Data:
1/8/2012
Empresas ameaçam investimentos e postos de trabalho
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O governo brasileiro bem que tentou se posicionar como um porto seguro para as empresas multinacionais afetadas em seus mercados de origem pela crise internacional em 2008. E jogou em todas as posições para agradar às montadoras instaladas no país e despertar o interesse de outras que desejam fabricar por aqui. A estratégia não funcionou exatamente como esperado. Em meio as novas cobranças como esperado. Em meio a novas cobranças, as empresas cortam investimentos e ameaçam postos de trabalho.
Na segunda (30), a JAC Motors suspendeu investimentos de R$ 900 milhões na construção de uma fábrica em Camaçari (BA), sob alegação de que o mercado nacional não respondeu como esperado, especialmente por conta da alta de 30 pontos percentuais do Importo Sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos importados. No ano passado foram 25 mil veículos da marca vendidos, o que não justifica uma fábrica de 120 mil carros/ano.
Mas como em toda negociação de grande porte, sempre há um “mas se...”. A JAC reconsiderar caso o governo federal mostre alguma flexibilidade com o caso da empresa, tirando o aumento do IPI para importados, regulamentando as prometidas cotas para importadoras que decidem investir no Brasil.
A GM é outro caso delicado que vem ganhando atenção do governo federal. A montadora prevê cortar dois mil postos de trabalho em São José dos Campos, no interior de São Paulo. A medida é considerada pontual, uma vez que está em linha com as mudanças na produção da montadora, que investiu desde 2008, R$ 5 bilhões em aumento da capacidade e renovação da linha no país.
Luiz Moan, diretor de relações institucionais da GM, minimizou o quadro dr demissões. Segundo ele a decisão da companhia em eliminar 1,5 mil postos de trabalhos é resultado de uma “realocação dos investimentos produtivos”. Moan assegurou que deve chegar ao final do ano com um número de 2.063 novos empregados, o que se soma a um acumulado de vagas abertas desde 2008. “O compromisso do setor está plenamente mantido”, diz Moan.
O presidente do Sindicatos dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Antônio Ferreira de Barros, afirmou que Mantega foi mal informado. “De julho de 2011 a junho de 2012, a GM fechou 1.044 postos de trabalho (saldo entre demissões e contratações) em São José dos Campos”, afirmou, com base nos dados do estudo do Dieese. Em São Caetano foram 349 postos a menos. “A única fábrica que fechou com saldo positivo foi em Gravataí, com 204. |
Fonte : Brasil Econômico
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