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Data: 6/7/2012

Governo de São Paulo terá quase R$ 2 bilhões do BNDES
 
O governo de São Paulo ficou com quase 10% do novo crédito oferecido pela União para tentar acelerar a economia nacional. Ao todo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oferecerá R$ 20 bilhões aos governadores. O Palácio dos Bandeirantes terá fatia de R$ 1,95 bilhão para projetos de infraestrutura.

Preocupado com a lenta atividade econômica e o contágio cada vez mais forte da crise externa, o governo federal anunciou em meados de junho que abriria o cofre para os governadores. O plano da equipe econômica é oferecer financiamento para que Estados executem projetos de infraestrutura, como transporte urbano e rodovias, e reanimem a economia local.

A divisão dos recursos foi aprovada ontem em reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN). Após São Paulo, pela ordem, estão a Bahia (R$ 1,48 bilhão), Minas Gerais (R$ 1,32 bilhão), Ceará (R$ 1,08 bilhão), Pernambuco (R$ 1,06 bilhão) e Maranhão (R$ 1 bilhão) como os maiores beneficiados. Todos os demais Estados receberam menos de R$ 1 bilhão.

O Rio de Janeiro terá R$ 940,9 milhões e a unidade da Federação com menor montante é o Distrito Federal, com R$ 311,1 milhões.

Critérios

A divisão do dinheiro obedeceu a três critérios. O primeiro é o Fundo de Participação dos Estados (FPE), cuja composição foi parâmetro para definir a divisão de R$ 8 bilhões. Outra parcela idêntica foi repartida conforme a distribuição da população. Por fim, os R$ 4 bilhões restantes serão distribuídos igualmente entre as 27 unidades da Federação.

Em junho, quando o crédito foi anunciado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu que o dinheiro extra é parte de uma "ação anticíclica" planejada pelo governo que deixará o Brasil "imune ou, pelo menos, menos exposto" à crise internacional.

A decisão do CMN deu, ainda, um alívio adicional para a quitação da dívida. Originalmente, os pagamentos dos empréstimos, que terão até 20 anos de prazo, teriam carência de um ano.

O texto aprovado ontem, porém, prevê que os dois primeiros anos do empréstimo não terão pagamentos.

O crédito terá juro que acompanha a Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP) somada de taxa que varia de 1,1% a 2,1% ao ano. Os empréstimos devem ser contratados até 31 de janeiro de 2013.

Revitaliza

O CMN também aprovou queda do juro nos financiamentos para empresas do programa conhecido como "Revitaliza". O custo dos R$ 6,7 bilhões disponíveis para investimentos e exportações caiu de 9% para 8% ao ano.

Também operado pelo BNDES, o dinheiro é destinado a empresas de 20 setores da economia como têxteis, vestuário, calçados, bens de capital, material eletrônico e de comunicações, informática, autopeças e móveis, entre outros.

Fonte : O Estado de S. Paulo/Fernando Nakagawa