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Data: 31/7/2015

Toyota contrata 500 pessoas para ampliar produção
Na contramão do que ocorre nas grandes montadoras, que estão dispensando trabalhadores, a Toyota anunciou nesta quinta-feira, 30, a contratação de 500 funcionários para as fábricas de São Paulo, o equivalente a quase 10% de toda sua mão de obra, de 5,2 mil funcionários.

Desse grupo, 320 vão para a fábrica de Sorocaba, onde é produzido o compacto Etios, e os demais para a unidade de motores em Porto Feliz, que será inaugurada na metade de 2016.

A fábrica de Sorocaba tem capacidade para 74 mil veículos ao ano e opera com duas horas extras de trabalho por dia. Com investimentos em ampliação de maquinários e as novas contratações, esse número subirá para 108 mil, informa Ricardo Bastos, gerente-geral de relações governamentais. A unidade, inaugurada em 2012, emprega 1,7 mil pessoas.

Neste ano, até junho, a indústria automobilística demitiu 7,6 mil trabalhadores. A maioria das fábricas opera com produção reduzida e as empresas frequentemente anunciam férias coletivas, programas de demissão voluntária e lay-off (suspensão de contratos). Atualmente, há 7 mil operários em lay-off.

As vendas do mercado de automóveis e comerciais leves caíram quase 20% no primeiro semestre, para 1,271 milhão de unidades. Entre as fabricantes locais, apenas três registraram resultados positivos.

As japonesas Toyota e Honda cresceram 3% e 18%, respectivamente, e a alemã BMW teve alta de 1,75%, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A Toyota vendeu 86,9 mil veículos. Além de Sorocaba, o grupo tem fábrica em Indaiatuba, na região de Campinas, onde produz o sedã Corolla. Essa unidade também opera com duas horas extras diárias, além de sábados alternados. Outra fábrica fica em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, voltada à produção de componentes.

"Os resultados são fruto de lançamentos de produtos com boa aceitação no mercado, qualidade e constante trabalho de redução de custos", diz Bastos.

A Honda vendeu 73,2 mil veículos até junho, 18,8% mais que em 2014 e também opera diariamente com 1h15 de hora extra na fábrica de Sumaré (SP). A unidade produz os modelos Fit, City, Civic e HR-V - que tem fila de espera de até cinco meses.

O grupo vai inaugurar uma nova fábrica no fim deste ano, inicialmente para montagem do Fit, e sua capacidade produtiva vai dobrar de 120 mil para 240 mil unidades ao ano.

Nesta semana, outra boa notícia do setor automotivo veio da General Motors, que anunciou a duplicação de investimentos no País, de R$ 6,5 bilhões para US$ 13 bilhões nos próximos quatro anos. O dinheiro não vai para o aumento de capacidade, mas para o desenvolvimento de seis novos veículos que serão lançados a partir de 2019.

Julho

O mercado nacional segue em declínio. Em julho, foram vendidos 203,4 mil veículos até quinta-feira, queda de 26,7% ante julho de 2014 e de 4,3% ante junho. No ano, a queda acumulada chega a 21,5%.

Fonte : O Estado de S. Paulo/Cleide Silva





 

Data: 31/7/2015

Fábricas de autopeças negociam PPE
Empresas do setor de autopeças instaladas no Estado de São Paulo começaram a procurar sindicatos que representam seus trabalhadores com o objetivo de costurar acordos para adesão ao novo programa de proteção ao emprego, o PPE. O processo, porém, está, na maioria dos casos, em fase de consultas ou negociações iniciais, sem ainda envolver as grandes montadoras, vistas como as maiores beneficiárias do programa.

Sindicalistas de polos automotivos relatam também que alguns fabricantes interessados em adotar a ferramenta para reduzir custos com a folha de pagamento durante a crise desistiram de fazê¬lo após saberem, com a regulamentação do PPE, que seriam obrigados a comprovar regularidade com o Fisco.

