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Data: 30/6/2015

Montadoras de carros têm semestre de cinco meses
Ainda sem dar sinais de reação, o mercado de veículos novos chega ao fim do primeiro semestre de 2015 acumulando queda de 20,6% e o pior volume, entre períodos equivalentes, em oito anos. Tanto junho como a primeira metade de 2015 registram os números mais baixos aos respectivos períodos desde 2007.

A diferença em relação ao que foi comercializado no primeiro semestre do ano passado já está perto de 335 mil veículos, ou o equivalente a um bom mês de vendas perdido. Em outras palavras, é como se o setor tivesse um semestre de apenas cinco meses.

As previsões da Anfavea, entidade das montadoras, apontam a um encolhimento de 20,6% do consumo de veículos em 2015 ¬ portanto, em linha com o mostrado até junho. Porém, não faltam analistas que apostem no aprofundamento da crise, estimando queda do mercado ao redor de 25%. Nessa previsão, eles levam em conta o fortalecimento da base comparativa na reta final do ano, já que dezembro de 2014, com 354 mil carros licenciados, foi o terceiro melhor mês dessa indústria na história.

A baixa propensão ao gasto por um consumidor mais endividado e pouco confiante na economia e a seletividade bancária nas liberações de crédito, combinada à retirada de estímulos fiscais que vinham sustentando as vendas de veículos, estão entre os motivos por trás da derrocada do setor.

Dados preliminares coletados até sexta¬feira mostram que, só neste mês, as vendas estão 18,2% abaixo das realizadas em junho do ano passado, quando o movimento nas lojas já tinha sido fortemente prejudicado pelo início da Copa do Mundo no Brasil.

Após mostrar em maio o pior giro do ano, o ritmo diário de vendas caiu ainda mais em junho. Na média, as concessionárias estão vendendo menos de 10 mil carros a cada dia que abrem as portas, 426 unidades a menos do que no mês passado. Apesar disso, por ter um dia útil a mais, junho tende a fechar com resultado próximo dos 212,7 mil veículos emplacados em maio, colocando na conta carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus.

Desde o início do mês, a crise parou totalmente a produção de metade das fábricas por períodos que vão de uma semana a quase junho inteiro. Além de as vendas estarem em queda livre, as montadoras reduzem o ritmo na tentativa de adequar o alto número de veículos encalhados nos pátios das fábricas e das concessionárias.

Por isso, os ajustes, tanto na cadência das linhas de montagem como na mão de obra, vão continuar em julho. Em Catalão, no sul de Goiás, trabalhadores da Mitsubishi ameaçam iniciar amanhã uma greve por tempo indeterminado caso a companhia não desista de demitir mais de 400 funcionários. Contudo, independentemente da realização ou não da greve, a produção na fábrica vai parar a partir de segunda¬feira por conta de férias coletivas de dez dias.
Pelo mesmo motivo, linhas da Fiat, da Hyundai, da Nissan, da Honda e da Scania param nas duas primeiras semanas do mês que vem, com retorno no dia 13.

Segundo o sindicato dos metalúrgicos de Catalão, a Mitsubishi anunciou na sexta¬feira o plano de demitir 403 operários, ou cerca de 15% de seu efetivo na cidade. Só ontem, 40 funcionários foram demitidos, de acordo com o presidente da entidade, Carlos Albino.

Em resposta, a Mitsubishi diz que está "fazendo o máximo possível" para preservar o "maior número de postos de trabalho". Informa ainda que está negociando com o sindicato e que não acredita na concretização da greve. Na tentativa de reduzir o excesso de mão de obra, a empresa abriu programa de demissões voluntárias (PDV) na semana passada, mas apenas 29 trabalhadores aderiram.

Fonte : Valor Econômico/Eduardo Laguna





 

Data: 30/6/2015

Fábrica de máquinas agrícolas reduz produção para evitar demissões
Tentando encontrar soluções para driblar a crise econômica e não sofrer prejuízos, uma fábrica de máquinas e equipamentos agrícolas de Batatais (SP) decidiu diminuir o ritmo da produção e, dessa forma, evitar demissões de funcionários. Com um dia a menos de trabalho, a empresa tenta adequar a fabricação ao baixo índice de vendas.

