fabricantes instalados no país por canal (comparando janeiro a julho de 2013 e 2014):

Montadoras: - 18,2 (de 332 mil para 272 mil unidades)
Reposição: +5,1% (165 para 173 mil unidades)
Exportação: + 15,9% (64,25 para 74,40 mil unidades)

Fonte : Investimentos e Notícias





 

Data: 1/9/2014

Investimento e indústria afundam e Brasil entra em recessão
Com investimentos e indústria em baixa, a economia encolheu no 2º trimestre, e as projeções agora apontam para crescimento perto de zero em 2014. O Produto Interno Bruto (PIB, renda total gerada no País) recuou 0,6% de abril a junho, na comparação com o 1º trimestre, revelou ontem o IBGE.

O instituto também revisou para baixo o resultado do 1º trimestre, de uma alta de 0,2% para um recuo de 0,2%. Com isso, o País teve dois trimestres seguidos negativos, o que caracteriza uma “recessão técnica”. Para alguns especialistas, o termo recessão, embora esteja correto, é exagerado. E talvez fosse melhor falar em estagnação. Seja qual for a qualificação, o resultado piorou as expectativas para os desempenhos de 2014 e 2015 e entrou firme no debate eleitoral.

Após a divulgação do PIB, houve uma onda de revisões de projeções para o resultado do ano. Uma pesquisa feita à tarde pela Agência Estado mostra que a aposta média do mercado agora é de uma alta de 0,35% do PIB em 2014, menor resultado desde 2009, auge da crise global. Já há quem fale que a economia pode chegar ao fim do ano no zero a zero, com o mesmo tamanho do PIB de 2013. Se o resultado de 0,35% for confirmado, a média de crescimento do governo Dilma Rousseff ficaria em 1,6%, a pior desde o governo Fernando Collor (1990-1992).

A oposição atacou o governo. Aécio Neves (PSDB) criticou duramente o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmando que o modelo do governo petista fracassou. Marina Silva (PSB) afirmou que o País atravessa um momento grave, “em que há falta de confiança e de credibilidade”.

Dilma classificou como “momentânea” a retração e disse esperar uma “grande recuperação” no segundo semestre. Assim como Mantega, ela atribuiu o resultado ao excesso de feriados, por causa da Copa do Mundo, e à influência da economia internacional.

Quando se analisa em detalhes o resultado, pode-se observar um abatimento generalizado na economia. Os investimentos tiveram as maiores quedas desde a crise de 2008. O consumo das famílias teve o 43º trimestre seguido de alta, mas com redução no ritmo, de 2,2% no 1º trimestre para 1,2% no 2º. O PIB industrial recuou 3,4% em relação ao 2º trimestre de 2013, pior queda desde 2009.O PIB de serviços desacelerou para alta de 0,2%, menor avanço desde 2003.

A economia teve outra má notícia ontem, com a divulgação do desempenho ruim das contas públicas, o que eleva o risco de um rebaixamento da notado Brasil pelas agências de classificação de crédito. Em relatório, a agência Fitch afirmou que o governo terá desafios importantes após as eleições.

Fonte : O Estado de S. Paulo





 

Data: 1/9/2014

Para Mantega, não dá para falar que Brasil está em recessão
Assim como tem repetido nas últimas semanas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, manteve nesta sexta-feira a avaliação de que a economia brasileira não está em recessão.

Respondendo a questionamento de jornalistas após seus comentários sobre o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), no escritório do Ministério da Fazenda em São Paulo, ele afirmou que a recessão é uma parada “prolongada” da atividade, como a que aconteceu com os países europeus, e que os parâmetros que consideram resultados negativos por dois trimestres consecutivos não são consenso entre os economistas.

“Aqui estamos falando de um trimestre, no máximo dois”, observou Mantega. Além disso, argumentou o ministro, o resultado do primeiro trimestre foi influenciado estatisticamente pelo do segundo. “Não se deve falar em recessão.”

Pelos dados do IBGE, a economia brasileira cedeu 0,6% no segundo trimestre, depois de um recuo de 0,2% nos três primeiros meses do ano (dado revisado).