Por enquanto, a Grammer ¬ uma fabricante de assentos automotivos instalada em Atibaia, no interior paulista ¬ foi a única a fechar acordo coletivo com trabalhadores e dar entrada, no site do Ministério do Trabalho, ao processo de habilitação ao programa.

Valter Jesus Brajão, presidente do sindicato dos metalúrgicos na região da Grammer, diz que o acordo foi aprovado pelos funcionários em votação secreta na última quinta¬feira, após, como exigem as regras do PPE, a empresa esgotar as ferramentas de flexibilização da mão de obra, tais como férias coletivas e uso de banco de horas. Não houve, contudo, unanimidade em relação ao plano, rejeitado por 30% dos 480 empregados da Grammer, diz o sindicalista.

"Nenhum sindicato é favorável à redução de jornadas e de salários. Esperamos que isso seja uma situação temporária", afirma Brajão, acrescentando que negociou o acordo para evitar mais demissões ¬ desde o ano passado, o sindicato homologou 187 cortes na Grammer. Segundo ele, outras quatro empresas de componentes automotivos da região de Bragança Paulista (SP) já manifestaram interesse em aderir ao PPE. Entre elas, cita a fabricante de maçanetas de porta Huf, cuja fábrica também está em Atibaia.

O Valor apurou que fabricantes de autopeças na região do ABC paulista, o maior polo automotivo do país, também já começaram a negociar participação no PPE com o sindicato local.

Jorge Nazareno, presidente do sindicato dos metalúrgicos de Osasco (SP), diz que três empresas estavam interessadas no programa, mas uma delas já descartou a solução porque não está em dia com o pagamento de impostos, uma das exigências do governo. Sindicatos que representam metalúrgicos na capital paulista e na região de Campinas informam que há empresas pleiteando ou fazendo consultas sobre o PPE.

Já os sindicatos de outros seis grandes centros de produção metal¬mecânica ¬ Guarulhos (SP), São Caetano do Sul (SP), Caxias do Sul (RS), Gravataí (RS), Curitiba (PR) e Camaçari (BA) ¬ dizem que não foram procurados para negociar o programa, que, em troca da garantia de manutenção de emprego, reduz em até 30% o custo com o pagamento de salários.

Fonte : Valor Econômico/Eduardo Laguna





 

Data: 31/7/2015

USP e Scania desenvolvem caminhão autônomo totalmente brasileiro
A Universidade de São Paulo, em parceria com a fabricante de veículos Scania, desenvolveu um protótipo de caminhão autônomo totalmente brasileiro. A tecnologia foi criada por alunos da Escola de Engenharia de São Carlos e do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação.

O caminhão - um modelo G360 6x4 - recebeu pequenos motores no volante e nos freios, um circuito eletrônico no acelerador, radares e duas câmeras que imitam a atuação do olho humano, além de antenas de GPS no topo da cabine e um sensor na direção que registra o movimento do volante. Um computador é responsável por captar as informações dos sensores e do GPS, interpretá-las e realizar o comando correto para executar a manobra.

De acordo com os pesquisadores, a ideia é aumentar a segurança no transporte, e não eliminar o motorista da cabine. "O sistema autônomo não vai substituir os motoristas, mas foi criado para ajudá-los a cumprir suas tarefas com mais segurança e tranquilidade", explica Denis Wolf, um dos coordenadores do projeto.

Por enquanto, o caminhão Scania circula apenas dentro do campus da USP em São Carlos, mas a expectativa do projeto é criar um veículo capaz de seguir longos percursos de forma autônoma. No transporte rodoviário, por exemplo, o sistema poderá assumir o controle durante parte do trajeto, solicitando que o motorista volte a assumir o comando ao entrar em uma cidade, onde o trânsito é mais complicado.

Fonte : Portal Olhar Digital





 

Data: 31/7/2015

Crise do Brasil abala exportação argentina
Cortou o coração do produtor Oscar Martin ver as peras e maçãs que apodreceram nas árvores na região sul da Argentina neste ano. Parte daquelas 200 mil toneladas de frutas que ficaram nos pés poderiam ter ido para o Brasil. No início, a exportação para o país vizinho foi suspensa durante três meses porque autoridades brasileiras detectaram uma praga, a "carpocapsa", num lote. Mas agora surgiu uma praga pior: a queda da demanda acompanhada de sucessivas desvalorizações do real.

