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Data: 31/5/2016

Apesar da crise, aumento de exportações faz Renault contratar 550 trabalhadores
O aumento momentâneo de exportações para Argentina, Chile, Colômbia e Peru levou a Renault do Brasil a anunciar, ontem, a contratação de 550 trabalhadores para a fábrica de São José dos Pinhais (PR).

Por enquanto, os contratos são temporários, por seis meses, para atender pedidos de 8 mil unidades dos modelos Sandero, Logan e Duster Oroch. A produção será ampliada de 43 para 60 carros por hora, em dois turnos de trabalho.

Na semana passada, a General Motors também comunicou ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos a abertura de 200 vagas na unidade local para a ampliação da produção da picape S10 voltada às exportações para Argentina e México.

Inicialmente, também são contratos temporários, por período de sete meses. A produção será ampliada de cerca de 4,2 mil para 5,2 mil picapes ao mês, segundo o sindicato.

Desde 2013, A GM fechou 1,8 mil postos de trabalho na fábrica do Vale do Paraíba (SP), hoje com 4,3 mil funcionários.

O anúncio das contratações, que serão efetivadas a partir de amanhã, ocorre num momento em que várias montadoras estudam a redução do quadro de pessoal, boa parte por meio de programas de demissão voluntária (PDV).

Nas duas últimas semanas, Mercedes¬Benz e Volvo, ambas fabricantes de caminhões e ônibus, divulgaram planos de PDV nas fábricas de São Bernardo do Campo (SP) e de Curitiba (PR), alegando excesso de pessoal.

Volkswagen e Ford devem negociar medidas similares com os funcionários nos próximos meses. Só neste ano, as montadoras demitiram 1,4 mil trabalhadores e empregam atualmente 128,4 mil pessoas.

A Renault, que emprega 5,2 mil funcionários no Paraná, dos quais 3,6 mil nas linhas de montagem, é uma das poucas empresas que, nos últimos meses, não adotou medidas de corte de produção, como férias coletivas e lay¬off (suspensão temporária de contratos de trabalho).

Segundo a montadora, as contratações são temporárias, pois resultam do aumento de demanda em alguns mercados e não se sabe ainda se esse movimento será mantido ou não.

Nos últimos dois anos, a Renault manteve exportação de 30 mil veículos para países da América do Sul. A montadora não divulga as previsões para este ano.

Câmbio

Em razão da desvalorização do real frente ao dólar, produtos brasileiros começam a recuperar competitividade no mercado externo. A produção de carros globais também tem ajudado na busca por clientes na região.

De janeiro a abril, as fabricantes de veículos exportaram 136,4 mil veículos, 24,3% a mais que em igual período do ano passado, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O número equivale a 20% da produção total de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no período. No mesmo intervalo, as vendas internas caíram 28%, para 644,2 mil unidades.

Em 2005, ano recorde de exportações de veículos brasileiros – com 724,1 mil unidades completas –, o mercado internacional ficou com 30% da produção brasileira. Incluindo carros desmontados (CKDs), o total exportado chegou a 897,1 mil veículos.

Irã. Há alguns meses, um grupo de montadoras locais negocia contratos com representantes do governo do Irã, que pretende adquirir 192 mil veículos para sua frota.

Segundo a Anfavea, outros países disputam o contrato, que envolve 140 mil automóveis, 35 mil caminhões e 17 mil ônibus. Na América Latina, apenas o Brasil foi procurado pelos iranianos.

Fonte : O Estado de S. Paulo/Cleide Silva





 

Data: 31/5/2016

Brasil excede cota de acordo automotivo
O governo interino de Michel Temer pedirá à Argentina um "waiver" para evitar a aplicação de multas pesadas às montadoras instaladas no Brasil que exportam automóveis para o mercado vizinho. As fabricantes brasileiras têm ultrapassado os atuais limites fixados no acordo automotivo em vigência entre os dois países.