Mantega disse que a economia está em movimento e ressaltou que a taxa de desemprego se mantém baixa, com renda ainda em crescimento. “Recessão é quando se tem desemprego aumentando e renda caindo. Aqui é o contrário. Para o trabalhador, é como se não houvesse crise internacional”, sustentou.

Questionado sobre as demissões vistas nos últimos meses na indústria e, mais especificamente, sobre o caso da General Motors (GM), que anunciou na semana passada que colocaria 930 funcionários em layoff, ele afirmou que este é um caso isolado e que a montadora está resolvendo um problema específico em sua fábrica de São José dos Campos que parou de produzir um modelo de automóvel no ano passado. “Layoff não é demissão”, ponderou.

A liberação dos compulsórios pelo Banco Central (BC), para Mantega, vai injetar mais crédito para o consumo, que esteve “limitado” neste ano. A política monetária foi, até então, rígida para combater a inflação. Com o alívio dos preços, especialmente dos alimentos, o crédito deve voltar “moderadamente” à economia e as vendas de bens duráveis e automóveis irão aumentar. O ministro ainda considera que a inadimplência controlada e o aumento da massa salarial vão estimular o consumo no segundo semestre.

Mantega admitiu que haverá uma revisão da projeção do Ministério da Fazenda para o desempenho do PIB em 2014, que atualmente é de 1,8% de crescimento. "Com esse resultado [negativo em 0,6% no segundo trimestre], não será possível alcançar esse crescimento", afirmou, acrescentando que ainda não há a nova previsão.

Segundo ele, a reavaliação das perspectivas para o ano levará em conta não apenas o desempenho negativo registrado, mas também o que "está acontecendo" agora e que sugere possibilidade de recuperação. A revisão será feita no relatório de reprogramação orçamentária de setembro.

Questionado sobre projeções do mercado financeiro, que apontam para um crescimento abaixo de 1% no ano, Mantega disse que "cada um faz a projeção que quiser". Ele reiterou que há sinais de recuperação do mercado interno por causa das medidas de flexibilização do crédito.

Fonte : Valor Econômico/Camilla Veras Mota e Lucinda Pinto





 

Data: 1/9/2014

Hatches, minivans e sedãs disputam nicho de modelos vendidos a R$ 50 mil
Os carros mais baratos à venda no Brasil têm motor 1.0 e preço pouco inferior a R$ 30 mil. Se bem equipados, seus valores beiram os R$ 40 mil. São compactos em sua maioria, sem muitos luxos.

Quando a faixa de preço sobe mais R$ 10 mil, um universo de opções se abre. Antes limitado a opções de desempenho tímido e a poucas variações de carroceria, o consumidor passa a enxergar sedãs médios, minivans e hatches sofisticados no horizonte.

É como um novo segmento, que pode ser identificado como intermediário. Há até um preço "cabalístico": R$ 49,9 mil. É a forma escolhida por algumas marcas para não assustar os compradores que não desejam gastar mais de R$ 50 mil.

Se a expectativa limita-se a ter todos os principais itens de conforto casados a um desempenho honesto, esse é o preço a pagar. Resta escolher qual será o formato do automóvel, e sobram opções. Todos os tipos de carroceria estão contemplados nessa fatia do mercado.

Para tentar ajudar na escolha, o teste Folha-Mauá reúne cinco opções diferentes nessa faixa de preço. Há desde compactos moderninhos, como versões bem equipadas do Peugeot 208, até sedãs que impressionam pelo porte, caso do chinês Geely EC7.

A abundância de opções mostra o quanto a concorrência fez bem ao mercado nacional, que até o início da década de 1990 era limitado a quatro grandes marcas e complementado por carros de nicho.
Completo de fábrica

A exigência por equipamentos também cresceu. No fim dos anos 1980, um Ford Del Rey L não trazia direção hidráulica, ar-condicionado ou vidros elétricos. O mesmo ocorria com as versões mais simples do Chevrolet Monza.

Para o consumidor de hoje, é impensável girar a manivela para fechar a janela de um Toyota Corolla ou passar calor a bordo de um Citroën C4 Lounge. O que antes era luxo, agora é item básico.

Os carros avaliados seguem essa lógica. Não se pode esperar menos de um modelo que custa R$ 50 mil.