Martin também é o presidente da Câmara Argentina de Fruticultores Integrados (Cafi). Ele estima uma perda de 30% nas vendas das duas frutas neste ano para o Brasil, principal destino das exportações do setor e responsável por uma receita de US$ 150 milhões em 2014. "Nossa relação com o Brasil é histórica", diz. A Cafi representa os produtores de Neuquén e Rio Negro, onde se concentram 85% da produção de peras e maçãs.

O que acontece com as frutas é uma pequena parte do estrago que a crise brasileira provoca na Argentina, um país em "default" e cuja economia já estava debilitada por conta de uma série de problemas internos e externos.

Os maiores prejuízos do impacto da crise brasileira se sentem no comércio exterior. Num país com nível de reservas já enfraquecido pela falta de acesso ao mercado internacional, o volume de dólares obtido com as vendas ao Brasil, principal destino de todas as exportações argentinas, diminui a cada dia.

De janeiro a junho, as exportações para o Brasil caíram 23% na comparação com igual período do ano passado. Isso agravou uma perda de receita com exportações que já havia despontado por conta da retração nos preços internacionais de commodities. No primeiro semestre, o total de divisas obtidas com exportações para todo o mundo diminuiu em US$ 6,6 bilhões, num total de US$ 30, 2 bilhões. Isso representa uma queda de 18% em relação aos seis primeiros meses de 2014.

A forte desvalorização do real acendeu um sinal vermelho em Buenos Aires nos últimos dias. "O Brasil tem um alto nível de reservas e, por isso, pode desvalorizar a moeda para recuperar a competitividade; mas o mesmo não se pode esperar na Argentina", destaca o presidente da Câmara dos Exportadores da República Argentina (Cera), Enrique Mantilla.

Nos 12 últimos meses o real desvalorizou¬se 33% e o peso 11,02%. Mas, apesar das reclamações dos exportadores, não existe hoje na Argentina nenhuma expectativa de desvalorização do peso antes da mudança de governo. O país está a menos de três meses da eleição do próximo presidente da República e a atual equipe econômica já deu sinais de que não pretende fazer correções no câmbio.

Ao ser abordado por repórteres à entrada da Casa Rosada, ontem, o ministro¬chefe de Gabinete, Aníbal Fernandez, disse que o governo "monitora permanentemente" a desvalorização do real, mas ainda não percebeu que isso afeta a exportação de produtos argentinos. O banco central tem feito intervenções diárias para tentar frear a alta do
dólar no mercado paralelo, que registra uma diferença de mais de 60% em relação à cotação oficial.

Executivos da União Industrial Argentina calculam que a desvalorização do peso deveria chegar a algo entre 25% e 30% para poder compensar "a inflação, o intervencionismo e os problemas no Brasil e na China". Mas numa entrevista a uma emissora de televisão, ontem, o ministro da Economia, Axel Kicillof, que está em plena campanha para ser deputado, pediu a empresários e banqueiros que não falem sobre atraso cambial porque isso "ferra" as pessoas.

A equipe de Cristina Kirchner deixa, portanto, claro que esse será mais um dos problemas que ela deixará de herança para seu sucessor. "A crise no Brasil é um elemento a mais para o próximo presidente da Argentina levar em conta logo que tomar posse em dezembro", afirma o economista Dante Sica, diretor da consultoria Abeceb.com.

A perda da competividade dos exportadores não diz respeito apenas à crise brasileira, mas também à política de retenções adotada pelo governo para tentar conter a alta dos preços internos e, ainda, o aumento de custos provocados pela inflação.

Foi por isso que há poucas semanas agricultores do sul decidiram fazer protestos. Alguns enfileiraram seus tratores nas rodovias para chamar a atenção enquanto outros distribuíram frutas gratuitamente. "Os problemas que nos levaram aos protestos fazem parte de um contexto muito maior que a crise no Brasil", destaca Martin, da Cafi.

