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Data: 21/6/2012

Produção tem queda de 30%, diz MAN
 
Este semestre deve terminar com uma queda de 30% na produção de caminhões em relação ao último semestre de 2011 e vendas 15% menores na mesma comparação. A expectativa é de Roberto Cortes, CEO da MAN Latin America, que recebeu Automotive Business na sede da companhia em São Paulo na segunda-feira, 18, para uma sessão de fotos.

O executivo entende que o empenho do governo em reduzir o custo de aquisição dos produtos Euro 5, por meio do corte do juro do BNDES Finame para 5,5% ao ano, praticamente tornou os novos caminhões equivalentes em preço aos Euro 3 que foram produzidos até dezembro passado. “Ficamos otimistas a partir daí (com o anúncio da linha de financiamento mais barata, no fim de maio). Os estoques vão cair e a atividade será retomada à medida que se fortaleçam os fundamentos da economia”, avalia. Mas Cortes projeta, contudo, que ainda levará um certo tempo para essa recuperação acontecer plenamente.

Para Cortes, um dos principais desafios para o mercado de caminhões voltar a funcionar é destravar o segmento de usados, que também depende do crédito bancário. “As operações do BNDES e bancos associados já estão funcionando bem, mas o mesmo não ocorre com bancos intermediários no financiamento de caminhões usados”, explica. (Automotive Business/Paulo Ricardo Braga)

Ele esteve na ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e disse ter ficado bem impressionado com o trabalho de nomeação de postos que vendem o diesel S50 (com baixo teor de enxofre e fundamental para o funcionamento dos motores Euro 5), e a fiscalização sobre isso. “O diesel limpo já está disponível em todo o território, assim como o Arla (solução de ureia necessária para fazer funcional o catalisador SCR dos veículos), cujo preço caiu a nível razoável”, assegura.

Fonte : Automotive Business