Para cada dólar importado da Argentina em automóveis e autopeças, o Brasil pode embarcar até US$ 1,5 sem a cobrança de tarifas. Essa relação é conhecida no setor como índice "flex" e busca evitar um grande desequilíbrio no comércio bilateral. Tudo o que excede o "flex" está sujeito ao pagamento da alíquota de 35% imposta a fornecedores que não têm acordos com o Mercosul.

Pela primeira vez nos últimos anos, entretanto, o limite foi realmente excedido. Isso tem ocorrido porque a recessão derrubou as vendas de carros no mercado brasileiro ¬ para onde os argentinos destinam cerca de metade de toda a sua produção. Do lado contrário, o real mais fraco e os pátios cheios incentivaram as montadoras no Brasil a desovar seus estoques no país vizinho.

Esses dois movimentos desequilibraram o intercâmbio bilateral: a relação nos quatro primeiros meses do ano estava em quase US$ 1,7 exportado para cada US$ 1 de importação quando se contabiliza apenas o comércio de veículos (automóveis, ônibus e caminhões). E chega a praticamente US$ 2 por US$ 1 quando se somam autopeças, chassis, motores, reboques, pneus e máquinas.

Os valores que excedem o "flex" não geram tarifas imediatas e a cobrança das tarifas às montadoras é feita de modo retroativo ao fim de 12 meses. Entre janeiro e abril, a exportação de carros brasileiros à Argentina aumentou 50% sobre o mesmo período de 2015. Em compensação, a compra de automóveis argentinos pelo Brasil caiu 31%.

Os dois países vinham negociando a renovação do acordo em vigência, que expira no dia 30 de junho. A gestão da presidente afastada Dilma Rousseff pedia o estabelecimento do livre comércio no setor, mas a Casa Rosada temia uma invasão de automóveis brasileiros no mercado local e adotou postura mais cautelosa.

Depois do afastamento de Dilma, as negociações serão retomadas formalmente na próxima semana, com o envio de uma missão técnica a Buenos Aires.

O histórico dos acordos automotivos indica, porém, que as discussões frequentemente requerem conversas em nível ministerial ou até entre os presidentes para driblar impasses. O Brasil continuará insistindo no livre comércio, mas vê o excedente do índice "flex" como um problema muito mais urgente a resolver.

Por isso, já se comenta do lado brasileiro que a renovação do acordo pode até mesmo ter um caráter provisório, enquanto se negociam as bases de um acerto de longo prazo. A única questão que precisa ser tratada imediatamente é uma espécie de perdão (waiver) para o estouro do "flex" nos últimos meses, que tende a se repetir no restante de 2016.

Os dois ministros responsáveis pela negociação devem ter uma oportunidade, daqui a duas semanas, para conversar pessoalmente sobre o assunto. O brasileiro Marcos Pereira (Indústria, Comércio e Serviços) e o argentino Francisco Cabrera (Produção) são presenças aguardadas no encontro latino¬americano do Fórum Econômico Mundial, que ocorrerá em Medellín, nos dias 16 e 17.

Fonte : Valor Econômico/Daniel Rittner





 

Data: 31/5/2016

Queda nas vendas já chega a 27% no acumulado do ano
Em mais um mês de queda vertical nas vendas, as montadoras caminham para terminar maio acumulando menos de um milhão de veículos emplacados desde janeiro, num desempenho negativo que não se via desde 2007.

Entre carros de passeio, utilitários leves, como picapes, caminhões e ônibus, números preliminares mostram que o consumo de veículos no país está caindo 22,4% neste mês, comparativamente ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, a queda dos volumes é de 27%.

Embora tenho um dia útil a mais de venda, os emplacamentos recuam, por enquanto, 6,2% este mês em relação a abril, mostrando que as vendas perderam ainda mais ritmo.

Na média, as concessionárias estão vendendo menos de 8 mil carros a cada dia que abrem as portas. Nessa cadência, o setor tende a fechar maio com menos de 170 mil veículos licenciados. No acumulado do ano, isso significa um volume inferior a 960 mil unidades, o menor número em nove anos. Desde 2007, quando as vendas somaram 883,6 mil veículos nos cinco primeiros meses, não se via quantidade tão baixa.