De acordo com o relatório divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) referente ao mês de maio de 2015, a queda das exportações de maquinário foi de 35% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já as vendas internas reduziram 7% na mesma comparação. No acumulado dos últimos 12 meses, as exportações apresentaram baixa de 11,4%, a receita líquida interna caiu 9,5%, e o número de empregos 4,8%.

Os dados refletem o cenário registrado na 22ª Agrishow, uma das maiores feiras do agronegócio da América Latina, que fechou a edição deste ano com queda de 30% no volume de negócios, em relação à edição de 2014. Foram cerca de R$ 1,9 bilhão em vendas, contra R$ 2,7 bilhões registrados no ano anterior.

Reduções

Diante da crise do setor, uma fábrica do ramo em Batatais reduziu em, pelo menos, 20% o ritmo da produção, restringindo o expediente dos funcionários bem como os dias “úteis” da empresa.

“Nossa intenção foi, com a redução de jornada e, consequentemente, a redução salarial, dar mais tempo para o empregado, ao mesmo tempo em que a empresa também consegue sobreviver um tempo maior nesta situação”, afirmou a diretora de marketing e estratégia Patrícia Morais. Com o corte de tempo de trabalho, os salários ficaram 16,67% menores.

Segundo ela, a decisão foi tomada após negociação com os 810 funcionários, que concordaram com as mudanças pensando também na dificuldade de recolocação no mercado de trabalho, mesmo em outras áreas.

“Desde a área da presidência, conselho, diretoria, todos foram afetados. Nós acreditamos que estamos no mesmo barco e imagino que se todas as empresas conseguissem agir dessa mesma maneira facilitaria a questão da empregabilidade a médio e longo prazo”, afirmou.

Dificuldades

Em certos casos, a queda significativa das vendas internas e exportações refletem a dificuldade enfrentada pelo produtor rural para obter crédito em instituições financeiras e o aumento da taxa de juros, que, em alguns casos, chegou até 11%. Dessa forma, ele não encontra meios de investir na própria produção e deixa de comprar maquinário.

“A minha ideia esse ano é zero investimento. O Brasil passa por uma situação difícil, o nosso setor sucroalcooleiro já vem de cinco, seis anos de crise, preços baixos e custos altos, sempre aumentando, então a gente espera que para o ano que vem a gente tenha melhoras, para voltar investir no nosso negócio”, explicou o produtor rural Roberto Rossetti.

Fonte : Portal G1





 

Data: 30/6/2015

Governo brasileiro defende acordo de livre comércio com os Estados Unidos
A negociação de um acordo de livre comércio com os Estados Unidos é uma “aspiração” do governo brasileiro, ainda que não faça parte da agenda que a presidente Dilma Rousseff iniciou no último sábado ao país, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro. A obtenção de um tratado desse tipo foi uma das principais reivindicações apresentadas à presidente por representantes de 25 empresas brasileiras com investimentos no mercado americano durante reunião em Nova York.

Confirmando a mudança de posição do governo nessa área, Monteiro disse que o Brasil quer se integrar de maneira “mais efetiva” à rede de acordos internacionais. “O canal do comércio exterior é muito importante nesse momento. É uma prioridade irrecusável.”

No primeiro mandato de Dilma, o País ficou à margem do movimento de formação de novos blocos econômicos, dando preferência ao Mercosul. Com o fim do boom das commodities, o esgotamento fiscal e a paralisia da economia doméstica, o governo agora olha para o restante do mundo em busca de novas fontes de crescimento. Dono do maior Produto Interno Bruto (PIB) do mundo e com uma forte demanda por produtos industrializados, os Estados Unidos seriam um candidato natural nesse processo.

Outra demanda do setor privado apresentada ontem (27) à presidente foi um acordo de bitributação com os EUA, que evitaria a duplicação no pagamento de impostos por empresas americanas com investimentos no Brasil e vice-versa.