A indústria automobilística não pode se dar ao luxo de fazer o mesmo tipo de protesto com os automóveis. Mas é a que mais sofre, junto com os fornecedores de componentes. Segundo a Câmara dos Exportadores, as exportações do setor automotivo, que seguem todas para o Brasil, registraram no primeiro semestre queda de mais de 30% na comparação com igual período de 2014. Para analistas, esse setor é o principal responsável pela queda de participação do Brasil nas vendas externas. O mercado brasileiro foi o destino de 20,4% dos produtos argentinos exportados no primeiro semestre de 2014. Mas em junho deste ano a participação caiu para 15,4%.

Para Patricio Carmody, especialista em comércio exterior, nesse cenário, o mais prejudicado é o Mercosul. "O desenvolvimento industrial conjunto, de Brasil e Argentina, era o pilar do bloco", destaca. Para ele, já é negativo o fato de os dois principais parceiros do Mercosul terem se transformado em competidores no setor agropecuário. "O intercâmbio de produtos na área de manufatura, principalmente nas montadoras, era a lógica da existência do bloco. Isso precisa funcionar para a região ser competitiva", destaca Carmody.

A economia argentina registrou uma relativa calmaria no primeiro semestre. O governo conseguiu manter o câmbio sob controle e a expectativa de inflação anual foi reduzida dos quase 40% do ano passado para índices em torno de 25%. A atividade industrial também começou a reagir, com crescimento de 0,9% em junho depois de 22 meses consecutivos de queda. Tudo indicava que o fim do mandato de Cristina seria bem mais tranquilo do que o da maioria de seus antecessores.

Mas agora a crise que afeta seu vizinho pode tornar essa transição de governo mais turbulenta. Os analistas apostam que a crise no setor automotivo vai se refletir na atividade industrial. "Com menos dólares, a indústria terá mais dificuldades para importar e produzir; sem contar que a demanda também cai", afirma Sica.

Os problemas brasileiros se transformaram em temas de debates em seminários, reuniões de economistas e análises para investidores. "O que mais nos preocupa é a queda no nível de investimento no Brasil", diz Mantilla, o presidente da câmara dos exportadores. Segundo ele, a concentração dos esforços no consumo interno no Brasil era algo que chamava a atenção dos exportadores argentinos desde 2013. "Percebíamos que o baixo nível de investimentos nesse cenário traria graves problemas e a Cepal já alertava para isso", destaca.

A crise política, acompanhada de tudo o que envolve os esquemas de corrupção, é outro tema que chama a atenção nas rodas de conversa dos argentinos. E, se há até pouco tempo a expectativa da saída de Cristina Kirchner do governo era a discussão do momento, agora as atenções se voltam para a gestão da presidente Dilma Rousseff.

O assunto foi um dos focos das apresentações econômicas há poucos dias, durante congresso numa feira agropecuária. Em sua exposição, o professor de finanças Aldo Abram destacou que a queda de popularidade de Dilma lhe tirava a capacidade de gestão. Ele também falou do "desastre" da política monetária do país e alertou os exportadores: "Sabemos que se não exportamos para o Brasil estamos fritos; mas vai demorar um bom tempo para voltarmos a vender bem".

Fonte : Valor Econômico/Marli Olmos





 

Data: 31/7/2015

Governo vê com alívio fim da alta dos juros
O aumento de mais 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), anunciado na última quarta¬feira (29) pelo Banco Central, foi visto como um certo exagero em outras áreas do governo.

A afirmação da instituição de que pretende manter agora a taxa inalterada por um período "suficientemente prolongado", no entanto, foi vista como um sinal de que a economia brasileira terá um alívio a partir de agora.

Um ministro disse à Folha que a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do BC) é um tiro enorme em uma economia já frágil, mas deixar a taxa estacionada dá fôlego para a combalida economia brasileira neste segundo semestre de 2015.