Na falta de reação do mercado, as montadoras seguem adotando medidas para adequar tanto o ritmo de produção quanto a força de trabalho nas fábricas. Para eliminar um excesso de mão de obra estimado em 2 mil funcionários, a MercedesBenz abre amanhã em sua fábrica no ABC paulista um programa de demissões voluntárias que vai se estender até 8 de julho. Na mesma região, férias de 20 dias estão previstas a partir de segunda¬feira nas linhas das Volkswagen, segundo informações do sindicato, não comentadas pela fabricante.

O incentivo da Mercedes ao desligamento, a depender do tempo de casa do funcionário, chega a R$ 115 mil. Com o fim da jornada de trabalho reduzida devido à não renovação do programa de proteção ao emprego, a unidade, nesta semana, também aumentou para 1,8 mil o total de trabalhadores em licença remunerada, 300 a mais do que os 1,5 mil afastados em fevereiro.

Mas na contramão do ciclo de demissões na indústria automobilística, a Renault contratou 550 funcionários temporários na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná, para atender a encomendas vindas do exterior.

Com contratos válidos por seis meses, esse grupo vai, gradativamente durante o mês que vem, se juntar aos cerca de 5,5 mil trabalhadores já empregados no parque industrial, onde são fabricados o hatch Sandero, o sedã Logan e o utilitário esportivo Duster, além da picape Oroch.

A queda de 26% das vendas da marca no mercado doméstico ¬ conforme números registrados até abril ¬ tem sido compensada pela reação das vendas ao exterior, incluindo a retomada das exportações à Argentina, o que, segundo informações do sindicato dos metalúrgicos da região, fez a Renault convocar algumas jornadas extras de trabalho aos sábados na fábrica paranaense.

A volta das contratações de temporários, conforme a montadora, tem como objetivo atender a pedidos totais de 8 mil veículos dos modelos Sandero, Logan e Duster dos mercados argentino, chileno, colombiano e peruano.

A demanda, classificada como momentânea, aumentará a cadência de produção da fábrica de 43 para 60 carros por hora, no limite da capacidade instalada.

Amparada pelo câmbio mais competitivo e pela retirada de barreiras à entrada de carros na Argentina, principal destino das exportações, a Renault começa a reverter o quadro que há dois anos levou a montadora a encerrar o terceiro turno de produção na unidade. A medida ¬ motivada, sobretudo, pela parada dos embarques ao mercado argentino ¬ foi seguida por programas de incentivo a demissões para ajustar o quadro de operários no local. Dos mais de 63 mil veículos exportados em 2013, os embarques da montadora francesa a partir do Brasil caíram para 34,4 mil e 32,5 mil nos dois últimos anos, respectivamente.

Fonte : Valor Econômico/Eduardo Laguna





 

Data: 31/5/2016

Governo já tem até oito alvos para acordos bilaterais
À caça de acordos bilaterais para dar mais dinamismo ao comércio exterior e inserir o país nas cadeias globais de produção, o chanceler José Serra dispõe de um punhado de alvos imediatos.

São países com quem o governo brasileiro já vinha conversando nos últimos meses sobre a possibilidade de lançar ou intensificar negociações, mas cujas perspectivas ganham nova dimensão com as diretrizes recém¬anunciadas pelo novo ministro.

Fora da América do Sul, região onde produtos brasileiros já gozam de acesso privilegiado, pelo menos seis a oito países ou blocos econômicos estão no radar das equipes diretamente responsáveis no governo pelas negociações de novos acordos bilaterais.

Os resultados mais rápidos podem vir das discussões com o México. Elas não precisam ser tocadas em conjunto pelo Mercosul porque foram iniciadas antes da norma que impede seus sócios de negociar isoladamente. O acordo atual concede descontos mútuos nas tarifas de importação para quase 800 produtos industriais e agrícolas do Brasil. Há consenso para expandir essa lista para cerca de 4,5 mil itens. Busca¬se uma ampliação ainda maior, para até 6 mil produtos, com redução gradual das tarifas em um período máximo de dez anos. O novo tratado, que envolverá maior abertura em serviços e em compras públicas, tem boas chances de ser assinado no segundo semestre.