O interesse em um tratado do tipo aumentou nos últimos anos em razão da expansão da presença de companhias brasileiras nos EUA. “Começar a conversa sobre livre comércio entre Brasil e Estados Unidos e bitributação foram os temas apresentados (à presidente)”, disse Wesley Batista, presidente da JBS, a maior processadora de carnes do mundo, com forte presença no mercado americano. “Isso interessa a todo mundo.”

Facilitação

Segundo o ministro do Desenvolvimento, “enquanto não constrói um acordo amplo” com os EUA, o Brasil dará prioridade a medidas de facilitação do comércio, o que abrange harmonização de regras, redução de barreiras não-tarifárias e padronização de procedimentos alfandegários.

Na estimativa do governo brasileiro, essas mudanças poderiam aumentar em 10% o comércio bilateral, que somou US$ 62 bilhões no ano passado. O valor é bem inferior aos embarques de US$ 534 bilhões entre os Estados Unidos e o México, parceiros no Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).

“O acordo é uma aspiração, é o que se coloca no horizonte”, disse Monteiro, em relação a uma eventual negociação com os Estados Unidos. “Mas não temos ainda essa perspectiva no curto prazo.”

O ministro ressaltou que 75% das vendas brasileiras para o mercado americano são de bens industrializados, com maior valor agregado.

Parceria Transpacífica

Na quinta-feira, Ben Rhodes, do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, disse que o objetivo dos Estados Unidos no comércio internacional é concluir a chamada Parceria Transpacífica. O bloco reúne 12 países do Pacífico, entre os quais Chile, México, Peru e Colômbia. Obama obteve uma importante vitória na semana passada para avançar a negociação, com a aprovação pelo Congresso do fast track.

Esse instrumento permite que o presidente feche o acordo sem o risco de ele ser modificado pelos parlamentares, que só poderão aprová-lo ou rejeitá-lo em bloco.

No segundo dia da visita oficial, a presidente dedicou a manhã de domingo (28) a encontros com pesos-pesados dos setores produtivo e financeiro americanos, em um esforço de resgatar a credibilidade da economia brasileira.

Entre os interlocutores de Dilma estarão o ex-secretário do Tesouro americano Tim Geithner, o conselheiro do Citigroup, William Rhodes, e Larry Flink, da Blackrock, a maior gestora de recursos financeiros do mundo.

Fonte : O Estado de S. Paulo/Cláudia Trevisan, Tânia Monte





 

Data: 30/6/2015

Governo brasileiro defende acordo de livre comércio com os Estados Unidos
A negociação de um acordo de livre comércio com os Estados Unidos é uma “aspiração” do governo brasileiro, ainda que não faça parte da agenda que a presidente Dilma Rousseff iniciou no último sábado ao país, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro. A obtenção de um tratado desse tipo foi uma das principais reivindicações apresentadas à presidente por representantes de 25 empresas brasileiras com investimentos no mercado americano durante reunião em Nova York.

Confirmando a mudança de posição do governo nessa área, Monteiro disse que o Brasil quer se integrar de maneira “mais efetiva” à rede de acordos internacionais. “O canal do comércio exterior é muito importante nesse momento. É uma prioridade irrecusável.”

No primeiro mandato de Dilma, o País ficou à margem do movimento de formação de novos blocos econômicos, dando preferência ao Mercosul. Com o fim do boom das commodities, o esgotamento fiscal e a paralisia da economia doméstica, o governo agora olha para o restante do mundo em busca de novas fontes de crescimento. Dono do maior Produto Interno Bruto (PIB) do mundo e com uma forte demanda por produtos industrializados, os Estados Unidos seriam um candidato natural nesse processo.

Outra demanda do setor privado apresentada ontem (27) à presidente foi um acordo de bitributação com os EUA, que evitaria a duplicação no pagamento de impostos por empresas americanas com investimentos no Brasil e vice-versa.

O interesse em um tratado do tipo aumentou nos últimos anos em razão da expansão da presença de companhias brasileiras nos EUA. “Começar a conversa sobre livre comércio entre Brasil e Estados Unidos e bitributação foram os temas apresentados (à presidente)”, disse Wesley Batista, presidente da JBS, a maior processadora de carnes do mundo, com forte presença no mercado americano. “Isso interessa a todo mundo.”

