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Data: 23/7/2012

Fiat espicha 2° turno em Betim em uma hora
 
O reaquecimento das vendas após a adoção de medidas de incentivo ao consumo já começa a formar gargalos em fornecedores e fabricantes de veículos leves. Em Betim (MG), a partir desta segunda-feira, 22, a Fiat espicha em uma hora extra os trabalhos do segundo turno, conforme informou um fornecedor a Automotive Business. Com a medida, a produção da fábrica mineira sobe de 3.145 carros para 3.328 por dia.

Por enquanto, essa foi a fórmula encontrada pela Fiat para evitar a reativação do terceiro turno de produção em Betim, com consequentes contratações. Com filas de espera de consumidores por alguns modelos nas concessionárias da marca, a produção precisa aumentar, mas a Fiat (e outras montadoras) vive o dilema de não saber se o ritmo das vendas vai continuar alto pelo resto do ano após 31 de agosto, quando em tese termina a redução do IPI dos carros – apesar de muitos analistas já darem como certa a extensão dos incentivos até o fim deste ano, pelo menos.

As medidas do governo, anunciadas em maio, provocaram aumento súbito das vendas de veículos leves no País: de um mês para outro os emplacamentos saltaram de 12 mil a 13 mil unidades/dia para acima de 16 mil. Isso provocou descompasso na programação de produção. “Recebo ligações do departamento de compras da Fiat todos os dias para tentar aumentar o ritmo de fornecimento. Claro que eu quero vender, mas não consigo mudar meus planos e pedidos de uma hora para outra”, comenta um fornecedor ouvido por Automotive Business. “O problema é que as vendas tinham caído e nós adaptamos a produção àquele ritmo. Agora tudo mudou, mas não temos certeza se vai continuar assim, por isso não podemos fazer novas contratações que podem se transformar em demissões num futuro próximo. Também não dá para elevar as encomendas de materiais tão rápido, principalmente no caso de componentes importados”, explica a fonte.

No ritmo atual de procura e oferta, nem todas as montadoras conseguiram reverter o planejamento a tempo de aproveitar todo o potencial de vendas criado pelas reduções de IPI e preços, porque não conseguem produzir (por falta de peças e/ou de mão de obra) o suficiente para atender o mercado. Esse cenário reforça a expectativa de extensão dos incentivos.

Fonte : Automotive Business