O Mercosul, no entanto, não é visto como empecilho por funcionários do governo brasileiro acostumados às negociações comerciais. A Argentina tem adotado um discurso de maior liberalização após a posse do presidente Mauricio Macri.

Uruguai e Paraguai, dependentes de mercados externos e com menos setores para proteger, têm uma postura historicamente mais agressiva.

O único complicador apontado pelos brasileiros, em conversas reservadas, é a Venezuela. E a razão passa longe de divergências ideológicas. O país, que exercerá a presidência rotativa do bloco na segunda metade do ano, tem menos estrutura e experiência administrativa para concentrar as atividades negociadoras ¬ isso exige organizar reuniões, compilar textos e liderar discussões entre os sócios do Mercosul.

Dois blocos estão na mira para acordos de livre comércio. Um é o EFTA, formado por quatro países ¬ Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein ¬ que não aderiram à União Europeia. Eles têm uma reunião agendada para a próxima semana, em Montevidéu, a fim de explorar a possibilidade de lançamento de negociações formais. A avaliação brasileira é que existe um caminho livre para avançar. Por ter apenas quatro membros, esse bloco não precisa enfrentar o mesmo exaustivo trâmite de consultas internas que Bruxelas precisa fazer aos 28 integrantes da UE ao discutir ofertas de liberalização para o Mercosul.

No caso da SACU, união aduaneira liderada pela África do Sul, os sul¬americanos já têm um acordo de preferências tarifárias desde 2008. As alíquotas menores só entraram em vigência há dois meses porque o Congresso Nacional, no Brasil, aprovou um texto remetido pelo governo que tinha erros de tradução do inglês para o português e precisou ratificá¬lo novamente para corrigir as falhas constatadas. Agora, os dois lados querem discutir um tratado que não beneficie apenas setores específicos e cubra uma parte "substancial" do comércio.

Outra frente considerada promissora é com o Canadá. Há interesse manifestado pelos canadenses e a indústria brasileira não indicou, em consulta pública realizada pelo Ministério do Desenvolvimento (MDIC) no ano passado, grande quantidade de setores com necessidade de proteção ¬ conhecidas pelas áreas técnicas como "sensibilidades".

O mapeamento de interesses "ofensivos" e "defensivos" feito pelo MDIC ¬ rebatizado como Ministério da Indústria, Comércio e Serviços ¬ com a iniciativa privada abrangia possibilidades de negociações com outros três países: Índia, Tunísia e Líbano.

"Todos oferecem perspectivas promissoras", afirma o ex¬ministro Armando Monteiro. Ele não vê contraposição, mas complementaridade entre os acordos bilaterais e as discussões no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), que considera o foro adequado para buscar redução dos subsídios à agricultura.

Para o embaixador Régis Arslanian, que chefiou a equipe de negociadores do Itamaraty na década passada e hoje é sóciosênior da GO Associados, Serra poderá colher os primeiros resultados em pouco tempo. A ampliação da cobertura de acordos existentes, como SACU e Índia, tende a ser mais rápida. "É uma tarefa que o novo chanceler poderia levar adiante, com resultados, em um período de seis a oito meses".

Para tratados de livre comércio, que eliminam completamente as tarifas de pelo menos 85% a 90% dos produtos, o desafio é maior. Arslanian ressalta que os acordos discutidos atualmente não abrangem só bens e entram na discussão de temas como serviços, compras governamentais, normas técnicas e regras ambientais ou trabalhistas.

Por isso, sem deixar de buscar a abertura para seus produtos agropecuários, o embaixador recomenda que o Brasil não fique refém da agenda agrícola para sentar¬se à mesa de negociações com outros parceiros. "Precisamos demonstrar espírito construtivo e que somos guiados pela flexibilidade", frisa Arslanian.

Monteiro concorda com a visão de que as negociações não passam mais somente pela questão de bens, mas afirma que sua gestão à frente do ministério já havia se pautado por esse princípio. Tanto que foram fechados acordos com os Estados Unidos, que não dependiam do Mercosul, para harmonizar regras e normas técnicas para setores da indústria. Acordos de serviços, de investimentos e compras governamentais foram firmados com países da América do Sul e da África.