Pelo preço, Fit DX deveria ser mais equipado

Lançado em maio, o novo Honda Fit é o típico representante dos carros intermediários. Sua versão de entrada (DX) custa R$ 49,9 mil e não decepciona aos que estão subindo de segmento. Mas a fabricante japonesa poderia ser mais generosa.

Por exemplo, o som é vendido à parte e há calotas plásticas sobre as rodas de ferro. Para um conjunto de liga leve aro 15 é preciso pular para a versão LX (R$ 54,2 mil).

As compensações aparecem na qualidade construtiva acima da média. As portas se fecham com facilidade, sem fazer estardalhaço ao encontrar o batente.

Dentro da cabine, o que se vê são peças bem encaixadas e agradáveis ao toque, com luzes alaranjadas no quadro de instrumentos.

Homens e mulheres

A direção com assistência elétrica e o pedal de embreagem macio ajudam a explicar o sucesso do Fit entre as mulheres. Já a campanha de lançamento, em que um barbudo sonha com o carro, mostra o empenho da Honda em fazer seu compacto conquistar mais homens.

Na pista, os números de aceleração e consumo foram convincentes. Esse hatch com ares de minivan só ficou atrás do HB20S em desempenho e, com gasolina, foi o mais econômico em trechos rodoviários.

Mas nem tudo é silêncio na estrada. A paz é perturbada por um ruído de vento um tanto elevado. Um pouco mais de isolamento acústico seria bem-vindo, ainda mais em sua faixa de preço.
Desejos

Além do Fit e dos demais carros destacados no teste, há muitas outras opções com preço próximo a R$ 50 mil.

O que as difere, basicamente, é o nível de itens de série e o posicionamento do produto.

O Fit, por exemplo, está em um patamar acima do hatch Onix. Porém, pagando R$ 48,4 mil, é possível comprar o compacto Chevrolet equipado com câmbio automático e outros itens ausentes na versão DX do Honda.

Ou seja: a versão mais simples de um produto de segmento superior esbarra no preço de concorrentes completos do andar imediatamente abaixo. O valor de R$ 50 mil é um desses pontos de contato.

Geely EC7 - R$ 49,9 mil

Espaçoso, oferece tratamento VIP aos ocupantes do banco traseiro, mas o mesmo não ocorre com o motorista. Por mais que se tente, a posição de dirigir ideal não é atingida. Talvez uma simples regulagem de profundidade do volante resolvesse o problema.

Hyundai HB20S Comfort Plus - R$ 50,1 mil

O sedã HB20S testado foi o único a conseguir acelerar do zero aos 100 km/h em menos de 10 segundos. Isso representa agilidade no uso diário, aliada à comodidade do câmbio automático.

Mas há um conflito de interesses: o porta-malas serve bem a uma família em viagem de férias, mas o espaço para quem vai atrás é acanhado.

A versão Comfort Plus traz os principais itens de conforto, mas é o único desse teste sem retrovisores com ajuste elétrico.

Chevrolet Spin LT - R$ 50.594

Se um porta-malas com capacidade para 710 litros de bagagem não for motivo suficiente para impressionar uma família, a minivan Spin oferece outros atributos, como um sistema de som competente de série e forrações com toque aveludado.

Porém, sua racionalidade em corpo e alma -ou motor- espanta quem deseja um carro com mais status. E, com R$ 50 mil, dá para comprar um modelo mais atraente.

Peugeot 208 Active Pack

O 208 Active Pack automático tem preço pouco acima dos R$ 50 mil, mas, além do câmbio, a tela sensível ao toque com GPS incorporado e a excelente posição de dirigir justificam o investimento extra.

Pena que as quatro marchas aproveitem pouco o motor de 122 cv. O hatch ficou para trás nas provas de desempenho, perdendo até para a minivan Spin.

O porta-malas é pequeno, mas o espaço no banco traseiro é bom, com cinto de três pontos para todos os ocupantes.

Fonte : Folha de S. Paulo





 

Data: 1/9/2014

Apoio de investidores validará fusão entre Fiat e Chrysler
A Fiat sinalizou que a fusão com a filial norte-americana Chrysler está a caminho, já que acionistas escolheram não exercer opção que inviabilizaria o plano. O negócio falharia se a montadora tiver que pagar mais de 500 milhões de euros (658 milhões de dólares) aos investidores que decidirem vender suas ações, exercendo um direito legal desencadeado pela decisão da montadora de mudar suas sedes para fora da Itália. A Fiat disse que estava terminando uma contagem de ações às quais os direitos de saída foram validamente exercidos. Mas, já poderia dizer que o limite de 500 milhões de euros não seria excedido. A contagem final sai em 4 de setembro.