Facilitação

Segundo o ministro do Desenvolvimento, “enquanto não constrói um acordo amplo” com os EUA, o Brasil dará prioridade a medidas de facilitação do comércio, o que abrange harmonização de regras, redução de barreiras não-tarifárias e padronização de procedimentos alfandegários.

Na estimativa do governo brasileiro, essas mudanças poderiam aumentar em 10% o comércio bilateral, que somou US$ 62 bilhões no ano passado. O valor é bem inferior aos embarques de US$ 534 bilhões entre os Estados Unidos e o México, parceiros no Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).

“O acordo é uma aspiração, é o que se coloca no horizonte”, disse Monteiro, em relação a uma eventual negociação com os Estados Unidos. “Mas não temos ainda essa perspectiva no curto prazo.”

O ministro ressaltou que 75% das vendas brasileiras para o mercado americano são de bens industrializados, com maior valor agregado.

Parceria Transpacífica

Na quinta-feira, Ben Rhodes, do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, disse que o objetivo dos Estados Unidos no comércio internacional é concluir a chamada Parceria Transpacífica. O bloco reúne 12 países do Pacífico, entre os quais Chile, México, Peru e Colômbia. Obama obteve uma importante vitória na semana passada para avançar a negociação, com a aprovação pelo Congresso do fast track.

Esse instrumento permite que o presidente feche o acordo sem o risco de ele ser modificado pelos parlamentares, que só poderão aprová-lo ou rejeitá-lo em bloco.

No segundo dia da visita oficial, a presidente dedicou a manhã de domingo (28) a encontros com pesos-pesados dos setores produtivo e financeiro americanos, em um esforço de resgatar a credibilidade da economia brasileira.

Entre os interlocutores de Dilma estarão o ex-secretário do Tesouro americano Tim Geithner, o conselheiro do Citigroup, William Rhodes, e Larry Flink, da Blackrock, a maior gestora de recursos financeiros do mundo.

Fonte : O Estado de S. Paulo/Cláudia Trevisan, Tânia Monte





 

Data: 30/6/2015

Preços dos combustíveis e desinvestimentos são pontos de incerteza em novo plano da Petrobras
O novo Plano de Negócios e Gestão da Petrobras trouxe premissas realistas e um corte de investimentos em linha com o esperado, mas ainda gera incertezas em relação à política de preços dos combustíveis e também sobre como a companhia irá conseguir vender dezenas de bilhões de dólares em ativos, na avaliação de analistas.

"Algumas coisas são mais fáceis de falar do que fazer, notadamente a paridade de preços e o grande plano de desinvestimento, que pode ser difícil de alcançar se a companhia não aceitar vender o controle de alguns ativos", afirmou o analista do BTG Pactual Antonio Junqueira, em e-mail a clientes.

Dentre as premissas consideradas no planejamento financeiro da Petrobras para o período entre 2015-2019, a empresa destacou como primeiro ponto "preços dos derivados no Brasil com paridade de importação".

"Isso sempre é prometido e, desnecessário ressaltar, não é necessariamente alcançado", frisou Junqueira.

A defasagem de preços é tida como uma das principais causas do alto endividamento da petroleira estatal.

A gasolina estava 8,7% mais barata no Brasil do que no exterior, em 22 de junho, segundo a atualização mais recente do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Na mesma data, o preço do óleo diesel nas refinarias nacionais estava 13,3% acima do preço no Golfo do México.

O estrategista da Guide Investimentos Luis Gustavo Pereira destacou que a empresa tem dado sinais de que os reajustes devem ficar mais em linha com o que é praticado no exterior.

Entretanto, ponderou que a empresa precisa resgatar a confiança do mercado em relação a esse tema.

"Acho que é muito importante monitorar a questão da defasagem. Por enquanto não há sinalização clara por reajustes. É uma das premissas, mas ela precisa ser seguida", afirmou.

O diretor do CBIE, Adriano Pires, destacou que o fato da nova diretoria de ter tido aval para realizar um plano "mais aderente à nossa realidade e à do mercado internacional de petróleo" é uma boa notícia que deve ser bem vista pelo mercado financeiro.