Fonte : Valor Econômico/Daniel Rittner





 

Data: 31/5/2016

Crescimento do Brasil deve ocorrer nos próximos trimestres, diz Meirelles
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira, 30, que o crescimento do Brasil deverá voltar a acontecer nos próximos trimestres. Ele ressaltou que o nível de atividade no País passa por um momento de inflexão e seria um erro fixar datas para que isso ocorra. "Temos que focalizar as razões da queda de crescimento, da atividade e da confiança e começar a tomar as medidas macroeconômicas para que o País volte a crescer", disse.

Meirelles ponderou que a situação macroeconômica tem que estar ajustada para liberar as forças produtivas do País. Nesse contexto, os consumidores terão confiança para retornar a comprar produtos, porque quem está empregado terá mais certeza que seu posto de trabalho será preservado e quem está desempregado terá condições melhores para ser contratado. Ele também destacou que nesta conjuntura é preciso que os empresários voltem a ter confiança para investir, empregar mais funcionários e aumentar a produção.

"Para isso a situação macroeconômica do País, principalmente a questão da dívida pública e da inflação, na medida em que isto esteja caminhando na direção correta, vai gerar a restauração da confiança e queda gradual do nível de risco da economia e dos custos de produção", disse Meirelles. O ministro fez os comentários após participar de evento promovido pela Câmara do Comércio França Brasil.

Previdência

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que as propostas de mudança na Previdência ainda estão em discussão e que é natural que os parlamentares sugiram alterações no conteúdo previsto em uma primeira avaliação. Ao comentar matéria publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, na qual congressistas condicionam o apoio às medidas a mudanças nos textos, Meirelles afirmou que isso faz parte da democracia.

"Agora nós entramos em um processo de conversa, de discussão, como deve ser em uma democracia. Isso é absolutamente legítimo e desejável. As medidas têm de ser amadurecidas e tomadas da forma adequada", comentou o ministro. "Há manchete de jornal apontando que líderes partidários querem negociar medidas. Seria surpreendente se fosse diferente", complementou.

Meirelles voltou a defender que o mais importante é garantir que todos tenham segurança de que vão receber suas aposentadorias no devido tempo. Isso significa garantir a solvência da Previdência Social a longo prazo. "Muita gente me pergunta se é possível conversar sobre esse assunto com os congressistas, e é sim. Todos concordam que a vida média de um brasileiro, há algumas décadas, era muito menor do que é hoje. Tenho me encontrado com congressistas que dizem que temos razão, contam casos de pessoas que têm mais tempo de aposentado do que de trabalho", contou.

Segundo ele, o governo ainda não anunciou nada nessa área justamente porque as medidas ainda estão em discussão, tanto que foi criado para isso um grupo de trabalho, que conta com a participação de diversos setores da sociedade, inclusive as centrais sindicais. "Isso vai ser discutido com a sociedade de forma realista, transparente, com calma e tranquilidade. Caso se decida que não podemos mexer na Previdência, será uma decisão da sociedade. Nós estamos levando informações e fazendo propostas", afirmou.

O ministro disse que o governo só apresentou, por enquanto, as primeiras medidas, e que ainda existe uma série ampla de projetos a serem implementados. "Nós continuaremos trabalhando intensamente nos próximos meses e, dependendo da evolução política, nos anos seguintes. Estamos preparando medidas que vão sendo tomadas gradualmente, mas começando pelo fundamento, propondo uma evolução das despesas públicas que seja sustentável para o País."

Busca por superávit

Henrique Meirelles avalia que o avanço da arrecadação e da economia poderão gerar resultados fiscais mais favoráveis que o esperado por analistas atualmente. A avaliação responde a algumas estimativas recentes que, segundo ele, são feitas a partir de hipóteses de trabalho para a evolução fiscal e da atividade nos próximos anos e que apontam que o superávit primário só será restabelecido a partir de 2020.