Apesar de acharem exagerado o aumento, integrantes do governo reconhecem que o Banco Central não tinha muito o que fazer, considerando o desempenho das contas públicas até agora e a forte redução da meta fiscal anunciada na semana passada.

Decisão

Uma semana depois de o governo anunciar uma redução substancial na sua meta de economia para reduzir a dívida pública, o BC elevou a taxa básica para 14,25% ao ano, a maior em nove anos.

Foi o sétimo aumento consecutivo. Antes da reeleição da presidente Dilma Rousseff, a taxa estava em 11% ao ano.

No comunicado da decisão, o Copom afirmou que os juros devem permanecer nesse novo patamar "por período suficientemente prolongado" para garantir a convergência da inflação para a meta no fim de 2016.

Outro fator que contribuiu para que o BC elevasse novamente os juros foi a alta do dólar nos últimos dias.

Fonte : Folha de S. Paulo/Natuza Nery





 

Data: 31/7/2015

Queda nas vendas de carros se acentua em julho
Ainda sem confirmar a reação almejada pelas montadoras no segundo semestre, a comercialização de veículos novos no Brasil cai, na comparação anual, mais de 22% neste mês, segue no pior patamar em oito anos e aprofunda um pouco mais a queda acumulada desde janeiro.

Números registrados até quarta¬feira mostram que os emplacamentos de carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus encolhem 22,3% frente a julho do ano passado. Com isso, o tombo no acumulado do ano, que tinha fechado junho em 20,7%, agravou¬se um pouco mais, marcando, por enquanto, 20,9%. A diferença em relação ao ano passado agora passa de 402 mil veículos, ou o equivalente à perda de quase seis semanas inteiras de venda.

Assim como já havia acontecido em junho, o mercado vem girando menos de 10 mil carros a cada dia útil. Até quarta¬feira, a média diária estava em 9,3 mil unidades, numa redução do ritmo de junho (9,6 mil em igual período), que já tinha sido o pior deste ano. Na prática, as concessionárias estão vendendo cerca de 250 carros a menos a cada dia que abrem as portas.

Diferença para 2014 já passa de 402 mil veículos, ou quase seis semanas inteiras de vendas perdidas.

Apesar disso, por ser um mês comercialmente mais longo, com dois dias úteis a mais, julho caminha para fechar acima dos 212,5 mil veículos licenciados no mês imediatamente anterior. Ainda assim, salvo algum movimento atípico nos dois últimos dias deste mês, o mercado tende a ficar abaixo das 230 mil unidades, o que representaria o pior julho da indústria automobilística desde 2007, mantendo o volume do acumulado de 2015 ¬ de pouco mais de 1,5 milhão de unidades ¬ também no menor nível em oito anos.

Em nenhum mês deste ano, o mercado conseguiu superar volumes de igual período de 2014 e, desde fevereiro, as vendas estacionaram ao redor de 10 mil carros por dia útil. Não há, porém, consenso se isso já é o "fundo do poço".

Há divergências quanto ao ponto de inflexão da demanda, ao mesmo tempo em que poucos se arriscam a dizer que as vendas não vão cair ainda mais.

Entre os mais otimistas ¬ como Luiz Moan, presidente da Anfavea, a entidade representativa das montadoras, e Roberto Cortes, presidente da fabricante de caminhões MAN ¬, espera¬se algum sinal de reação até dezembro, mas uma retomada mais consistente apenas no primeiro semestre de 2016. Mas, enquanto Moan fala numa recuperação sustentável a partir do segundo trimestre, dirigentes de multinacionais do setor de autopeças como Bosch e Delphi, bem como analistas independentes, jogam a retomada para a segunda metade do ano que vem.

Depois do pico entre abril e junho, os anúncios de medidas com o objetivo de ajustar a produção e a mão de obra nas montadoras deram uma trégua após o governo, no início deste mês, anunciar o programa de proteção ao emprego ¬ um pleito do setor que prevê redução de até 30% no gastos das empresas com o pagamento de salários a metalúrgicos.

