 |
|
|
|
|
|
Data:
3/8/2012
Renault investe R$ 40 milhões em fábrica de motores no Paraná
 |
A retomada das vendas da Renault na Argentina e Colômbia fez a montadora acelerar a produção de sua fábrica de motores em São José dos Pinhais, no Paraná.
A empresa vai investir R$ 40 milhões na ampliação da capacidade instalada da unidade, que passará de 400 mil propulsores por ano para 500 mil equipamentos anuais.
O presidente da montadora para o Brasil, Olivier Murquet, disse que esses aportes são adicionais ao R$ 1,5 bilhão que está em fase de aplicação na unidade paranaense.
"Praticamente 40% da produção será exportada para nossas operações para esses países. Além disso, embarcamos também motores para a Nissan, que fabrica carros com motor 1.0 litros no México para o mercado brasileiro. Mas, o que realmente impulsionou esse incremento na produção foi a Argentina", disse.
"Lá vamos vender 110 mil carros este ano, o que vai dar àquele país a sexta colocação no ranking de vendas da Renault".
Com a expansão da unidade de motores a Renault vai contratar mais 100 pessoas, o que vai elevar o quadro de funcionários de 400 para 500 empregados na linha de montagem. "Trabalhamos em quatro turnos de produção de motores para atender à demanda crescente desses mercados".
A montadora trabalha a todo vapor no Paraná. Ela deve atingir este ano a capacidade de produção de 220 mil carros por ano.
Isso porque, apesar do mercado brasileiro ter se retraído no primeiro semestre do ano - a queda foi de 0,4% no período em relação aos últimos seis meses de 2011- a Renault teve de acelerar a produção para formar estoques que serão consumidos quando a unidade ficar parada por cerca de dois meses a partir de novembro deste ano.
"Nossas vendas devem crescer cerca de 15% este ano, o mercado deverá chegar a 3,6 milhões de carros vendidos", estima. "Isso somente foi possível com o incentivo do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Sem ele, nosso ritmo seria reduzido e já avaliávamos parar a fábrica por mais tempo", disse Murquet.
A Renault deverá deter uma participação de mercado de cerca de 6,5% este ano. Em 2011, ela alcançou 5,8% das vendas de automóveis no país, com 194 mil unidades comercializadas.
Futuro
Murquet não esconde que a companhia pode repensar futuros investimentos na unidade brasileira. "Hoje, as despesas em nossa fábrica aqui são equivalentes às nossas unidades na França. Há cinco anos a diferença era de cerca de 20%. Precisamos de medidas mais estruturantes para diminuir o chamado custo Brasil e assim tornar o país mais competitivo", disse.
Para se ter uma ideia, somente com as medidas de desoneração na energia elétrica implementadas pelo governo na semana passada, vão impactar nos custos da Renault em 10%.
"Temos de ser mais eficientes nos sistemas produtivos para diminuir o impacto do custo Brasil na operação. Além disso, sempre conversamos com nossos fornecedores para juntos implementarmos medidas nesse sentido. Mas, é bem verdade que há peças que são bem mais baratas em países asiáticos", afirmou o executivo.
Hoje, o índice de nacionalização dos automóveis da Renault é de cerca de 80%. "Se continuar com os custos nesse patamar avaliamos realizar mais compras fora. Hoje, nossa política é de localizar nosso conteúdo. O problema dos custos estará na agenda da Renault nos próximos anos". |
Fonte : Brasil Econômico/Ana Paula Machado
|

|
|
|
 |
|
 |