"Temos que levar em conta venda de ativos, por exemplo, e receitas de concessão, que virão no devido tempo. Tem uma série de coisas que ainda poderão causar reações importantes do lado da arrecadação tributária. Em segundo lugar, a própria recuperação da economia", disse o ministro.

"Dependendo do sucesso dessas votações (no Congresso) e da recuperação da confiança, que estão relativamente seguros de que está já em processo de ocorrer, teremos uma recuperação do nível de emprego, da renda, da arrecadação tributária que pode ser importante", afirmou.

Meirelles ressaltou que o País está num início de processo de recuperação e de reequilíbrio macroeconômico. "É importante que um passo seja dado depois do outro, mas com sucesso. O País precisa ver medidas sendo tomadas e aprovadas e colocadas em funcionamento. É necessário restaurar a confiança", apontou.

Questões fundamentais

O ministro da Fazenda recorreu a metáforas futebolísticas para falar sobre a situação da economia brasileira. Instigado por uma pergunta do ex-ministro do Desenvolvimento Luiz Fernando Furlan sobre a falta de ações de "ataque" do novo governo, Meirelles lembrou que o objetivo final sempre é marcar gols, mas primeiro é preciso parar de tomá-los. A equipe econômica do governo do presidente em exercício, Michel Temer, também não tem margem para erros, na visão de Meirelles, e acredita que a oportunidade do País está em enfrentar as questões consideradas fundamentais para o crescimento.

Meirelles ressaltou que existem, sim, ações de "ataque", como o projeto de mudança na governança das estatais e a flexibilização da obrigatoriedade de participação da Petrobras na exploração do pré-sal, entre outras medidas. Ele lembrou, no entanto, que, com a crise, todo mundo "foi para a defesa". Agora é preciso liberar a economia para que as empresas - assim como os atacantes em um time de futebol - refaçam seus planos de investimento e projeções de crescimento.

O ministro lembrou que a crise é uma oportunidade para que o Brasil resolva problemas que enfrenta há décadas, como aconteceu por exemplo com a superação da hiperinflação. Ele contou que, com poucos dias de governo, teve uma conversa com um grupo de analistas da qual surgiram duas mensagens principais: de que é preciso tomar ações urgentemente e que o governo não tem espaço para errar. "Então nós temos de tomar medidas bem pensadas, que funcionem, porque o longo prazo demora, mas chega. A boa notícia é que existem sinais de recuperação da confiança, há indicadores antecedentes mostrando isso", comentou.

Meirelles disse ainda que é importante que os bancos voltem a emprestar e que também é essencial que os juros estruturais de longo prazo tenham tendência de queda.

Sobre as medidas mais próximas, ele afirmou que a proposta de emenda constitucional (PEC) que cria um limite para os gastos públicos também trará desvinculações importantes, fora do âmbito da Previdência. O ministro apontou ainda que o governo criou um grupo de trabalho cujo foco será a discussão de contrapartidas dos Estados em uma eventual mudança na dívida desses entes com a União.

Corrupção

O ministro da Fazenda afirmou que o País "vive um momento muito importante também na área da ética", com a atuação independente do Poder Judiciário e das investigações sobre denúncias de casos de corrupção. "Estamos olhando o Brasil à frente. É muito importante que o Judiciário no Brasil é independente, o fato de que as investigações existem, pessoas são julgadas. Tudo isso mostra a força das instituições no Brasil", disse.

"Isso aumenta a confiança nas instituições, na medida em que as ações são tomadas e não depende de uma ou outra pessoa individualmente, mas em última análise de que as instituições funcionem bem e cada um cumpra a sua função", destacou. "É o que nos estamos fazendo e outras áreas das instituições brasileiras também estão fazendo. Em resumo: acho que o Brasil sai fortalecido desse processo", analisou Meirelles.

Fonte : Agência Estado





 

Data: 31/5/2016

Chevrolet Onix foi o carro mais financiado até abril
Com 30.879 unidades negociadas, o Chevrolet Onix fechou os quatro primeiros meses deste ano como o carro zero quilômetro mais financiado, de acordo com o levantamento da Cetip. A segunda posição do ranking ficou com o Hyundai HB20 (20.739), seguido do Ford Ka (16.032), Chevrolet Prisma (14.276) e Fiat Palio (12.996).