"Precisamos ver se esse mandato vai permitir o aumento do preço da gasolina", disse Pires, para quem um reajuste da gasolina neste ano não é muito provável, já que a inflação já está muito alta.

Desinvestimentos

Já em relação ao plano de desinvestimentos, a empresa afirmou que prevê se desfazer de 15,1 bilhões de dólares em ativos no biênio 2015-2016 e de 42,6 bilhões de dólares no biênio 2017-2018.

Segundo Pires, é preciso analisar como a Petrobras prevê realizar um plano de investimentos tão grande. "O mercado está mais vendedor do que comprador", afirmou Pires.

Para o estrategista da Guide, Luis Gustavo Pereira, os desinvestimentos anunciados nesta segunda vieram em linha com o esforço extra de reestruturação da empresa, mas ele alertou que não podem ser realizados a qualquer custo.

Em e-mail para clientes, o Goldman Sachs também destacou como positivo o anúncio de um valor adicional de venda de ativos.

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira que planeja investir 130,3 bilhões de dólares de 2015 a 2019, uma queda de cerca de 40% em relação ao plano de negócios anterior, prevendo também a venda de dezenas de bilhões de dólares em ativos e uma considerável desaceleração do aumento de sua produção de petróleo no Brasil.

Fonte : Reuters/Marta Nogueira





 

Data: 30/6/2015

Shell lança gasolina de alta octanagem V-Power Racing no Brasil
A Shell anunciou na última sexta-feira (25) o lançamento da nova gasolina de alta octanagem da marca, chamada de Shell V-Power Racing, que será distribuída pela Raízen, licenciada da marca Shell no Brasil. O combustível estará disponível em aproximadamente 200 postos das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

O novo combustível é recomendado para carros que necessitam um combustível de alta octanagem, mas pode ser usado por qualquer veículo movido a gasolina. Dentro do portfólio da marca Shell no Brasil, trata-se do combustível que apresenta o maior desempenho e que foi desenvolvido para ajudar os motores a performar seu máximo potencial.

A Shell V-Power Racing tem octanagem de 91 IAD, sendo formulada com o FMT (Friction Modification Technology) da Shell – tecnologia desenvolvida em parceria com a Scuderia Ferrari. O recurso foi criado para atuar imediatamente no motor reduzindo o atrito em áreas que entram em contato com o combustível, ajudando a recuperar a potência perdida no processo.

Fonte : Carplace





 

Data: 30/6/2015

Operários da Mitsubishi ameaçam parar fábrica em GO contra demissões
Trabalhadores da fábrica da Mitsubishi em Catalão, no sul de Goiás, ameaçam iniciar na quartafeira uma greve por tempo indeterminado contra demissões de mais de 400 funcionários na unidade.

Segundo o sindicato dos metalúrgicos da região, a montadora anunciou em reunião na sexta¬feira o plano de demitir 403 operários, ou cerca de 15% do efetivo empregado em Catalão. Só nesta segunda¬feira, 40 funcionários já foram demitidos, de acordo com o presidente da entidade, Carlos Albino.

Ele afirma que a Mitsubishi rejeitou alternativas para evitar o corte, como reduzir a jornada de trabalho - com corte proporcional dos salários -, conceder férias coletivas de um mês ou suspender temporariamente os contratos de trabalho, ferramenta conhecida como “layoff” e usada por diversas montadoras diante da crise enfrentada pela indústria automobilística.

Em resposta, a Mitsubishi diz que está “fazendo o máximo possível” para preservar o “maior número de postos de trabalho”. A companhia informa ainda que está negociando com o sindicato e que não acredita na concretização da greve.

Na tentativa de reduzir o excesso de mão de obra, a empresa abriu um programa de demissões voluntárias (PDV) na semana passada, oferecendo, além de indenizações, um abono extra de R$ 1 mil como incentivo ao desligamento. Contudo, apenas 29 trabalhadores aderiram ao PDV, segundo o sindicato.