Fonte : DCI





 

Data: 29/8/2014

Chery inaugura fábrica em Jacareí
A primeira fábrica de carros chineses no Brasil foi oficialmente inaugurada ontem em Jacareí, na região do Vale do Paraíba, em São Paulo. Inicialmente, a Chery pretende produzir 50 mil veículos ao ano, volume que espera triplicar até 2018.

As atuais dificuldades da indústria automotiva brasileira, com vendas até agora 9% inferiores na comparação com o mesmo período do ano passado, não assustam o grupo, que acredita ser "uma crise passageira", segundo afirma o vice-presidente mundial da montadora, Zhou Biren.
O que está ocorrendo agora não é o fim do mundo e acreditamos que o Brasil tem potencial para 4 a 5 milhões de veículos ao ano, só não sabemos ainda quanto tempo vai levar (para atingir esse número)", afirmou Biren.

A Chery iniciou operações no Brasil em 2009 como importadora. Com a decisão de produzir localmente, anunciada em 2009, o grupo está investindo US$ 400 milhões na fábrica de carros, US$ 130 milhões em uma unidade de motores a ser inaugurada no início do próximo ano e outros US$ 22 milhões em um centro de pesquisa e desenvolvimento em local a ser definido. Ao todo, são US$ 552 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão), aporte bancado pela própria Chery, parte com financiamento de bancos chineses.
Três veículos

A linha de montagem ainda está em fase de testes e os primeiros modelos para venda só serão feitos a partir de novembro. Hoje, a linha está parada e algumas alas da fábrica ainda estão sendo concluídas.

O primeiro automóvel nacional da marca será o Celer, em versões hatch e sedã. Hoje, o modelo é importado da China e custa a partir de R$ 32 mil. No segundo trimestre de 2015, começa a ser fabricada a nova versão do subcompacto QQ, atualmente um dos carros mais baratos à venda no País, por R$ 24 mil. Em 2016 será a vez de um utilitário-esportivo, o substituo do Tiggo, hoje trazido do Uruguai por R$ 54 mil.

"Até 2018, quando estaremos produzindo entre 100 e 120 mil carros por ano, esperamos uma participação de 3% do mercado brasileiro", diz Roger Peng, presidente da Chery Brasil. Hoje, a marca detém apenas 0,35% de participação. Desde o início das importações, vendeu cerca de 60 mil veículos no País.
Segundo a Chery, daqui a dois anos o grupo também deve começar a exportar os veículos feitos no Brasil, principalmente para a América do Sul.

Mão de obra

Luis Curi, vice-presidente da Chery Brasil, informa que foram contratados até agora 300 trabalhadores, dos quais 30% são ex-funcionários da General Motors de São José dos Campos. "Infelizmente, a oferta de mão de obra qualificada está abundante (em razão das demissões em outras fábricas), mas para a Chery é um fator positivo contar com essa mão de obra bem treinada." Atualmente, há 70 novas vagas na empresa. Quando estiver operando com sua capacidade, a fábrica poderá empregar cerca de 3 mil pessoas.
Segundo Curi, os primeiros veículos fabricados em Jacareí têm 50% de índice de nacionalização - porcentual que será ampliado gradualmente para atingir 70% em dois anos.

Entre os fornecedores da empresa estão Plascar, Metagal, Pirelli, Bosch, Moura, Tyco, Johnson Controls, Goodyear, Basf, Petronas e HVCC. Além da Acteco, fábrica de motores e transmissões da própria Chery que também se instalou em Jacareí, outras duas empresas chinesas estão vindo para a região.
Também participaram ontem da cerimônia de inauguração o vice-presidente da República, Michel Temer, os ministros Mauro Borges (Desenvolvimento) e Manoel Dias (Trabalho), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito de Jacareí, Hamilton Ribeiro, entre outros.

Fonte : O Estado de S. Paulo/Cleide Silva