Levando em consideração apenas o mês de abril, os dois campeões de financiamento continuam sendo o Onix (6.649) e o HB20 (5.242). Na sequência estão Volkswagen Gol (3.971), Ford Ka (3.478) e Chevrolet Prisma (3.462).

Destaque para a picape Fiat Toro que subiu quatro posições no ranking de autos leves novos mais financiados, e foi o 13º mais negociado, somando 1.993 unidades. Já o Palio saiu da nona colocação para a sexta, acumulando 2.671 financiamentos.

Entre as marcas, no mês de abril, a Chevrolet se manteve na liderança (16.004), seguida da Fiat (12.396) e Volkswagen (12.162). Destaque para a Hyundai que subiu uma posição (8.666) e passou a Ford, ocupando agora o quarto lugar.

Fonte : Carsale





 

Data: 31/5/2016

Audi inaugura sua primeira concessionária no Vale do Paraíba
A Audi inaugurou no último mês sua primeira concessionária no Vale do Paraíba, mais exatamente em São José dos Campos (SP). Em um terreno de 1.500 metros quadrados, traz, além de atendimento de pós-vendas, diversos modelos em exposição, incluindo o novo A4, principal lançamento da marca no ano.

“A região sudeste é muito importante no planejamento para crescimento sustentável e de longo prazo da Audi no país”, diz Jörg Hofmann, presidente e CEO da Audi do Brasil. “Com essa revenda no Vale do Paraíba, estamos agora em todos os pontos estratégicos para os negócios da marca.”

A Audi Center São José dos Campos pertence ao Grupo Faberge, que atua na região há 15 anos. A concessionária oferece aos visitantes experiência completa, desde o atendimento por vendedores treinados até o atendimento pós-vendas, que segue o padrão de qualidade internacional da Audi.

“A Audi é uma marca de luxo muito bem posicionada no segmento, com carros de alta tecnologia, esportividade e qualidade. Queremos trazer essa experiência aos consumidores da região”, finaliza Roberto Faberge, diretor do grupo. A concessionária fica na avenida Jorge Zarur, 818, Vila Ema, tel. (12) 3904-2422.

Fonte : Carpress





 

Data: 31/5/2016

Fiat Bravo deve sair de linha em junho
A Fiat aposentará o Bravo em junho. O hatch médio foi lançado no final de 2010 e nunca ocupou posição de destaque entre seus rivais. Em 2015, ele foi reestilizado, mas isso não chegou a reanimar suas vendas, que somaram 2.795 unidades, uma participação de 5,12% do segmento. Nos últimos meses, ele não aparecia sequer entre os 50 modelos mais vendidos, no acumulado deste ano. As informações foram reveladas pelo site "Autos Segredos".

Ainda de acordo com o site, a montadora instalada em Betim estaria se preparando para fazer uma extensa limpa em sua gama, tirando de linha os modelos mais defasados, que já têm mais de dez anos de produção: Palio Fire (que cederia a posição de carro mais barato da marca para o novato Mobi), Siena EL (da geração anterior), a perua Weekend, o monovolume Idea e o furgão Doblò. Os próximos a ir ao paredão seriam Punto e Linea (com nove e oito anos de idade, respectivamente).

No caso de Palio Fire e Siena EL, resta aos interessados correr às autorizadas para comprar as unidades que ainda estão em estoque, já que não é mais possível fazer encomendas desses modelos.

A reportagem de "Autos Segredos" ouviu a Fiat, que negou essas informações e disse que todos os modelos continuam sendo produzidos. De qualquer forma, a gama da marca não consegue esconder o peso dos anos, e é bastante plausível que esses veteranos com mais de dez anos de vida sejam aposentados. A dúvida é com que velocidade ocorrerão tais substituições, já que ainda temos poucas pistas sobre os projetos dos próximos modelos que irão sucedê-los.