Em assembleia realizada na manhã de hoje, os operários da Mitsubishi aprovaram iniciar a greve na quarta¬feira, caso a fabricante de automóveis não desista das demissões. Independentemente da greve, a produção na fábrica vai parar a partir da próxima segunda¬feira por conta de férias coletivas de dez dias.

As vendas da Mitsubishi caem 22% neste ano, praticamente em linha com a queda de 20% do consumo nacional de carros de passeio e utilitários leves. De janeiro a maio, a marca emplacou 18,5 mil carros, ou 1,7% do mercado total, de acordo com balanço da Fenabrave, a entidade que representa as concessionárias de veículos.

O sindicato dos metalúrgicos de Catalão informa que a montadora já reduziu de 68 mil para 45 mil automóveis a programação para a produção em 2015. Em Goiás, a Mitsubishi produz o sedã Lancer e os utilitários esportivos ASX e Pajero.

Fonte : Valor Econômico/Eduardo Laguna





 

Data: 30/6/2015

Polo do Vale do Aço vive sua maior crise
Um dos mais tradicionais polos de produção de aço do país amarga os efeitos de uma crise tripla. Os problemas recentes do chamado Vale do Aço, em Minas Gerais, começaram quando o grupo do empresário Eike Batista começou a fraquejar. A situação se agravou com a Operação Lava¬Jato, envolvendo a Petrobras, e, em seguida, com o aprofundamento da retração da economia.

Empresas locais vêm cortando empregos e algumas já fecharam as portas. Investimentos foram engavetados, a arrecadação pública caiu e a companhia que sempre foi o motor da região, a Usiminas, põe a população em suspense. O medo é que ela inicie uma temporada de demissões após desligar um de seus fornos na região e ter proposto redução de salário e de jornada para parte da sua mão de obra.

Ipatinga, a "capital" do Vale do Aço, região que abrange quatro municípios no leste de Minas Gerais (ou mais, dependendo do critério), é a que mais sente o golpe.

A história da industrialização de Minas Gerais e do Brasil tem relação com a história da empresa na cidade. A Usiminas foi criada como parte do plano de desenvolvimento do presidente Juscelino Kubitschek. Mas coube a João Goulart, em 1962, ver o início das operações da siderúrgica. Nos anos iniciais, a empresa não fez apenas aço, fez parte da própria cidade. Bairros inteiros, além de escolas, hospital, clubes, praças e outras obras têm assinatura da empresa. A siderúrgica tornou¬se um ímã para uma variedade de empresas do setor metal mecânico, que prosperou junto com ela.

De símbolo de uma época, a Usiminas passou a ser a maior produtora de aço plano da América Latina, um tipo de produto usado por montadoras de automóveis e fabricantes de autopeças e também em obras de infraestrutura.

Só em Ipatinga, ela emprega cerca de 6 mil pessoas. A cadeia da Usiminas é a maior empregadora da cidade. No Brasil, só dela são 20 mil funcionários.

Na vizinha Timóteo, outra importante siderúrgica, a Aperam, maior produtora de aço inox da América Latina, com sede em Luxemburgo, também tenta absorver os efeitos da apatia da economia. A cerca de 70 km de Ipatinga, em João Monlevade, há uma usina de aço da ArcelorMittal.
A crise do setor chegou ao Vale do Aço de uma forma muito particular. Os empresários do setor metal mecânico, além de tradicionalmente atenderem a Usiminas e também a empresas de mineração, haviam diversificado seus clientes. Na década passada, investiram, treinaram mão de obra e começaram a produzir peças para a indústria naval.

A região foi a única de um Estado sem mar que a Petrobras selecionou como polo industrial para a cadeia da construção de navios. Ou outros estão no Rio Grande do Sul, Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro. Embalados pelo entusiasmo com o pré¬sal, os mineiros de Ipatinga passaram a fabricar blocos de navios e outras partes demandadas pela indústria do petróleo. Um dos novos e promissores clientes do Vale nesse setor foi o grupo do empresário Eike Batista.