Algumas fábricas, contudo, seguem paradas, como o parque industrial da Iveco em Sete Lagoas (MG) e a fábrica de motores da Ford em Taubaté (SP), ambas com retorno na segunda¬feira. Enquanto a Iveco teve férias de três semanas, a produção de propulsores da Ford está paralisada desde o feriado estadual de 9 de julho.

Também em Taubaté, a fábrica da Volkswagen que produz o subcompacto Up! volta a parar hoje para ajuste de estoques, segundo o sindicato dos metalúrgicos da região. Procurada pelo Valor, a montadora informou apenas que tem feito uso de ferramentas de flexibilização para adequar o volume de produção à demanda do mercado.

Os números preliminares revelam que as vendas de caminhões seguem em queda livre neste mês, com baixa, até agora, de 47% ante julho do ano passado. Na mesma base de comparação, os licenciamentos de carros e utilitários leves recuam 21%.

A deterioração da confiança de consumidores e empresas na economia, agravada pela demora na execução do ajuste fiscal, é vista por representantes da indústria automobilística como a principal força por trás do agravamento da crise setorial.

Soma¬se a isso a seletividade bancária, que já restringe esse mercado há pelo menos dois anos. Ontem, o Banco Central (BC) informou que o saldo de operações de crédito para a compra de veículos voltou ceder em junho. O estoque desses empréstimos, com recursos livres na carteira de pessoas físicas caiu 1,4%, ou 7,3% em 12 meses, apesar das medidas para estimular a operação, caso da liberação de compulsórios, flexibilização na ponderação de risco e a modernização da lei de alienação fiduciária para reduzir a aversão dos bancos.

Fonte : Valor Econômico





 

Data: 31/7/2015

Land Rover Defender pode ser fabricado até 2016
A Land Rover pode ter decidido adiar o fim da produção do Defender em um ano. Segundo informações do Birmingham Post, o jipe deixaria de ser fabricado em dezembro deste ano, mas as boas vendas teriam feito a marca mudar de ideia e descontinuar o modelo apenas em fevereiro 2016, com chances de uma nova prorrogação.

"A produção será estendida pelo menos até o fim de fevereiro (de 2016), embora fui avisado que as atividades podem ser prorrogadas até abril por conta da enxurrada de pedidos pelo modelo", afirmou um funcionário da fábrica de Solihull ao jornal.

Apesar de manter praticamente as mesmas características do projeto lançado em 1948, o Defender virou um ícone da indústria automotiva mundial - e um símbolo de resistência entre os fãs de fora-de-estrada. Até motoristas de países onde o Defender não atende às leis de trânsito para licenciamento de veículos, como os Estados Unidos, compram o veículo.

A Land Rover produziu 17.781 unidades em 2014, número este que deve ser batido neste ano considerando que a empresa resolveu aumentar a produção do carro em aproximadamente 50%. Atualmente, 125 funcionários trabalham em turno único na linha de montagem, que antes contava com apenas 80 empregados.

Por enquanto, a posição oficial da Land Rover é que o Defender atual será descontinuado por não atender as normas de segurança e emissões de poluentes em vários países. O jipão terá um sucessor, ainda sem data para ser lançado.

Fonte : Quatro Rodas/Vitor Matsubara





 

Data: 31/7/2015

Carros de entrada ainda são os mais financiados, mas participação vem caindo
Durante o primeiro semestre de 2015 os carros de entrada, aqueles considerados mais básicos e mais baratos disponíveis na linha de uma fabricante, voltaram a ser a principal opção entre os consumidores que optam pelo financiamento na hora de adquirir um automóvel leve novo, segundo levantamento divulgado pela Cetip.

Já os carros compactos, ou hatches pequenos, perderam participação nas vendas financiadas de novos. Apesar da melhora da participação dos carros de entrada no mercado de financiamentos neste ano, a presença desses modelos vem diminuindo ao longo dos anos. Em cinco anos, sua representatividade caiu de 35%, em 2011, para 26%, em 2015. Enquanto isso, os hatches pequenos vêm aumentando sua presença e passaram de 16%, em 2011, para 25%, em 2015.