Fonte : Jornal do Carro





 

Data: 31/5/2016

Volkswagen oferece versão on-line de manual do proprietário
Cansado de levar o calhamaço que é o manual do proprietário no porta-luvas, o que, além de tudo, significa peso extra? Agora a Volkswagen passa a oferecer versões on-line do manual.

Os arquivos eletrônicos são oferecidos para todo o portfólio da Volkswagen, nacionais e importados, inclusive para as versões de ano-modelo anteriores de cada veículo. Para acessar o manual do proprietário on-line, basta entrar no site www.vw.com.br, acessar a opção “Serviços” e depois “Manuais Volkswagen”.

“A ação proporciona ao cliente consultar os manuais de veículos Volkswagen com muito mais praticidade e mobilidade, visto que também podem ser acessados via smartphone e tablet”, afirma o gerente da área Técnica de Serviços da Volkswagen do Brasil, Claudio Patti.

Fonte : Carpress





 

Data: 31/5/2016

Fazer ou não revisões em concessionárias?
Quem acompanha meu trabalho e lê minhas colunas aqui no Carsale certamente já percebeu que valorizo muito o carro que tem todas as revisões feitas em concessionária - embora eu não desconsidere aqueles que comprovam manutenções em oficinas particulares.

Em ambos os casos, esses carros têm donos cuidadosos, que sabem da importância das manutenções preventivas para a boa vida útil do veículo.

Mas você arriscaria dizer qual das duas opções eu pratico com meus próprios carros? Vou dar minha opinião sobre o que acho desses serviços, e ao final da coluna revelo minha preferência.

Revisões em concessionárias

Vantagens: Somente profissionais qualificados e peças originais entrarão no seu carro. Caso o veículo ainda esteja no prazo de garantia, a revisão dará continuidade a esse benefício. Os carimbos das revisões no Manual do Proprietário valorizam seu carro numa possível negociação de venda.

Desvantagem: O preço do serviço é, em média, mais caro do que em uma oficina particular.

Cuidados: Em alguns casos, os atendentes são comissionados por venda de serviços adicionais, assim como os mecânicos, pela venda de peças. Por isso, não são raros os casos de “empurroterapia” de itens dispensáveis. Vale ficar atento a isso!

Revisões em oficinas particulares

Vantagens: Relacionamento mais estreito com o profissional. Preço do serviço, em média, é menor que o praticado nas concessionárias. Geralmente também há mais flexibilidade no horário de atendimento.

Desvantagens: Nem sempre são usadas peças originais. Nem sempre o profissional tem total conhecimento do carro que está operando. Nem sempre o profissional usa ou tem as ferramentas adequadas para cada tipo de serviço. As revisões não são aceitas pelo fabricante para efeitos de manutenção de garantia veicular.

Cuidados: Certifique-se de deixar seu carro com um mecânico experiente, que realmente saiba o que está fazendo. Peça em fóruns de internet, para proprietários de carros iguais ao seu, indicação de oficinas de confiança. A “empurroterapia” também vigora nesses estabelecimentos — especialmente em centros automotivos. Por isso, claro, opte sempre por profissionais honestos, que só fazem o que é preciso.

Diante desses cenários, confesso que nunca fiz revisão em uma concessionária em qualquer um dos meus carros. O motivo? Principalmente o preço do serviço, algo que sempre me afugentou.

Conheço ótimos profissionais, com muita experiência e conhecimento de mecânica, que fazem um excelente serviço por um valor bem mais atrativo.

A falta dos carimbos no Manual do Proprietário é substituída por notas fiscais de serviço, que eu sempre lembro de arquivar para apresentar a um futuro comprador.

Para quem tem dúvida sobre os trabalhos realizados em cada intervalo de manutenção, recomendo consultar o cronograma no próprio Manual.

Repare que todas as desvantagens - com exceção da garantia do fabricante - de uma oficina particular podem ser facilmente contornadas com a escolha de um bom profissional.

De qualquer forma, a decisão final é sempre sua, naturalmente.

Fonte : Carsale/Felipe Carvalho