"O ramo siderúrgico tinha entrado em estagnação e em 2008 começamos a trabalhar para o setor naval. Mesmo com os custos com transporte, ganhamos competitividade quando o governo de Minas reduziu a zero o nosso ICMS", lembra Flaviano Gaggiato, de 59 anos, diretor¬presidente da Viga, uma das maiores empresas de metal mecânica do Vale do Aço, sediada em Santana do Paraíso.

Poucos apostam que a Usiminas volte a ser, no médio prazo, o motor acelerado que já foi da economia da região.

A Viga acumulara experiência fabricando peças e fazendo serviços para a Usiminas desde os anos 70. Investiu cerca de R$ 4 milhões para se ajustar e começar a fazer blocos de cascos de navio e outras partes e fez sucesso no novo ramo. Entre seus clientes, os estaleiros Atlântico Sul, São Miguel, ETP e o OSX, este de Eike. Em 2011, ano de bonança, a Viga faturou cerca de R$ 30 milhões ¬ quase R$ 12 milhões com a indústria naval. Tudo ia bem até que o grupo de Eike começou a desmoronar.

"No nosso pátio, temos ainda hoje 54 colunas de flotação que iriam para a OSX. Recebemos só uma parte do pagamento (a empresa Eriez foi que tratou o pedido com a Viga) e não concluímos o serviço". A pendência foi para a Justiça. Este ano, a Viga deve faturar de R$ 12 milhões a R$ 15 milhões. A parcela do setor naval dificilmente chegará a R$ 3 milhões.

Assim como a Viga, outras empresas de Ipatinga também sentiram o rebate do grupo X. E quando imaginavam que outros estaleiros segurariam a demanda, veio a segunda onda: a operação Lava¬Jato da Polícia Federal, que começou a desbaratar um mega esquema de propinas envolvendo grandes construtoras do país e a Petrobras.

"Desde outubro, diversos estaleiros deixam de pagar os fornecedores. Isso afetou a gente demais", diz Jeferson Coelho. Sócio¬diretor da indústria mecânica Líder, empresa de Ipatinga, ele vendeu para estaleiros no Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Santa Catarina. "A minha empresa abriu uma filial em Recife no ano passado e agora vamos encerrar as atividades lá", disse. O estaleiro local simplesmente deixou de pagar, diz ele.

Coelho teve um papel de articulador do setor metal¬mecânico do Vale e alimentou a ideia de as empresas entrarem em negócios alternativos e novos aos de Usiminas, Aperam e ArcelorMittal.

Essas empresas âncoras, com destaque para a Usiminas, continuaram, no entanto, sendo demandante de mão de obra, de serviços, peças etc. Mas com a indústria de carros enfrentando uma retração de mais 20%; e a de caminhões e ônibus, de 50%, e com uma economia que, segundo o Boletim Focus, deve encolher 1,45% este ano, a Usiminas diminuiu seu ritmo. Além do alto¬forno de Ipatinga (do total de três) fechou outro em Cubatão (SP).

Com produção menor, caiu a demanda por peças e serviços.

"O problema é que, de repente, mudou tudo", diz Luciano Araújo, coordenador regional da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). "A região sempre dependeu muito da Usiminas. E quem não foi para a indústria naval e de petróleo a gás e continuou aqui com a siderurgia, enfrenta grande retração da demanda."
A mistura do fracasso da petroleira e do estaleiro de Eike com a Lava¬Jato e a fraqueza da indústria do aço, mais a retração da economia do país, já provocou 1.500 demissões, ou 15% das vagas, no setor metal¬mecânico no Vale do Aço, estima Jeferson Coelho, da Líder. A empresa cortou 30%. Já a Viga, quase 40% em um ano, restando 140 empregados. A Aço Vale, de Timóteo, cortou 30%, e está com 20.

Para uma região tradicionalmente rica e que esbanjou empregos nesse segmento, é uma guinada. De janeiro a maio, a prefeitura de Ipatinga arrecadou R$ 61 milhões em ICMS, R$ 8,5 milhões a menos do que o valor de igual período do ano passado.

Empresários do Vale do Aço se apegam à ideia de que a indústria naval e de óleo e gás se recuperará e que a região voltará a ficar aquecida. O atual presidente do sindicato das empresas metal mecânica da região (Sindimiva), Carlos Afonso de Carvalho, estuda com seus pares o mercado da agroindústria. Outra opção à vista é o setor de energia elétrica.