Outro destaque no período ficou por conta do aumento na participação no segmento de sedãs pequenos e SUVs. No primeiro semestre de 2011, o sedã pequeno representava 17% do total financiado. Nos primeiros seis meses de 2015, o modelo mostrou cresceu para 19% do mercado. Já os SUVs, que estão em alta no mundo todo, mostraram uma curva ascendente, passando de 8%, em 2011, para 11% de presença no mercado de financiamentos em 2015.

Entre as marcas, a Fiat lidera o ranking como fabricante mais financiada dos carros de entrada no primeiro semestre do ano, com 66.544 unidades vendidas a prazo, sendo 42.306 unidades do Palio. Já a Chevrolet liderou os financiamentos dos hatches pequenos, com 40.684 unidades, com liderança do Onix (40.631), e dos sedãs pequenos, com 38.825 unidades, liderados pelo Prisma (25.698). A Ford foi a marca mais financiada dos SUVs, com 12.997 unidades, com destaque para o EcoSport (12.522).

Ao longo dos primeiros seis meses de 2015 foram financiados 2.118.227 automóveis leves novos e usados. Desse total, 745.005 foram unidades novas e 1.373.222 de usadas.

Fonte : Carplace





 

Data: 31/7/2015

Preço do caminhão cai 1,5% em semestre de vendas fracas
A drástica queda de vendas de caminhões este ano afetou os preços no varejo (42,1% até junho), mesmo quando não houve redução na tabela oficial das montadoras

Estudo da Auto Informe feito com a cotação da Molicar indicam uma queda de 1,5% nos preços médios no primeiro semestre.

O comportamento das marcas, no entanto, não foi linear, ao contrário, houve disparidades gigantescas, num leque que vai de queda de 18,5% (caso da Hyundai, que disputa o mercado com apenas um modelo) a um aumento de 5,3% no período, caso da Volvo, que teve nove modelos entre os dez que mais aumentaram os preços no semestre.

O índice fora da curva registrado pela Hyundai foi resultado de uma intensa campanha de vendas feita pela Caoa para desovar o estoque do HD78. Além de ampliar as ações publicitárias, a empresa fez ações em pontos de venda e realizou vendas diretas para frotistas e para o Exército.

Assim como a Volvo, Agrale (alta de 4,3%), International (+ 4,1%) e Ford (+2,3%) também apresentaram aumentos de preços, enquanto os modelos das demais marcas ficaram mais baratos (na média) no primeiro semestre.

Além do Hyundai HD78 4X2 tiveram quedas significativas no primeiro semestre os caminhões Iveco Vertis 90V18 4 X 2 (-8,2%), o Man TGX 29.440 XL 6X4 (cabine leito e teto baixo) a diesel (-7,6%) e o Mercedes-Benz Axor 2541-S diesel (-6,3%)

Os seis caminhões que mais subiram de preço no semestre são da Volvo, como o VM-270 6X4R, com alta de 17,9%, o FH 540 4X2 (+16,9%) e o VM-270 8X2R (+14,7%).

Fonte : O Mundo em Movimento/Joel Leite





 

Data: 31/7/2015

CNH Industrial registra queda de 64,9% no lucro do segundo trimestre
A CNH Industrial (ex-Case New Holland) informou queda de 64,9% no lucro do segundo trimestre, para US$ 124 milhões, na comparação com o mesmo período do ano passado. A receita da companhia recuou 21,9% no intervalo, para US$ 6,95 bilhões.

Segundo a companhia, o bom desempenho das vendas de veículos comerciais não conseguiu compensar o recuo nas divisões agrícolas e de construção. A desvalorização do euro e do real em relação ao dólar também afetou os resultados da companhia.

Com relação ao mercado brasileiro, a CNH Industrial indicou redução da demanda nas divisões de construção e veículos comerciais. A venda de caminhões pesados no Brasil, sob a marca Iveco, recuou 44,3% no segundo trimestre na comparação com o mesmo período de 2014.

Fonte : Valor Econômico