Mas poucos parecem apostar que a Usiminas volte a ser, no médio prazo, o motor acelerado que já foi da economia do Vale do Aço.

Fonte : Valor Econômico/Marcos de Moura e Souza





 

Data: 30/6/2015

Audi apresenta na Europa nova geração da linha A4
A Audi apresentou ontem a nova geração da linha A4.

Disponível nas versões perua (Avant) e sedã, o veículo chegará ao mercado com novos motores de quatro cilindros que proporcionam redução de até 21% no consumo de combustível, segundo a montadora.

Na Europa, o modelo será vendido com três tipos de propulsores à gasolina. A porta de entrada é o 1.4 turbo TFSI de 150 cv. A versão 2.0 TFSI estará disponível com potências de 190 cv ou 252 cv. Após o inicio das vendas, a montadora apresentará mais uma opção de motor 2.0, com 122 cv.

Os modelos europeus movidos a diesel terão disponíveis os motores 2.0 TDI (de 150 cv ou 190 cv) e 3.0 (de 218 cv ou 272 cv). Os veículos equipados com motor 1.4 e 2.0 têm transmissão manual de série e automática de sete velocidades como opcional.

A carroceria da nova linha foi levemente ampliada no comprimento (25 mm), na largura (16 mm) e na distância entre eixos (12 mm).

Apesar do aumento nas dimensões, o peso do carro foi reduzido em 120 kg em função da nova plataforma, produzida com materiais mais leves.

No interior, o sistema de cockpit virtual (uma tela LCD de 12,3 polegadas que exibe informações importantes em gráficos de alta resolução) é oferecido como opcional. Também está disponível o sistema multimídia com tela de 8,3 polegadas, com controle na tela e por voz.

Segundo a montadora, o veículo será comercializado no Brasil, mas ainda não há data para o lançamento.

Fonte : Folha de S. Paulo





 

Data: 30/6/2015

Ford Fusion tem espaço de SUV e desempenho esportivo para agradar a todos
Imponente e tecnológico. O Ford Fusion Titanium AWD não é apenas a garantia da atração de diversos olhares na rua, mas sim de um sedã acima de seu tempo que topa qualquer desafio.

Uma ligeira espiada de longe e o Fusion já prova seu valor. O sedã com traços de cupê tem cara de mau e uma imponência que gera, no mínimo, curiosidade. Sua imensa grade frontal remete aos Aston Martin e seus faróis pequenos e esticados contribuem para a composição do desenho. É assustador quando visto no retrovisor do carro à frente, como um breve recado para que o motorista vá para a direita e dê passagem ao titã da Ford.

Se por fora ele tenta intimidar, por dentro traz requinte, tecnologia e muito espaço. Com a segunda geração do Sync integrada, sua tela poderia ser mais intuitiva, mas cumpre bem o seu papel. Três pessoas conseguem ocupar tranquilamente o banco traseiro sem ter seus meniscos esmagados.

Mas como anda?

Não se engane, ele tem o enfurecido 2.0 EcoBoost de avassaladores 240 cv e 34,7 mkgf de torque a partir das 1.750 rpm. Nessa configuração, a barcaça de quase duas toneladas acelera de 0 a 100 km/h em 7,7 s. A tração integral torna a brincadeira ainda mais interessante. Ele é esperto e não nega seu torque: É só pisar pra sentir as costas grudando no assento.

Mas é claro que tudo tem um prelo: a versão avaliada, Titanium AWD, parte de salgados R$ 135 mil. Com espaço interno que agrada quem compra carro por metro quadrado e desempenho que faz inveja a muito carro que se diz esportivo, o Fusion se mostra amigável e tenta cativar todos os públicos. Mas se você dá muito valor ao seu dinheiro, não é pecado nenhum avaliar o mercado: pela quantia que a Ford pede, o segmento de luxo pode possuir outras ótimas soluções para o que você procura.

Fonte : Car and Driver Brasil/Marcelo Moura